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	<title>Câmbio, uma visão objetiva.</title>
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	<description>Mercado de Câmbio / Mercado Financeiro</description>
	<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 14:45:27 +0000</pubDate>
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		<title>O fluxo cambial da 1ª quinzena de novembro, divulgado ontem pelo BC, evidenciou que na 2ª semana o BC voltou a retirar dólares do mercado em volume menor do que o fluxo.</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 14:45:27 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O fluxo cambial da 1ª quinzena de novembro, divulgado ontem pelo BC, evidenciou que na 2ª semana o BC voltou a retirar dólares do mercado em volume menor do que o fluxo, e este é um sinal positivo de que, a despeito do ocorrido na 1ª semana, a autoridade monetária parece tendente a não incorrer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><strong>O fluxo cambial da 1ª quinzena de novembro, divulgado ontem pelo BC, evidenciou que na 2ª semana o BC voltou a retirar dólares do mercado em volume menor do que o fluxo</strong>, e este é um sinal positivo de que, a despeito do ocorrido na 1ª semana, a autoridade monetária parece tendente a não incorrer no erro de estratégia que vinha cometendo até o dia 13 de outubro passado, quando vinha retirando do mercado volumes maiores do que o fluxo cambial, e, com isto acabava por criar posições “vendidas” nos bancos e, estes, a partir desta situação acabavam desenvolvendo movimento especulativo focando a apreciação do real para tornar favorável a variação cambial, já que utilizavam estas posições “vendidas” para realizar interessantíssima captação de reais a custo baixíssimo.<br />
 <br />
Com este posicionamento de não interferência além do razoável pelo BC no mercado de câmbio, o preço da moeda americana tende a manter o suporte do preço em R$ 1,70 com viés de alta e gradualmente apresentar recuperação direcionando-se a R$ 1,80, embora, com ocorrência de baixa volatilidade.<br />
 <br />
A 2ª semana apresentou fluxo cambial positivo de US$ 2,107 Bi suficiente para reverter o fluxo cambial da quinzena em positivo de US$ 720 MM, após ter registrado negativo de US$ 1,388 Bi na 1ª semana.<br />
 <br />
As exportações contratadas apresentaram discreta melhora na 2ª semana e atingiram US$ 3,216 Bi, porém acentuadamente ainda prevalecem as contratações de dólares que estavam represados no exterior e que corresponderam a 49% do volume, enquanto negócios novos com demanda de ACC´s representaram tão somente 18% e com pagamentos antecipados 33%. O estoque de dólares represados no exterior até o final de outubro estava acima de US$ 11,0 Bi, porém como há um prazo para assim sejam mantidos, as contratações devem ocorrer mesmo que o momento não seja atraente para o exportador.<br />
 <br />
Continuamos com a convicção de que o preço da moeda americana recuperará seu preço de equilíbrio na medida em que os bancos, únicos “vendidos” no mercado de dólar futuro especificamente, consigam reduzir suas posições “vendidas” na BM&amp;F, que caíram ontem de US$ 4,6 Bi para US$ 3,6 Bi. Com o BC dando evidência de que não tende a incorrer no erro de provocar “posições vendidas” nos bancos no mercado à vista, que lhes dava poder de manobra especulativa pró-apreciação do real, fica evidente, como salientamos, que o preço da moeda americana ganha suporte e viés de alta, e embora os bancos estejam buscando “administrar” o preço até que consigam cobrir-se no mercado futuro, está bastante evidente que com o preço deprimido não haverá liquidez para que alcancem o objetivo. Assim, é necessário deixar o preço ir subindo para que a liquidez no mercado futuro se recupere e então reduzam ou zerem as ditas posições “vendidas”.<br />
 <br />
Na sequência, com o BC deixando os bancos “comprados” no mercado à vista, ao comprar com os leilões volumes menores do que o fluxo, a tendência da recuperação do preço da moeda americana ganhará consistência.<br />
 <br />
Este cenário é de estratégia sobre o foco que causou o desalinhamento do preço em relação ao seu ponto de equilíbrio, que acreditamos R$ 1,80, já que abaixo deste preço o mercado futuro de dólar perde liquidez, e esta é a sinalização do preço razoável.<br />
 <br />
E, que não se atribua à mudança de comportamento a tributos implementados pelo governo e nem por normativos, que serão bem vindos se direcionados a eliminar assimetrias ainda presentes, mas que reconhecidamente terão, sejam quais sejam, baixo impacto na formação do preço da moeda americana.<br />
 <br />
O mercado de câmbio flutuante sugere as forças de oferta e procura prevalecendo, e, no Brasil admite-se que o BC retire montantes de dólares do mercado de câmbio dentro dos parâmetros do excedente do fluxo cambial, porém nunca maiores.<br />
 <br />
Este é um sistema de câmbio recomendável para os países que adotam regime de metas para controle de inflação, mas impõe alguns pré-requisitos que o Brasil ainda não detém, como poupança interna/riqueza para absorver estes excedentes de fluxo e juro mais equânime com os prevalecentes no mercado externo, de forma a não fazer da moeda objeto de especulação.<br />
 <br />
A nova medida de IOF sobre as ADRs nos parece meramente arrecadatória e sob o “manto” de corrigir distorção de tratamento entre o investidor nacional e estrangeiro, porém, para tanto, deveria ser também de 2% e não 1,5%. Não é incentivadora e nem fomentadora de apoio ao mercado acionário brasileiro, pois se fosse este o objetivo, deveria impor o tributo as ADRs e isentar os ingressos no Brasil para IPO´s, o que faria convergir para a BOVESPA a totalidade do volume dos lançamentos.<br />
 <br />
Em termos de impacto na formação do preço da moeda americana no nosso mercado de câmbio é praticamente nula, e, nos parecem absolutamente errática as “manchetes” de que o preço do dólar esteja apresentando melhora como reflexo da nova medida.<br />
 <br />
Há efetivamente, estratégias possíveis a partir de complexa engenharia financeira para que investidores estrangeiros não sejam atingidos pelo tributo, e, a nova tributação naturalmente vai coibir parte das mesmas. Porém, são mais complexas do que empréstimos “intercompany”, pois estes realizados a prazo inferior a 91 dias estão sujeitos a IOF de 5,0%.<br />
 <br />
Contudo, neste momento, já há muitas incertezas se a BOVESPA vai conquistar os 70.000 pontos até o final do ano, e, dada à expressiva valorização ocorrida no ano, não pode ser descartado movimento de realização de lucros com a proximidade do final do ano. Na renda fixa os “espaços” para rentabilidade confortável já não são tão atraentes e impõe cuidados por parte dos investidores e o IOF acaba por determinar a necessidade de aplicações mais longas.<br />
 <br />
Ante este cenário, é bastante provável que a curva de ingressos de investimentos estrangeiros direcionados para renda fixa e variável seja tendente a queda neste período até o final do ano.</p>
<p><em>Sidnei Moura Nehme<br />
Diretor Executivo, Economista<br />
NGO CORRETORA DE CÂMBIO<br />
<a href="http://www.ngo.com.br">www.ngo.com.br</a></em></p>
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		<item>
		<title>FLUXO CAMBIAL - 3 A 13 DE NOVEMBRO DE 2009.</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 11:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ritadiaferia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
COMERCIAL - US$
EXPORTAÇÕES US$ &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;4,935 BI 
IMPORTAÇÕES &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;US$ 4,526 BI
(+) POSITIVO &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..US$ 409 MM 
 
FINANCEIRO - US$
INGRESSOS &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;US$ 10,509 BI
SAÍDAS &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..US$ 10,199 BI
(+) POSITIVO &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..US$ 311 MM 
 
FLUXO CAMBIAL NEGATIVO &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;US$ 720 MM 
(-) COMPRAS DO BC NO PERÍODO &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;US$ 1,347 BI
  
FLUXO CAMBIAL “NET” PARA O MERCADO
 
(-) NEGATIVO &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;US$ 627 MM 

O fluxo cambial da 2ª semana [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"> <br />
<strong>COMERCIAL - US$</strong><br />
EXPORTAÇÕES US$ &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;4,935 BI <br />
IMPORTAÇÕES &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;US$ 4,526 BI<br />
<span style="color: #0000ff">(+) POSITIVO &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..US$ 409 MM </span><br />
 <br />
<strong>FINANCEIRO - US$</strong><br />
INGRESSOS &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;US$ 10,509 BI<br />
