Fluxo Cambial - Análise.
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VALORES EM MM US$ |
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SEMANA |
COMERCIAL |
FINANCEIRO |
SALDO |
BC |
LIQUIDO |
% TAXA |
| 04 a 08 |
108 |
1.054 |
1.162 |
zero |
1.162 |
-4,07 |
|
11 a 15 |
551 |
347 |
898 |
-545 |
353 |
1,3 |
|
18 a 22 |
795 |
232 |
1.027 |
-1.863 |
-836 |
-2,83 |
|
25 a 29 |
97 |
-50 |
47 |
-340 |
-293 |
-3,79 |
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TOTAIS |
1.551 |
1.583 |
3.134 |
-2.748 |
386 |
(*) -9,16 |
| (*) PTAX FINAL ABRIL R$ 2,1420 PTAX FINAL DE MAIO R$ 1,9458 | ||||||
As exportações revelaram retração enquanto as importações aumentaram o volume, porém esta não nos parece uma tendência e sim uma ocorrência pontual, já que a queda do preço do dolar pode ter contingenciado o ingresso de recursos oriundos de exportações realizadas sem prévia contratação de câmbio.
Ainda assim, o fluxo comercial sustentou-se positivo em US$ 1.551 MM após ter alcançado US$. 4.917 MM em abril.
O fluxo financeiro pela primeira vez no ano tornou-se positivo em US$ 1.583 MM, tendo havido ingressos de US$ 27.538 MM e saídas de US$ 25.955 MM.
Para a BOVESPA houve direcionamento do fluxo de ingresso de montante em torno de US$ 3,0 Bi.
No nosso entender o euforismo com o fluxo de ingresso direcionado para a BOVESPA causou um diagnóstico errático ao atribuir-se a este fato pontual a queda acentuada do preço do dólar, desconsiderando-se que o que impacta na formação do preço é o fluxo “net” para o país.
Como vemos o fluxo comercial de US$ 1.551 MM mais o fluxo financeiro de US$ 1.583 MM determinaram o fluxo cambial positivo em maio de US$ 3.134 MM, porém deve ser observado que o Banco Central do Brasil retirou deste montante US$ 2.748 MM com seus leilões diários e assim o fluxo positivo “net” para o mercado ficou reduzido a US$ 386 MM.
Evidentemente US$ 386 MM é muito pouco para justificar uma apreciação de 9,16% no real no mês.
Confirma-se assim, o que a análise fundamentalista da formação de taxa do dólar evidenciou em maio, ou seja, a apreciação do real teve relevante causa nas operações de “swaps cambiais reversos” de US$ 3,4 Bi que o BC colocou no mercado futuro no dia 5 de maio com vencimento em 1º de junho, que fomentou o movimento focando a consumação da expressiva variação cambial negativa que permitiu aos ‘vendedores” naquela operação, com o BC na posição compradora, obter dupla e expressivo ganho da variação cambial negativa e também do juro.
Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, Economist
