FLUXO CAMBIAL - PERÍODO DE 1º A 25 DE SETEMBRO DE 2009.
PERÍODO DE 1º A 25 DE SETEMBRO DE 2009.
COMERCIAL – US$
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EXPORTAÇÕES |
US$ |
8,109 BI |
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IMPORTAÇÕES |
US$ |
10,662 BI |
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(-) NEGATIVO |
US$ |
2,553 BI |
FINANCEIRO – US$
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INGRESSOS |
US$ |
25,841 BI |
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SAÍDAS |
US$ |
22,229 BI |
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(+) POSITIVO |
US$ |
3,613 BI |
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FLUXO CAMBIAL POSITIVO |
US$ |
1,060 MM |
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(-) COMPRAS DO BC NO PERÍODO |
US$ |
3,240 BI |
FLUXO CAMBIAL “NET” PARA O MERCADO
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(-) NEGATIVO |
US$ |
2,180 BI |
O fluxo cambial no período de 1 a 25 de setembro fechou positivo em US$ 1,060 BI, contudo, ao considerar-se o total de US$ 3,240 Bi retirado pelo BC através de seus leilões diários de compra, o fluxo cambial líquido neste período consolidou-se negativo em US$ 2,180 Bi.
Os bancos encerraram o mês de agosto com posições vendidas de US$ 1,139 Bi que assim, consequentemente devem registrar, com base nos dados do BC, vendidas em US$ 3,319 BI em 25, menores do que o montante de US$ 4,391 Bi registrado na semana finda em 18, e para esta redução contribuiu a retração ocorrida na ação do BC no mercado de câmbio no período de 21 a 25 com os leilões de compra, tendo adquirido neste período montante de US$ 966,0 MM ante um fluxo positivo de US$ 2,040 Bi.
A existência de posições vendidas pelos bancos teve forte contribuição do BC que retirou do mercado de câmbio no período até 25 volume expressivo de US$ 3,240 Bi, num ambiente já de fluxo cambial positivo de tão somente US$ 1,060 Bi
O fluxo comercial na semana acentuou o seu resultado negativo em mais US$ 570,0 MM, persistindo a retração acentuada dos exportadores na contratação de câmbio, certamente motivada pela taxa cambial fortemente depreciada. O fluxo comercial está negativo até o dia 25 em US$. 2,553 Bi e mantida a tendência poderá atingir US$ 3,0 Bi ao final do mês.
A estratégia do BC de ir com suas compras além dos excedentes do fluxo constitui-se em forte estímulo e persistente à manutenção de posições vendidas no mercado de câmbio à vista pelos bancos.
Considerar que o BC pode estar antecipando-se ao fluxo positivo em perspectiva deixando os bancos vendidos em suas posições no mercado de câmbio à vista, para que absorvam os ingressos em perspectiva, não faz sentido, visto que não cabe à autoridade monetária “operar” no mercado com este objetivo, mas tão somente seria admissível, admite-se embora mercado flutuante, que retire os excedentes para aumentar as reservas cambiais do país.
Posições vendidas são excelentes para a estratégia dos bancos utilizarem linhas externas de curto prazo, hoje restabelecidas, a custos atraentes e em contrapartida realizarem captação de reais no mercado de câmbio e aplicarem em linhas de crédito demandadas nos bancos com remunerações muito atraentes.
Isto faz resultar que os bancos, de forma hábil e oportuna, repassem dólares oriundos de linhas de crédito externas para o BC via leilões e, naturalmente, para as reservas cambiais brasileiras, o que não faz nenhum sentido, já que as reservas devem ser incrementadas somente com os excedentes do fluxo cambial normal e posições compradas dos bancos. Por isso, temos defendido a idéia do BC normatizar a participação nos leilões somente dos bancos detentores de posições compradas.
A baixa liquidez no mercado futuro de dólar pode estar inviabilizando o “hedge” destes descobertos ou até não ser conveniente, e assim os bancos atuam contendo a recuperação do preço da moeda americana, mantendo-a no piso mais baixo possível, em tese, aguardando os ingressos substantivos de recursos externos em perspectiva direcionados a IPO´s na BOVESPA e resultantes de captações externas por parte de empresas.
A perda de liquidez, principalmente por retração da oferta, no mercado futuro de dólar é um contingenciador de uma queda mais acentuada do preço do dólar no mercado à vista, o que nos leva a continuar com a percepção de que o preço tende, em regra, a ficar no entorno de R$ 1,80, podendo recuperar-se um pouco se o BC limitar suas intervenções com leilões unicamente ao excedente do fluxo cambial e só comprando dos bancos que detém posições compradas. Esta atitude forçaria os bancos a buscar “hedge” para suas posições vendidas, protegendo-as da variação cambial, se estiverem sendo utilizadas como fonte de captação de reais, e isto provocaria uma demanda que repercutiria no preço da moeda americana.
Está muito evidente que a apreciação do real decorre diretamente de fatores internos pontuais, caso contrário não conseguiria sustentar esta tendência num ambiente de fluxo cambial negativo, como tem sido verificado ao longo deste mês.
Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, Economista
NGO CORRETORA DE CÂMBIO
www.ngo.com.br

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