SAÍDAS &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..US$ 10,199 BI<br />
<span style="color: #0000ff">(+) POSITIVO &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..US$ 311 MM </span></p>
<p style="text-align: center"> <br />
<span style="color: #ff0000">FLUXO CAMBIAL NEGATIVO &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;US$ 720 MM </span></p>
<p style="text-align: center">(-) COMPRAS DO BC NO PERÍODO &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;US$ 1,347 BI</p>
<p style="text-align: center">  <br />
FLUXO CAMBIAL “NET” PARA O MERCADO<br />
 <br />
<span style="color: #ff0000">(-) NEGATIVO &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;US$ 627 MM <br />
</span></p>
<p style="text-align: justify">O fluxo cambial da 2ª semana de novembro revelou-se positivo, tanto no fluxo comer cial com US$ 978 MM quanto no fluxo financeiro com US$ 1,129 Bi, o que viabilizou a reversão do fluxo negativo de ambos segmentos registrados na 1ª semana de US$ 569 MM e US$ 818 MM respectivamente e assim o fluxo cambial na 1ª quinzena ficou posi-tivo em US$ 720 MM.</p>
<p style="text-align: justify">O BC que, no nosso entender, havia mantido erroneamente, na 1ª semana, a sua dinâ mica de retirada de dólares do mercado, mesmo com fluxo negativo, na 2ª semana corrigiu este procedimento e com um fluxo positivo de US$ 2,107 Bi retirou somente US$ 840 MM, porém as suas compras na 1ª quinzena que totalizam US$ 1,347 Bi estão acima do fluxo cambial positivo de US$ 720 MM.</p>
<p style="text-align: justify">Contudo, como os bancos fecharam o mês de outubro com “posição comprada” de US$ 3,189 BI, o fato ainda não determinou que os bancos a transformasse em “posição vendida”, tão somente reduzindo a posição “comprada” para US$  2,562 Bi.</p>
<p style="text-align: justify">O cenário de fluxo cambial positivo, porém baixo, com o BC retirando com os seus leilões montante maior, confirma, mais uma vez, que não há como considerar-se o fluxo cambial como fator causal da apreciação do real.</p>
<p style="text-align: justify">Na nossa visão existem dois cenários prospectivos para o preço da moeda americana:</p>
<p style="text-align: justify">1 - Se  a autoridade monetária retomar a dinâmica de retirar do mercado de câmbio à vista mais do que o excedente do fluxo,   proporcionando aos bancos o restabelecimento das “posições vendidas”, certamente o preço da moeda americana perderá sustentação no R$ 1,70, e pode rompê-lo, pois os bancos estarão detendo tanto no mercado à vista quanto no mercado futuro de dólar  posições “vendidas” e forçarão a apreciação do real; e</p>
<p style="text-align: justify">2 - Se a autoridade monetária manter-se firme na dinâmica de não comprar além do excedente do fluxo, deixando os bancos “comprados” no mercado à  vista, certamente o preço da moeda americana deverá continuar mostrando suporte em R$ 1,70, com volatilidade e um viés de alta, que será administrada pelos bancos buscando contingenciar alta imediata até que encontrem solução para suas posições “vendidas” no mercado futuro de dólar. Neste cenário a tendência será também de volatilidade porém com  gradativo retorno do preço às proximidades de R$ 1,80.</p>
<p style="text-align: justify">No mercado de dólar futuro, especificamente, somente os bancos estão com posições “vendidas” de US$ 4,6 Bi e os demais “players” estão todos “comprados”, e a liquidez está muito baixa, o que retarda um novo posicionamento dos bancos e dificulta a apreciação do preço da moeda americana.</p>
<p style="text-align: justify">Por isso, temos salientado que o BC precisaria ser mais estratégico e menos previsível, para que o preço da moeda americana restabeleça o alinhamento com a razoabilidade e fundamentos, que indicam uma taxa em torno de R$ 1,80, quando certamente também haverá aumento de liquidez no mercado futuro de dólar.</p>
<p><em>Sidnei Moura Nehme<br />
Diretor Executivo, Economista<br />
NGO CORRETORA DE CÂMBIO<br />
</em><a href="http://www.ngo.com.br"><em>www.ngo.com.br</em></a><em> </em></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Naturalmente, não há a mínima possibilidade do dólar chegar ao preço de R$ 2,60 no mercado brasileiro.</title>
		<link>http://cambionews.blogs.advfn.com/2009/11/18/naturalmente-nao-ha-a-minima-possibilidade-do-dolar-chegar-ao-preco-de-r-260-no-mercado-brasileiro/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 14:33:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ritadiaferia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Naturalmente, não há a mínima possibilidade do dólar chegar ao preço de R$ 2,60 no mercado brasileiro, o que tornaria o Brasil imbatível nas vendas ao mercado externo como salientou o Ministro Mantega, mas continuamos entendendo que, num ambiente descontaminado de fatores pontuais e presentes internamente, o preço da moeda americana poderia restabelecer preço em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><strong><em>Naturalmente, não há a mínima possibilidade do dólar chegar ao preço de R$ 2,60 no mercado brasileiro</em></strong>, o que tornaria o Brasil imbatível nas vendas ao mercado externo como salientou o Ministro Mantega, mas continuamos entendendo que, num ambiente descontaminado de fatores pontuais e presentes internamente, o preço da moeda americana poderia restabelecer preço em torno de R$ 1,80, de forma natural.<br />
 <br />
Evidentemente que o Brasil teve um acentuado fluxo de ingressos de investimentos desde maio último, porém é inegável também que o BC neutralizou os excedentes, a parcela não consumida pelo contrafluxo de saídas, e os acumulou nas reservas cambiais brasileiras, portanto, a valorização do real decorreu do fato inequívoco da situação macroeconômica do país, que foi fortemente testada ao longo do período mais crítico da crise internacional e respondeu de forma absolutamente convincente, e, está saindo da crise com perspectivas muitíssimo melhores do que a grande maioria das economias mundiais.<br />
 <br />
Este é um fato, os números estão disponibilizados pelo Banco Central do Brasil em seu site e acessível a todos, e não há por que se falar que o “fluxo” é o fator causal da apreciação do real. Há dois fatos convergentes, quais sejam: o dólar se fragilizou e, não só por isto, o real se fortaleceu.<br />
 <br />
Mas quanto desta apreciação do real é passível de boa fundamentação e não com o fútil argumento “descolado” de que a culpa é do fluxo cambial, etc.<br />
 <br />
Certo é que nesta crise, que foi intensa e contundente, o Brasil tinha perfil extraordinariamente diferente de ocorrências similares no passado, e, a despeito dos reflexos da contração do crédito externo e interno conseqüentes, em momento algum poder-se-ia colocar em perspectiva a ocorrência de uma crise cambial, típica e prioritária nas crises passadas.<br />
 <br />
Assim, a alta excessiva verificada, por pura especulação no mercado futuro de dólar era absolutamente desprovida de perspectivas de tornar-se vitoriosa, e, poderia ser considerada insustentável e certamente perdeu intensidade menos pelo contra-ataque da autoridade monetária e mais pelo próprio reconhecimento dos “especuladores” de que era uma aposta errada, pois o mercado futuro de dólar “travou” e só prolongou-se um pouco mais quando o BC deu liquidez com os seus “swaps cambiais”, e, posteriormente a especulação retrocedeu e desapareceu. Uma venda de “swaps cambiais reversos” de curtíssimo prazo, em meados de junho deste ano impulsionou fortemente a apreciação do real, como resultante da especulação pró-apreciação do real que este tipo de instrumento potencializa dada a sua forma remuneratória.<br />
 <br />
Posteriormente, o BC declarou que havia zerado/nivelado suas posições de “swaps cambiais” e “swaps cambiais reversos” e que não utilizaria estes instrumentos, e isto sugeriu que, pela primeira vez, a moeda americana teria então a sua formação de preço alinhada pelos fatores diretos de oferta e procura e num ambiente de mercado flutuante, onde a autoridade monetária estava neutralizando os excedentes, finalmente teríamos um taxa mais estável e mais próxima da sua realidade, algo em torno de R$ 1,80 a R$ 1,85.<br />
 <br />
Contudo, embora tenha anunciado que deixaria de utilizar os instrumentos “swaps” o que significava não interferência na formação do preço, a autoridade monetária que a partir de maio havia retomado a realização de leilões de compra, passou a retirar do mercado volumes acima do excedente e com isto voltou a influenciar a formação do preço da moeda americana, visto que acabava por conduzir bancos a ter “posições vendidas”, que passaram a ser suportadas por linhas externas a custo baixo, disponíveis em razão da fase de bonança do país, e na ponta viabilizavam “captação de reais a custos baixos”, que, contudo, tem na sua composição a variação cambial, fator que induziu os bancos a atuar, a semelhança do que ocorria com os “swaps cambiais reversos”, visando apreciar o real para transformar a variação cambial não em um custo, mas sim numa receita adicional.<br />
 <br />
Este quadro só foi alterado pela autoridade monetária, compras acima do excedente, e pelos bancos, “posições vendidas”, a partir de 13 de outubro, antecedente à vigência do IOF sobre os investimentos ingressados no país para renda fixa e variável.<br />
 <br />
Ocorre que os bancos cobriram suas posições no mercado à vista e aumentaram suas posições “vendidas” no mercado futuro de dólar, provavelmente supondo que o BC no momento seguinte retomaria a dinâmica de continuar retirando do mercado à vista volumes acima do excedente do fluxo e que lhes permitiria continuar agindo pró-apreciação do real, já que a taxa cambial determinante estava sendo formada no mercado à vista e não no mercado futuro que vinha, e continua, revelando baixa liquidez.<br />
 <br />
O BC desde aquela data até o final do mês de outubro manteve os seus leilões de compra, porém retirando volumes menores do que o fluxo cambial, e isto impediu os bancos de reverter a “vendidas” suas posições no mercado à vista, agora “compradas”. Contudo, na 1ª semana de novembro, que revelou fluxo cambial negativo, ainda assim o BC deu sequência aos seus leilões de compra e retirou dólares das posições “compradas” antecedentes dos bancos, o que consideramos como atuação errática.<br />
 <br />
Hoje, teremos a divulgação do fluxo cambial da 2ª semana de novembro e que nos proporcionará uma análise mais precisa em relação ao comportamento do preço da moeda americana.<br />
 <br />
Se os números revelarem que a autoridade monetária retomou a dinâmica de retirar do mercado de câmbio à vista mais do que o excedente do fluxo, proporcionando aos bancos o restabelecimento das “posições vendidas”, certamente o preço da moeda americana perderá sustentação no R$ 1,70, e pode rompê-lo, pois os bancos estarão detendo tanto no mercado à vista quanto no mercado futuro de dólar com posições “vendidas” e forçarão a apreciação do real.<br />
 <br />
Contudo, se os números demonstrarem que a autoridade monetária manteve-se firme na dinâmica de não comprar além do excedente do fluxo, mantendo os bancos “comprados” no mercado à vista, certamente o preço da moeda americana deverá continuar mostrando suporte em R$ 1,70, com volatilidade e um viés de alta, que será administrada e contingenciada pelos bancos até que encontrem solução para suas posições “vendidas” no mercado futuro de dólar, que continua revelando baixa liquidez, pois a oferta está reprimida pela baixa taxa do dólar. Neste cenário a tendência será de gradativo retorno do preço as proximidades de R$ 1,80.<br />
 <br />
No mercado de dólar futuro, especificamente, somente os bancos estão com posições “vendidas” de US$ 4,6 Bi e os demais “players” estão todos “comprados”.<br />
 <br />
Por isso, temos salientado que o BC precisaria ser mais estratégico e menos previsível, para que o preço da moeda americana restabeleça o alinhamento com a razoabilidade e fundamentos, que indicam uma taxa em torno de R$ 1,80, quando certamente também haverá aumento de liquidez no mercado futuro de dólar.<br />
 <br />
O desalinhamento do preço de R$ 1,70 para o de equilíbrio de R$ 1,80, no nosso entender decorre de fatores internos e diretamente da posição dos bancos.</p>
<p><em>Sidnei Moura Nehme<br />
Diretor Executivo, Economista<br />
NGO CORRETORA DE CÂMBIO<br />
</em><a href="http://www.ngo.com.br"><em>www.ngo.com.br</em></a><em> </em></p>
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		<item>
		<title>Ben Bernanke assegurou continuidade dos juros baixos no país para garantir condições melhores de recuperação da economia americana.</title>
		<link>http://cambionews.blogs.advfn.com/2009/11/17/ben-bernanke-assegurou-continuidade-dos-juros-baixos-no-pais-para-garantir-condicoes-melhores-de-recuperacao-da-economia-americana/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 15:16:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ritadiaferia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cambionews.blogs.advfn.com/?p=398</guid>
		<description><![CDATA[Ben Bernanke, Presidente do FED americano, assegurou continuidade dos juros baixos no país para garantir condições melhores de recuperação da economia americana, o que faz parecer contraditória a sua declaração, também, de que a política do FED será conduzida para fortalecer o dólar, já que é uma manifestação antagônica a outra, pois juros baixos tornam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><strong>Ben Bernanke</strong>, Presidente do FED americano, <strong>assegurou continuidade dos juros baixos no país para garantir condições melhores de recuperação da economia americana</strong>, o que faz parecer contraditória a sua declaração, também, de que a política do FED será conduzida para fortalecer o dólar, já que é uma manifestação antagônica a outra, pois juros baixos tornam baixo o interesse de investimentos em dólares, o que corresponde a baixa demanda, e, como resultante inibe a recuperação de preço da moeda americana ante as demais moedas fortes da economia global.<br />
 <br />
Por outro lado, sinaliza que a recuperação da economia americana em 2010 não será robusta como esperado, o que indica que a manutenção do juro por um período maior decorre do insucesso do programa no prazo objetivado, e, como consequência a manutenção do dólar fragilizado deve fazer parte da estratégia americana para incentivar as exportações, que ajudará na atividade econômica, e contrair as importações pelo encarecimento relativo dos preços.<br />
 <br />
Enfim, resumindo a essência da fala, não é de otimismo, e, desta forma deve entender-se a reação otimista de Wall Street ontem e das bolsas externas, em especial dos países emergentes, como repercussão única ao sinal de que os recursos baratos continuarão disponíveis para alavancar investimentos especulativos.<br />
 <br />
Certamente, os recursos baratos gerados pelos programas de estímulo do governo americano continuarão não convergindo para o estímulo do crédito produtivo à economia americana, e, continuarão, isto sim, direcionados para operações especulativas ao redor do mundo, com grande risco de formação de bolhas, visto que as altas acabam perdendo compatibilidade com a realidade.<br />
 <br />
Cada vez fica mais temeroso o momento em que os principais bancos centrais derem início ao ajuste das taxas de juros que foram drasticamente reduzidas ao longo da crise internacional.<br />
 <br />
No Brasil, com os sinais de retomada consistente do emprego com a marca de 230 mil novos empregos formais em outubro, acumulando no ano o 9º mês consecutivo de crescimento, puxado principalmente pela indústria de transformação, e acumulando no ano 1,163 MM de empregos líquidos, já há ambiente para que se comece a discutir a retirada ou diminuição de incentivos concedidos ao longo da crise, para não precipitar pressões que possam aquecer a inflação e venham a exigir do BC apertos monetários de forma mais vigorosa.<br />
 <br />
A nossa BOVESPA que já atingiu expressiva valorização neste ano parece despertar menos interesse de investidores estrangeiros do que antes, denotando carência de papéis para que ocorra uma boa diversificação de carteira, e assim “patina” um pouco para alcançar os almejados 70 mil pontos prognosticados pelos analistas.<br />
 <br />
O grande desafio presente na atividade econômica brasileira é a excessiva valorização do real frente ao dólar, fato que dificulta importantes setores da economia a retomar as exportações e, por outro lado, incentiva a importação de produtos importados que vem concorrer diretamente com a indústria nacional.</p>
<p style="text-align: justify">A mudança na Diretoria de Política Monetária do BC, que subordina as ações do banco na área operacional de câmbio, não sugere mudanças relevantes, porém já seria marcante se a estratégia do BC no mercado de câmbio passasse a ser mais estratégica e menos previsível e rotineira.<br />
 <br />
Assim, intervir com seus leilões de compra no mercado não precisa ser uma rotina diária, mas sim estratégica e neste momento “compartilhar” com os bancos uma pequena parte do custo de carregamento de dólares nas posições pode ser um fator estimulante a uma recuperação de preço para compensar este custo. Esta já seria uma mudança da estratégia recente que era de retirar do mercado volumes acima do fluxo, trazendo para o BC o custo elevado do carregamento do estoque ao agregá-las às reservas cambiais, mesmo quando oriundas de linhas de crédito externas captadas pelos bancos para honrar a entrega, e, na ponta, ao transformar as posições dos bancos em “vendidas”, proporcionar-lhes captação de reais baratos, além de, pela estrutura de custo desta captação envolver variação cambial, estimular a apreciação do real, que acabou conduzindo-a a parâmetros acima da razoabilidade.<br />
 <br />
O BC não deve nunca comprar volumes acima do fluxo cambial, a nossa sugestão neste momento é que o faça em volumes menores, pois a “tese” muito defendida de que deve comprar o máximo que puder para forçar a alta, no mercado de câmbio não prospera, pois como já explicamos inúmeras vezes, tentar tornar escasso o bem para elevar o preço não é objetivo alcançável quando o país vive período de “bonança”, pois os bancos passam a operar com “posições vendidas” no mercado à vista, utilizam suplementarmente suas linhas de crédito externas e realizam captação de reais a baixíssimo preço e, de quebra, impõem mais apreciação do real para minimizar mais ainda o custo da captação.<br />
 <br />
Os bancos podem até “vender” no mercado futuro de dólares o equivalente de suas posições “compradas” no mercado à vista, mas não têm como evitar o custo de carregamento e isto precisa ser recuperado e o meio é pela valorização do ativo de forma compensatória.<br />
 <br />
A manutenção do BC absolutamente ausente do mercado futuro é outra condição que deve continuar prevalecendo firmemente, pois os “swaps cambiais reversos”, que supostamente teriam efeito de compra no mercado futuro e dariam sustentação ao preço, causam efeito inverso e provocariam, pela especulação, forte apreciação do real.<br />
 <br />
O mercado futuro de dólar permanece com baixa liquidez, e, os bancos até elevaram suas posições “vendidas” neste segmento, dando liquidez aos investidores estrangeiros, que na mesma proporção, elevaram suas posições “compradas”.<br />
 <br />
A permanência dos bancos com posições “vendidas” no mercado futuro de dólar nos parece ser o fator que contingencia a recuperação do preço da moeda americana a parâmetros mais equilibrados, já que entendemos que o preço atual está desalinhado com o preço que consideramos de equilíbrio, que é de R$ 1,80.</p>
<p><em>Sidnei Moura Nehme<br />
Diretor Executivo, Economista<br />
NGO CORRETORA DE CÂMBIO<br />
</em><a href="http://www.ngo.com.br"><em>www.ngo.com.br</em></a><em> </em></p>
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		</item>
		<item>
		<title>O Boletim FOCUS divulgado pelo BC contendo as projeções medianas de 100 instituições bancárias sinaliza melhora nas projeções do IPCA de 2009.</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 15:12:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ritadiaferia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O Boletim FOCUS divulgado pelo BC contendo as projeções medianas de 100 instituições bancárias sinaliza melhora nas projeções do IPCA de 2009 reduzindo-a de 4,27% para 4,26% e para 2010 de 4,46% para 4,41%, contudo, projeta alta de 4,32% para 4,33% para o IPCA nos próximos 12 meses. Projeta também um melhor cenário para o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><strong>O Boletim FOCUS divulgado pelo BC contendo as projeções medianas de 100 instituições bancárias sinaliza melhora nas projeções do IPCA de 2009</strong> reduzindo-a de 4,27% para 4,26% e para 2010 de 4,46% para 4,41%, contudo, projeta alta de 4,32% para 4,33% para o IPCA nos próximos 12 meses. Projeta também um melhor cenário para o PIB prevendo para 2009 crescimento de 0,21% após 0,20% na semana antecedente e para 2010 prevê 5,0% após 4,83% na edição anterior.<br />
 <br />
Em relação ao US$ mantém inalteradas as projeções para 2009 e 2010, R$ 1,70 e R$ 1,75 respectivamente e, na mesma linha, a SELIC em 8,75% em 2009 e 10,50% em 2010. Mais uma vez confirma a percepção de que os superávits de balança comercial estão cadentes e revê a projeção para 2009 de US$ 25,50 Bi para US$ 25,20 Bi e de US$ 16,0 Bi para US$ 15,0 Bi em 2010.<br />
 <br />
As projeções para 2009 estão próximas ao consenso do mercado, porém para 2010 as projeções ainda são consideradas como indicativos dotados de fragilidade tendo em vista que as principais economias mundiais ainda estão claudicantes nos processos de recuperação, e, o fato dos governos virem mantendo os inúmeros estímulos para revigorar as economias é sinal que as respostas estão mais lentas do que o previsto inicial, e, também há muitas incertezas sobre as reações das economias no momento em que estes benefícios forem retirados, em especial quando as taxas de juros forem elevadas.<br />
 <br />
Há um clima muito positivo sobre o crescimento do Brasil no ano de 2010, estando a projeção dentro do consenso atual, mas é importante ressaltar que o país “não é uma ilha” e se a economia mundial não se recuperar, a trajetória possível pode não ser factível, pois há uma interdependência natural das economias, além do fato de que podemos ser afetados também por nossas próprias deficiências estruturais, foco de baixo investimento em detrimento do acentuado estimulo aos programas sociais por parte do governo.<br />
 <br />
No mercado de câmbio, que convive com expectativas de novas medidas por parte do governo em perspectiva, com foco direto, em tese, em promover a recuperação do preço da moeda americana frente ao real, os bancos continuam contingenciando a recuperação do preço da moeda americana, a partir do mercado de câmbio à vista, buscando conseguir cobrir suas posições “vendidas” no mercado futuro de câmbio, que registra baixa liquidez e isto inviabiliza sobremaneira que este objetivo se consolide no curtíssimo prazo.<br />
 <br />
A balança comercial continua evidenciando os reflexos diretos e mais evidentes de que o preço baixo da moeda americana vem afetando as exportações e estimulando as importações. Na 2ª semana de novembro o superávit foi de tão somente US$ 165,0 MM, após o déficit de US$ 147,0 MM na 1ª semana.<br />
 <br />
Este é um momento que merece maior observação quanto ao fluxo cambial, havendo uma percepção de que o fluxo perde intensidade no direcionamento a BOVESPA, já com excessiva valorização, e para as aplicações em títulos de renda fixa, num momento em que a balança comercial também demonstra fragilidade na construção de superávits.<br />
 <br />
Este cenário com um perfil em alteração fortalece o entendimento de que a queda acentuada do preço da moeda americana decorre de fatores pontuais do nosso próprio mercado de câmbio e atuação dos seus agentes, incluindo o Banco Central do Brasil com seus leilões de compra e, muito menos do fluxo cambial, que como temos ressaltado foi e continua sendo neutralizado pelo contrafluxo e pela ação do BC com seus leilões de compra diários.<br />
 <br />
Menos fluxo, menores compras diárias por parte do BC, porém, embora sejamos convictos de que não é o fluxo cambial que exacerba a valorização do real no nosso mercado de câmbio, por ser neutralizado, a percepção deste fato “quebrará” o entusiasmo de que é o fluxo o fator determinante desta valorização e tornará mais perceptíveis os reais fatores que conduzem à queda o preço do dólar no país, acima do que poderia ser considerado normal.<br />
 <br />
O BC aparentemente corrigiu a dinâmica de sua atuação com os leilões de compra que, a rigor, fomentaram muito a apreciação do real ao promover a criação de “posições vendidas” pelos bancos no mercado à vista. Se o BC não replicar a ação errática interrompida a partir de 13 de outubro, embora na 1ª semana deste mês tenha retirado dólares do mercado com o fluxo tendo sido negativo, há grande possibilidade da recuperação do preço da moeda americana delinear-se mais rapidamente, pois se os bancos não permitirem elevar o preço não conseguirão cobrir suas posições “vendidas” no mercado futuro de dólar.<br />
 <br />
Não estimular “posições vendidas” ao retirar do mercado volumes acima do fluxo e não oferecer os instrumentos financeiros denominados “swaps cambiais reversos” visando restabelecer preço para a moeda americana, dado que o efeito direto é inverso ao objetivo, é postura fundamental por parte do BC para não contribuir para a apreciação do real.<br />
 <br />
A medida normativa de obrigação de “transparência” para os contratos de “gaveta” no mercado de derivativos mediante registro foi bastante positiva e desestimuladora à especulação.<br />
 <br />
Embora o mercado de câmbio aguarde novidades por parte do governo na área cambial, no campo normativo são reconhecidamente parcas as possibilidades de medidas que afetem a formação do preço da moeda americana, em realidade o quadro atual sugere que as ações da autoridade monetária sejam tão somente “profiláticas” e não intervencionistas operacionalmente como as que destacamos acima, direcionando-se tão somente a retirar do mercado os “excedentes do fluxo”, só quando isto ocorrer, e agir previdente como impor “transparência” para inibir abusos com alto risco na especulação.</p>
<p><em>Sidnei Moura Nehme<br />
Diretor Executivo, Economista<br />
NGO CORRETORA DE CÂMBIO<br />
</em><a href="http://www.ngo.com.br"><em>www.ngo.com.br</em></a><em> </em></p>
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		<title>Ao abordarmos, ontem, a nova circular normativa 3.474 do BC, atribuímos a mesma a característica de um “choque de transparência” na “caixa preta” do mercado de derivativos .</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 15:09:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ritadiaferia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao abordarmos, ontem, a nova circular normativa 3.474 do BC, atribuímos a mesma a característica de um “choque de transparência” na “caixa preta” do mercado de derivativos envolvendo operações relacionadas com o dólar feitas com base em contratos denominados de “gaveta”, visto que não eram registrados em nenhuma Câmara de Compensação, e, frequentemente, envolvendo posicionamentos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><em><strong>Ao abordarmos, ontem, a nova circular normativa 3.474 do BC, atribuímos a mesma a característica de um “choque de transparência” na “caixa preta” do mercado de derivativos</strong></em> envolvendo operações relacionadas com o dólar feitas com base em contratos denominados de “gaveta”, visto que não eram registrados em nenhuma Câmara de Compensação, e, frequentemente, envolvendo posicionamentos especulativos de alto risco.<br />
 <br />
A nossa percepção imediata confirmou-se posteriormente, e, agora, todas as operações formuladas a partir destes tipos de contratos deverão estar registradas e, naturalmente, à disposição das autoridades fiscalizadoras.<br />
 <br />
Em tese, poder-se-ia entender como uma medida “tardia”, tendo em vista as ocorrências nefastas ao mercado de derivativos, especificamente no mercado de dólar futuro, ao início dos impactos da crise internacional a partir de agosto de 2008, quando grandes grupos empresariais e bancos acabaram envolvidos em substantivos prejuízos, estimados pelo BC em US$ 10,0 Bi, num universo de contratos de derivativos da ordem de US$ 38,0 Bi. Contudo, após aquela experiência negativa no campo da especulação no mercado de dólar futuro, havia um entendimento de que a lição teria sido forte o bastante para não se repetir, porém o BC deve ter percebido percebeu que havia sinais de retomada dos contratos de “gaveta” com conotações especulativas, ainda em proporções bem menores, houve por bem, previdentemente, estabelecer o normativo.<br />
 <br />
Também o que colocamos, ontem, como mera “ilação” na percepção imediata ganha efetiva consistência, e parece claro que com base nos riscos envolvidos nos contratos registrados, as autoridades, CVM e BC, poderão exigir garantias adicionais nas operações.<br />
 <br />
A “transparência” nos registros dos contratos de derivativos realizados na configuração “de gaveta” acaba fazendo com que o nome dos “players” acabe chegando ao conhecimento do mercado, e isto poderá afetar a concessão de crédito por parte do sistema financeiro, ao constatar que esta ou aquela empresa está em posição de excessivo risco. Só este fato já é um forte desestímulo às operações especulativas.<br />
 <br />
A medida é relevante, e, mais uma razão para que o BC não volte a ofertar no mercado futuro de dólar na BM&amp;F os instrumentos financeiros “swaps cambiais reversos”, que irrigam a liquidez e, por sua forma perversa de remuneração acaba por não atingir o objetivo primário de conter a apreciação do preço do dólar e provocar efeito exatamente contrário e estimular movimentos de forte especulação pró-apreciação do real.<br />
 <br />
Este fato, meramente normativo, impactou na formação do preço da moeda americana no mercado, visto que quanto mais forem eliminados os focos especulativos que gravitam em torno do real mais rapidamente o preço da moeda americana tenderá ao preço que pode ser considerado de equilíbrio, justo e compatível com o momento brasileiro no cenário internacional.<br />
 <br />
É importante reafirmar o que temos mencionado, não devemos trabalhar com a convicção de que a moeda brasileira, o real, seja desejável como moeda de reserva de valor ou mesmo que será fácil transformá-la em conversível. A nossa moeda é extremamente atraente para ações especulativas, visto que o Brasil tem conceitualmente um risco baixo, cenário econômico bem melhor do que as grandes economias mundiais, alta liquidez em seus mercados e pratica uma taxa de juro absolutamente incompatível com todo este conjunto e tem um mercado de derivativos muito evoluído.<br />
 <br />
Por isso, temos sido críticos às intervenções do BC com instrumentos financeiros tipo “swaps cambiais” e “swaps cambiais reversos”, neste momento interrompidos, pois se não há e não houve uma crise cambial no Brasil ao longo desta crise internacional, e, somos sabedores de que nunca estivemos tão defendidos e posicionados, a intervenção acaba por estimular os movimentos especulativos, a partir dos instrumentos utilizados e, também, pela atitude da autoridade ter uma conotação com um viés de que admitimos que temos problemas. A especulação prospera quando não há liquidez.<br />
 <br />
Esta é uma realidade que impõe às autoridades monetárias vigilância contínua, pois tanto a baixa excessiva no momento antecedente à crise internacional, quanto a alta excessiva durante o período crítico da crise, bem como o que ainda se verifica no momento em termos de apreciação do real, são movimentos que foram forjados diretamente pela especulação, e, não rigorosamente pelo fluxo cambial em si, que notoriamente, a partir de maio passado, neutralizado pelo contrafluxo e pela ação do BC com seus leilões de compra diários no mercado de câmbio à vista.<br />
 <br />
Tanto é que, segundo menções atuais na mídia jornalística especializada, o mercado internacional estaria sinalizando que pode não estar havendo demanda para eurobônus brasileiros denominados em reais com taxas pré-fixadas, por vislumbrarem perspectivas de elevações futuras da SELIC, o que determinaria a exigência de prêmios maiores, além de insegurança quanto a liquidez dos títulos no mercado. Claro está que o real é bom enquanto assegura ganhos elevados e não como reserva de valor.<br />
 <br />
Neste momento, temos a moeda americana construindo um viés de recuperação de preço, ainda num ambiente de volatilidade, sem que isto decorra da criação do IOF, mas como conseqüência direta da mudança de atitude do BC, que esperamos perdure, de não promover a constituição de “posições vendidas” no mercado à vista por parte dos bancos, ao retirar com seus leilões de compras volumes maiores do que o fluxo cambial.<br />
 <br />
A volatilidade ainda deve prevalecer, visto que o mercado futuro de dólar está com baixíssima liquidez face ao preço baixo do dólar e os bancos estão com posições “vendidas” neste segmento maiores do que as posições “compradas” no mercado à vista e, acreditamos que tendam a cobri-las, o que os leva a, dentro do possível, contingenciar uma recuperação mais rápida.<br />
 <br />
Por isso, temos enfatizado que, equacionado este posicionamento dos bancos no mercado de câmbio futuro e desde que o BC não volte a retirar com seus leilões de compras volumes acima do fluxo cambial, promovendo o estabelecimento de posições “vendidas” no mercado à vista, a taxa cambial tende a reaproximar-se do entorno de R$ 1,80.</p>
<p><em>Sidnei Moura Nehme<br />
Diretor Executivo, Economista<br />
NGO CORRETORA DE CÂMBIO<br />
</em><a href="http://www.ngo.com.br"><em>www.ngo.com.br</em></a><em> </em></p>
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		<title>O fluxo cambial da semana entre 3 a 6 de novembro, 1ª  semana útil do mês de novembro, evidenciou-se negativo em US$ 1,388 Bi.</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 15:10:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ritadiaferia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O fluxo cambial da semana entre 3 a 6 de novembro, 1ª  semana útil do mês de novembro, evidenciou-se negativo em US$ 1,388 Bi, e o BC mesmo com este quadro, sem que fique claro os propósitos que fundamentam esta linha estratégica, retirou mais US$ 507,0 MM através dos seus leilões, elevando o fluxo negativo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><strong>O fluxo cambial da semana entre 3 a 6 de novembro, 1ª  semana útil do mês de novembro, evidenciou-se negativo em US$ 1,388 Bi</strong>, e o BC mesmo com este quadro, sem que fique claro os propósitos que fundamentam esta linha estratégica, retirou mais US$ 507,0 MM através dos seus leilões, elevando o fluxo negativo total da semana para US$ 1,895 Bi para o mercado de câmbio.<br />
 <br />
E, ainda assim, o real continuou seu movimento de apreciação!<br />
 <br />
Esta evidência numérica, mais uma vez, desmonta a tese predominante de que o que desvaloriza o preço da moeda americana é o fluxo cambial intenso que registra o país.<br />
 <br />
Temos destacado que, em termos de impacto na formação do preço, a intensidade do fluxo não é efetiva, visto que o contrafluxo utiliza uma parte e o BC, com seus leilões de compra diários, esteriliza o restante, mas este fato nem sempre é observado com acuidade e acaba prevalecendo o “sentimento” desprovido de fundamentos numéricos de que tudo ocorra em decorrência do “fluxo”.<br />
 <br />
Ocorre que, a partir de 13 de outubro passado, quando o BC alterou a sua dinâmica nos leilões de compra diários do mercado, coincidente com a ação dos bancos que cobriram suas posições “vendidas” de US$ 5,0 Bi, e restringiu suas intervenções a parâmetros quantitativos dentro do fluxo cambial positivo, corrigindo suas atuações precedentes que vinham retirando volumes acima do fluxo e viabilizavam que os bancos constituíssem “posições vendidas”, que acabavam sendo foco de especulação, pois as utilizavam de forma oportuna para captar reais baratos no Brasil, recebidos do BC,  com base em linhas de crédito externas que utilizavam para entregar os dólares vendidos, ao mesmo, a descoberto. Como este tipo de captação de reais atreladas à utilização de linhas externas tem como custo o juro prevalecente nos Estados Unidos mais IR e a variação cambial, esta acabava sendo foco dos bancos que passavam a estimular a apreciação do real para otimizar o ganho com as operações estruturadas.<br />
 <br />
Esta mudança por parte do BC e a evidência de que não voltaria a retirar do mercado de câmbio volumes acima do fluxo positivo, ou seja, não estimularia mais a formação de posições “vendidas” pelos bancos, sinalizou que o preço da moeda americana pode a ganhar sustentação e recuperação até o seu preço de equilíbrio, que consideramos R$ 1,80.<br />
 <br />
Ocorre que os bancos, aparentemente, foram surpreendidos por esta mudança do BC, visto que haviam aumentado as suas posições “vendidas” no mercado futuro, provavelmente certos de que o BC retomaria suas compras no mercado à vista com volumes acima do fluxo e lhes permitiria recompor as posições “vendidas” no mercado à vista zeradas na semana de 13 a 16, antecedente ao IOF, e a partir das quais voltariam a ter força para dar sequência à apreciação do real.<br />
 <br />
Este novo cenário impôs aos bancos a conveniência de zerar as posições “vendidas” que haviam constituído no mercado futuro, porém a liquidez está baixíssima neste segmento e não é possível desmanchá-las tão rapidamente quando, provavelmente, desejável. Isto tem provocado que atuem, a partir do mercado a vista que é neste momento que dita a taxa cambial, contingenciando a recuperação do preço da moeda americana até que consigam zerar as posições vendidas no mercado futuro.<br />
 <br />
No nosso entendimento, ao momento que os bancos conseguirem atingir este objetivo de cobertura das posições “vendidas” futuras, o preço da moeda americana entrará em recuperação sustentável.<br />
 <br />
Por isso, não faz sentido no nosso entendimento o BC, num ambiente de fluxo negativo, comprar dólares dos bancos, reduzindo as suas posições “compradas” atuais, que são, em tese, um escudo de defesa de uma apreciação maior do real neste momento em que, prioritariamente, os bancos estão buscando zerar suas posições “vendidas” no mercado futuro.<br />
 <br />
Afinal, consequentemente acaba por aliviar o custo de carregamento das posições compradas pelos bancos e ao migrar as divisas para as reservas cambiais brasileiras transfere para o BC este custo de carregamento.<br />
 <br />
É importante neste momento que o BC deixe os bancos “comprados” no mercado à vista, pois no fundo é um fator limitante à queda, já que, também estão buscando zerar suas posições “vendidas” no mercado futuro, com a percepção de que o preço da moeda americana, aliviada de influências atípicas e à margem do fluxo cambial, recupere-se, razão pela qual não nos ficou clara a atitude do BC na semana de 3 a 6 de novembro.<br />
 <br />
No nosso entendimento, a recuperação do preço do dólar a parâmetros mais equilibrados tecnicamente é uma questão de tempo, exatamente o que for demandado para os bancos cobrirem suas posições “vendidas” no mercado futuro, e, desde que o BC não volte a retirar do mercado à vista volumes acima do fluxo cambial positivo, devendo se ausentar quando este se revelar negativo.<br />
 <br />
Evidentemente, são parcas as possibilidades do governo, seja pelo BC ou MF, interferir de forma contundente na formação do preço da moeda americana, porém evitar a utilização de instrumentos financeiros ou estratégias operacionais equivocadas e de forte impacto nesta formação colaborará de forma fundamental para que o preço não sofra deformações atípicas e que o preço possa se sustentar em fundamentos claros.<br />
 <br />
Isto ocorrendo, certamente o real sairá da liderança de moeda que mais sobe entre os 40 maiores parceiros comerciais, certamente ficará numa posição de destaque, pois sofreu deformações que determinaram a excessiva depreciação e agora ainda está corrigindo os que determinam a excessiva apreciação.<br />
 <br />
O BC deu início aos aperfeiçoamentos normativos no mercado financeiro, com reflexos no câmbio, através da Circular nº 3474 de ontem, em que dispõe sobre o registro de instrumentos financeiros derivativos a empréstimos entre residentes ou domiciliados no país e residentes ou domiciliados no exterior realizados com base na Resolução nº 2.770 de 30 de agosto de 2000.<br />
 <br />
Poderíamos definir a medida como um “choque de transparência” na caixa preta dos derivativos, principalmente as operações posicionadas na BM&amp;F, mas decorrentes de práticas nem sempre muito claras, e, que como num passado recente, só tornam-se públicas quando acontecem os “desastres”.<br />
 <br />
Transparência da parte, digamos, “intestina” de um mercado que foi cenário de inúmeros problemas num passado recente é algo que certamente mexerá com os ânimos e tem impacto de contração na especulação.<br />
 <br />
Quem sabe poderá ser um primeiro passo para o aperfeiçoamento das margens de operações neste segmento. Isto, neste momento, é só uma ilação, um pensar alto.<br />
 <br />
Pode estimular o desmonte de alguns posicionamentos no mercado futuro de dólar e este fato pode determinar alguma pressão e colocar o preço da moeda americana em recuperação.</p>
<p>Sidnei Moura Nehme<br />
Diretor Executivo, Economista<br />
NGO CORRETORA DE CÂMBIO LTDA.<br />
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		<title>FLUXO CAMBIAL - PERÍODO DE 3 A 6/11/09.</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 11:15:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ritadiaferia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[COMERCIAL - US$
EXPORTAÇÕES  US$                          1,718 BI
IMPORTAÇÕES US$                           2,287 BI
(-) NEGATIVO US$ 569 MM  
 
 FINANCEIRO - US$
INGRESSOS  US$                            4,733 BI 
 SAÍDAS US$                                  5,551 BI 
(-) NEGATIVO US$ 818 MM
 
  FLUXO CAMBIAL NEGATIVO US$ 1,388 BI

(-) COMPRAS DO BC NO PERÍODO US$ 507 MM

FLUXO CAMBIAL &#8220;NET&#8221; PARA O MERCADO
(-) NEGATIVO  US$  1,895 BI
O fluxo cambial da 1ª semana de novembro revelou-se negativo, tanto no fluxo comercial quanto no fluxo financeiro, este [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><strong><span style="text-decoration: underline">COMERCIAL - US$</span></strong></p>
<p style="text-align: center">EXPORTAÇÕES  US$                          1,718 BI<br />
IMPORTAÇÕES US$                           2,287 BI<br />
<span style="color: #ff0000">(-) NEGATIVO US$ 569 MM </span> <br />
 </p>
<p style="text-align: center"><span style="text-decoration: underline"><strong> FINANCEIRO - US$</strong></span></p>
<p style="text-align: center">INGRESSOS  US$                            4,733 BI <br />
 SAÍDAS US$                                  5,551 BI <br />
<span style="color: #ff0000">(-) NEGATIVO US$ 818 MM</span><br />
 </p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #ff0000">  FLUXO CAMBIAL NEGATIVO US$ 1,388 BI</span><br />
<span style="color: #ff0000"><br />
(-) COMPRAS DO BC NO PERÍODO US$ 507 MM</span></p>
<p style="text-align: center"><strong></strong></p>
<p style="text-align: center"><strong>FLUXO CAMBIAL &#8220;NET&#8221; PARA O MERCADO</strong></p>
<p style="text-align: center"><strong><span style="color: #ff0000">(-) NEGATIVO  US$  1,895 BI</span></strong></p>
<p style="text-align: justify">O fluxo cambial da 1ª semana de novembro revelou-se negativo, tanto no fluxo comercial quanto no fluxo financeiro, este afetado pela forte volatilidade ocorrida na BOVESPA e que sinalizou saída de investidores e naturalmente contração nos ingressos, e no comercial continua a retenção de divisas no exterior oriundas de exportações recebidas em razão da baixa cambial prevalecente, enquanto que, na contraponta, ocorre estímulo para que os importadores liquidem suas operações em aberto.</p>
<p style="text-align: justify">Na análise dos dados destacam-se 2 pontos:</p>
<p style="text-align: justify">a) o fluxo foi negativo, e ainda assim, o real apresentou apreciação, o que faz retornar o paradoxo e deixa evidente que a apreciação decorre de fatores à margem do volume do fluxo; e<br />
b) o BC voltou a cometer o equívoco, no nosso entender, de comprar além do fluxo, com o agravante de tê-lo feito num ambiente de fluxo negativo, ou seja, atuando proporcionando aos bancos reduzirem suas posições &#8220;compradas&#8221; que haviam fechado outubro com US$ 3,189.2 Bi e caíram para US$ 1,294 Bi.</p>
<p style="text-align: justify">A atuação do BC continua pouco clara em sua estratégia, já que justifica que só intervem para evitar volatilidade e agregar valores às reservas cambiais brasileiras, o que é incoerente quando atua retirando do mercado dólares quando o fluxo é negativo.</p>
<p style="text-align: justify">Não vislumbramos razões técnicas plausíveis que possam justificar esta atuação, que tira dos bancos posições &#8220;compradas&#8221; no mercado à vista, que neste momento funcionam como contingenciadoras de uma queda maior do preço da moeda americana, e, concomitantemente retira dos bancos o custo de carregamento das partes compradas, via leilões, e transfere para o BC que passa a deter as divisas e, para tanto, realiza uma estratégia que implica em perda no confronto do custo externo menos a rentabilidade externa, ou seja, o custo de carregamento para a autoridade monetária.</p>
<p style="text-align: justify">Ao ficar evidente que com o fluxo negativo a apreciação do real persiste, também, fica fortalecido o diagnóstico que temos apresentado de que, neste momento, a taxa cambial sofre movimento articulado de apreciação do real por parte dos bancos, com o objetivo de conseguirem cobrir suas posições &#8220;vendidas&#8221; no mercado futuro de dólar, que está com baixíssima liquidez, o que dificulta e retarda esta ocorrência.</p>
<p style="text-align: justify">O câmbio é um campo com inúmeras vertentes afetando a formação do preço, e, a movimentação quase imperceptível para a grande maioria que o observa de &#8220;pedras&#8221; de forma errática, pode provocar mutações de comportamento da taxa cambial, absolutamente incorrigíveis por medidas tributárias e ou de aperfeiçoamento das normas cambiais.</p>
<p style="text-align: justify">Afinal, o que se pretende? Um dólar com o preço justo, não afetado por estratégias para as quais não se tem um bom fundamento, ou um preço depreciado que ajuda a manter a inflação sobre controle e, quem sabe, viabilizando uma sobrevida maior da vigência da taxa SELIC atual, ao fazer deste preço depreciado &#8220;âncora&#8221; do controle inflacionário?</p>
<p><em>Sidnei Moura Nehme<br />
Diretor Executivo, Economista<br />
NGO CORRETORA DE CÂMBIO<br />
</em><a href="http://www.ngo.com.br"><em>www.ngo.com.br</em></a><em> </em></p>
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		<title>Hoje teremos a divulgação pelo BC do fluxo cambial da 1ª semana de novembro, finda em 6, e, poderemos analisá-lo de forma a identificar com maior acuidade a retração ou não do fluxo financeiro para o país.</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 14:53:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ritadiaferia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje teremos a divulgação pelo BC do fluxo cambial da 1ª semana de novembro, finda em 6, e, poderemos analisá-lo de forma a identificar com maior acuidade a retração ou não do fluxo financeiro para o país, bem como o contrafluxo que poderia representar saída de investidores, em parte visto que os dados não são [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><strong><em>Hoje teremos a divulgação pelo BC do fluxo cambial da 1ª semana de novembro, finda em 6, e, poderemos analisá-lo de forma a identificar com maior acuidade a retração ou não do fluxo financeiro para o país</em></strong>, bem como o contrafluxo que poderia representar saída de investidores, em parte visto que os dados não são abertos, e, principalmente será possível verificar-se se o BC continuou a retirar do mercado volumes menores do que o eventual fluxo cambial positivo, correção de dinâmica que adotou a partir da semana iniciada em 13 de outubro, ao qual creditamos a interrupção da apreciação do real no entorno de R$ 1,70 e que nos tem levado a projetar, em perspectiva, este preço em alta, tão logo superados ajustes em curso no mercado futuro de dólar por parte dos bancos.<br />
 <br />
Os números de ontem do mercado futuro de dólar da BM&amp;FBovespa sinalizam que não houve mudanças nas posições “vendidas” dos bancos, e isto reflete claramente a baixíssima liquidez que enfrenta este segmento do mercado de câmbio, já que os bancos têm denotado clara intenção em reduzir estas exposições, e deixa evidente que a formação do preço da moeda americana está sendo determinada diretamente do mercado de câmbio à vista, que fica unicamente à mercê dos bancos.<br />
 <br />
Portanto, continua o mesmo cenário com os bancos com posições “vendidas” em torno de US$ 5,0 Bi no mercado futuro de dólar na BM&amp;F, e atuando no mercado de câmbio à vista com o objetivo de contingenciar a recuperação do preço da moeda americana, até que consigam reduzir ou zerar estas posições, embora estejam, acreditamos e a confirmar com a divulgação do fluxo cambial hoje pelo BC, “comprados” no mercado de câmbio à vista, que será o fator de interesse em apreciar o dólar, após eliminadas as posições “vendidas” futuras.<br />
 <br />
Este é um movimento por etapas, primeiro contingenciam a taxa e atingido o objetivo priorizado de eliminar as “posições vendidas” futuras, na segunda etapa o preço da moeda americana deverá recuperar-se para assegurar ganhos sobre as posições “compradas” no mercado físico. A recuperação até o entorno de R$ 1,80 será sustentável, tendo em vista que a viabilização da apreciação excessiva do real, que o coloca como moeda de maior valorização, decorreu das posições “vendidas” dos bancos no mercado à vista, já zeradas, e que foram estimuladas pela atuação do BC com seus leilões de compra diários retirando volumes acima do superávit do fluxo, o que também já foi corrigido pela autoridade monetária.<br />
 <br />
O fluxo forte, maior ou menor, tem efeito inelástico na formação do preço, uma vez que o BC continua retirando do mercado os excedentes ou pouco menos e com isto neutraliza os impactos que a oferta causaria caso não atuasse com seus leilões.<br />
 <br />
No Brasil, o IBGE divulgou o IPCA de outubro com alta de 0,28%, discretamente abaixo do 0,29% projetados pelas instituições financeiras conforme o Boletim Focus. Em setembro o IPCA havia registrado alta de 0,24%. Nos últimos 12 meses o IPCA acumula 4,17% e neste ano de 2009 atinge 3,50%. O indicador foi influenciado pelos itens combustíveis que subiram 1,74%, com reflexos de 0,08% no índice, sendo metade do álcool e metade da gasolina. O litro do álcool subiu 10,61%.<br />
 <br />
Acreditamos que tenha ocorrido causa pontual sazonal, não sendo preocupante, até porque o preço deprimido do dólar, a despeito de todos os malefícios para a economia, tem o lado positivo de contingenciar alta dos preços.<br />
 <br />
No exterior, o governo da China, através do Birô Nacional de Estatísticas, divulgou uma série de índices econômicos que confirmam o êxito do plano de recuperação adotado em novembro de 2008. Em outubro aumentaram a produção industrial, as vendas no varejo e s investimentos em capital fixo, com quedas mais moderadas dos preços e das exportações. Os investimentos em capital fixo deram um salto de 33,1% no ano até outubro, algo como 5,9 pontos a mais que durante o mesmo período em 2008. A produção industrial voltou a subir em outubro alcançando 16,1% em ritmo anual contra 8,2% no mesmo período de 2008.<br />
 <br />
Os dados da China animam o cenário externo e estimulam os preços das “commodities” e estimulam as altas das bolsas, com BOVESPA operando em alta e os indicadores futuros de Wall Street sinalizando abertura em alta.</p>
<p style="text-align: justify"><em>Sidnei Moura Nehme<br />
Diretor Executivo, Economista<br />
NGO CORRETORA DE CÂMBIO<br />
</em><a href="http://www.ngo.com.br"><em>www.ngo.com.br</em></a></p>
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		<title>O mercado de câmbio operou ontem com forte pressão de apreciação do real.</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 16:03:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ritadiaferia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O mercado de câmbio operou ontem com forte pressão de apreciação do real, que hoje se reverte, e, esta volatilidade é explicável.
 
Ontem, observou-se, especificamente no mercado futuro de dólar, os bancos dando sequência à consecução de seus objetivos de reduzir suas posições “vendidas” num ambiente de baixa liquidez, que registravam US$. 5,8 Bi e que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"><strong><em>O mercado de câmbio operou ontem com forte pressão de apreciação do real</em></strong>, que hoje se reverte, e, esta volatilidade é explicável.</span><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"> </span><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt">Ontem, observou-se, especificamente no mercado futuro de dólar, os bancos dando sequência à consecução de seus objetivos de reduzir suas posições “vendidas” num ambiente de baixa liquidez, que registravam US$. 5,8 Bi e que conseguiram recuar para US$ 4,9 Bi, valendo-se da necessidade de investidores estrangeiros reverterem US$ 900 MM em suas posições “compradas”, efetivas como “hedge”, passando-as de US$.2,05 Bi para US$ 1,15 Bi. </span><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"> </span><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt">A percepção da ocorrência de oferta, que está escassa, por parte dos investidores estrangeiros provocou ação rápida por parte dos bancos, a partir do mercado de câmbio à vista induzindo a taxa do dólar no mercado futuro de dólar na BM&amp;FBovespa, e com isto conduziram o preço da moeda americana até discretamente abaixo de R$ 1,70. </span><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"> </span><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt">Passado aquele momento pontual, hoje a taxa do dólar apresenta recuperação, porém o movimento de contingenciamento do preço por ação direta dos bancos deverá continuar até que consigam praticamente “zerar” suas posições “vendidas” no mercado futuro de dólar, após o que, nos parece bastante provável que o preço da moeda americana entre em recuperação, até porque os bancos estão “comprados” no mercado à vista e terão todo interesse em, então, apreciar, desta vez, o US$.</span><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"> </span><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt">Consideramos como factível o retorno do preço do dólar ao entorno de R$ 1,80, banidos do mercado os focos pontuais de especulação que foram articulados a partir da atuação equivocada, no nosso ponto de vista, a autoridade monetária com os seus leilões de compra diários retirando volumes acima do fluxo.</span><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"> </span><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt">Com a “zeragem” das posições “vendidas” dos bancos no mercado futuro, que ocorrerá gradualmente, a formação do preço da moeda americana buscará o seu justo ponto de equilíbrio sem estar afetado por fatores atípicos que, por serem de complexo entendimento, nem sempre são devidamente considerados nas avaliações acerca da excessiva apreciação do real, o que leva a grande maioria a atribuir como causa única o fluxo cambial para o país.</span><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"> </span><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt">É verdade que as moedas de forma geral valorizaram-se frente ao dólar, mais acentuadamente as dos países emergentes, mas há um “delta” a mais na valorização do real frente ao dólar no Brasil que decorre de ocorrências especulativas pontuais. Eliminadas estas ocorrências pontuais, o real retomará seu preço de equilíbrio, exibindo naturalmente valorização frente ao dólar, mas não totalmente fora da curva das demais moedas.</span><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"> </span><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt">Como temos salientado, o problema não é o fluxo, visto que o contra-fluxo e ação do BC inibem o tão incorretamente propagado impacto na formação do preço. A valorização é natural dada a melhora da situação econômico-financeira do país, mas o excesso tem causas pontuais internas, e, estas estão gradualmente sendo eliminadas.</span><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"> </span><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt">Não se deve vislumbrar também um preço para o dólar acima do intervalo de R$ 1,80 a R$ 1,85, que no nosso entender seria o justo neste momento, e, naturalmente, os exportadores devem passar a ter foco na redução do custo Brasil nos seus diálogos com as autoridades governamentais, que não tem sido tão aventado quanto necessário ultimamente. É neste campo dos custos que o governo tem que atuar pontualmente, já que a formação do preço do dólar dificilmente será afetada, seja com impostos sejam com medidas de aperfeiçoamento normativo das operações de câmbio no país, desde que o BC restrinja-se a atuar profilaticamente no mercado, ou seja, atuando retirando dólares até o limite definido pelos excedentes do fluxo ou pouco menos, sem avançar deste ponto para não induzir movimentos especulativos oportunísticos a partir das posições “vendidas” no mercado de câmbio à vista.</span><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"> </span><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt">Hoje, ao vermos o preço da moeda americana entre R$ 1,70 a R$ 1,72 é difícil admitir a recuperação do preço até R$ 1,80, já que ainda prevalece fluxo positivo para o país, mas continuamos com esta convicção consubstanciada no fato de que o nosso diagnóstico é que a causa é puramente técnico-operacional, envolvendo inclusive o BC com seus leilões de compra, e este está se alinhando e deixará de conduzir o real à excessiva apreciação.</span><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"> </span><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt">No cenário mundial observou-se ontem um “rali” intenso desenvolvido nos segmentos do mercado financeiro, atribuindo-se como causa a decisão do G-20 de manter, governo e os BC´s, os estímulos financeiros estabelecidos e que hoje inundam o mundo com excessiva liquidez, principalmente em dólares a custo barato, e que estão mais direcionados à especulação sobre os ativos do que a irrigar as economias com crédito para viabilizar a retomada do crescimento, que era o objetivo primário. </span><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"> </span><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt">Naturalmente o anúncio da continuidade viabiliza a continuidade da “farra” nas Bolsas e “commodities”, mas se analisarmos a contraface da decisão é possível concluir que as coisas não caminham como esperadas, caso contrário não seria necessário manter os estímulos da forma como foi definida. </span><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"> </span><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt">Juros baixos por prazos longos demasiadamente podem repetir o erro confesso de Greespan, pois os recursos deixam de atender os seus objetivos e fazem prosperar “bolhas” que não resistirão aos primeiros sinais de que os governos passarão a elevar os juros.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;color: black;font-size: 9pt"><em>Sidnei Moura Nehme<br />
Diretor Executivo, Economista<br />
NGO CORRETORA DE CÂMBIO<br />
</em><a href="http://www.ngo.com.br"><em>www.ngo.com.br</em></a></span></p>
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