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Archive for Setembro, 2009

FLUXO CAMBIAL - PERÍODO DE 1º A 25 DE SETEMBRO DE 2009.

PERÍODO DE 1º A 25 DE SETEMBRO DE 2009. 

COMERCIAL – US$

 

EXPORTAÇÕES

US$

                           8,109 BI

IMPORTAÇÕES

US$

                          10,662 BI

(-) NEGATIVO

US$

   2,553  BI  

 

 

FINANCEIRO – US$

 

INGRESSOS

US$

25,841 BI

SAÍDAS

US$

22,229 BI

(+) POSITIVO

US$

3,613 BI 

 

 

FLUXO CAMBIAL POSITIVO

US$

1,060 MM

 

 (-) COMPRAS DO BC NO PERÍODO

US$

3,240 BI     

 

FLUXO CAMBIAL “NET” PARA O MERCADO

(-) NEGATIVO

US$

2,180 BI

 

O fluxo cambial no período de 1 a 25 de setembro fechou positivo em US$ 1,060 BI, contudo, ao considerar-se o total de US$ 3,240 Bi retirado pelo BC através de seus leilões diários de compra, o fluxo cambial líquido neste período consolidou-se negativo em US$ 2,180 Bi.

Os bancos encerraram o mês de agosto com posições vendidas de US$ 1,139 Bi que assim, consequentemente devem registrar, com base nos dados do BC, vendidas em US$ 3,319 BI em 25, menores do que o montante de US$ 4,391 Bi registrado na semana finda em 18, e para esta redução contribuiu a retração ocorrida na ação do BC no mercado de câmbio no período de 21 a 25 com os leilões de compra, tendo adquirido neste período montante de US$ 966,0 MM ante um fluxo positivo de US$ 2,040 Bi.

A existência de posições vendidas pelos bancos teve forte contribuição do BC que retirou do mercado de câmbio no período até 25 volume expressivo de US$ 3,240 Bi, num ambiente já de fluxo cambial positivo de tão somente US$ 1,060 Bi

O fluxo comercial na semana acentuou o seu resultado negativo em mais US$ 570,0 MM, persistindo a retração acentuada dos exportadores na contratação de câmbio, certamente motivada pela taxa cambial fortemente depreciada. O fluxo comercial está negativo até o dia 25 em US$. 2,553 Bi e mantida a tendência poderá atingir US$ 3,0 Bi ao final do mês.

A estratégia do BC de ir com suas compras além dos excedentes do fluxo constitui-se em forte estímulo e persistente à manutenção de posições vendidas no mercado de câmbio à vista pelos bancos.

Considerar que o BC pode estar antecipando-se ao fluxo positivo em perspectiva deixando os bancos vendidos em suas posições no mercado de câmbio à vista, para que absorvam os ingressos em perspectiva, não faz sentido, visto que não cabe à autoridade monetária “operar” no mercado com este objetivo, mas tão somente seria admissível, admite-se embora mercado flutuante, que retire os excedentes para aumentar as reservas cambiais do país.

Posições vendidas são excelentes para a estratégia dos bancos utilizarem linhas externas de curto prazo, hoje restabelecidas, a custos atraentes e em contrapartida realizarem captação de reais no mercado de câmbio e aplicarem em linhas de crédito demandadas nos bancos com remunerações muito atraentes.

Isto faz resultar que os bancos, de forma hábil e oportuna, repassem dólares oriundos de linhas de crédito externas para o BC via leilões e, naturalmente, para as reservas cambiais brasileiras, o que não faz nenhum sentido, já que as reservas devem ser incrementadas somente com os excedentes do fluxo cambial normal e posições compradas dos bancos. Por isso, temos defendido a idéia do BC normatizar a participação nos leilões somente dos bancos detentores de posições compradas.

A baixa liquidez no mercado futuro de dólar pode estar inviabilizando o “hedge” destes descobertos ou até não ser conveniente, e assim os bancos atuam contendo a recuperação do preço da moeda americana, mantendo-a no piso mais baixo possível, em tese, aguardando os ingressos substantivos de recursos externos em perspectiva direcionados a IPO´s na BOVESPA e resultantes de captações externas por parte de empresas.

A perda de liquidez, principalmente por retração da oferta, no mercado futuro de dólar é um contingenciador de uma queda mais acentuada do preço do dólar no mercado à vista, o que nos leva a continuar com a percepção de que o preço tende, em regra, a ficar no entorno de R$ 1,80, podendo recuperar-se um pouco se o BC limitar suas intervenções com leilões unicamente ao excedente do fluxo cambial e só comprando dos bancos que detém posições compradas. Esta atitude forçaria os bancos a buscar “hedge” para suas posições vendidas, protegendo-as da variação cambial, se estiverem sendo utilizadas como fonte de captação de reais, e isto provocaria uma demanda que repercutiria no preço da moeda americana.

Está muito evidente que a apreciação do real decorre diretamente de fatores internos pontuais, caso contrário não conseguiria sustentar esta tendência num ambiente de fluxo cambial negativo, como tem sido verificado ao longo deste mês.

 

Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, Economista
NGO CORRETORA DE CÂMBIO
www.ngo.com.br

 

 

 

Hoje é dia do Ptax, taxa importante para inúmeros ativos e contratos do mercado financeiro.

Hoje é dia do Ptax, taxa importante para inúmeros ativos e contratos do mercado financeiro, por isso seria natural aguardar-se disputas entre comprados e vendidos na BM&F no mercado futuro de dólar em torno da taxa, porém neste final do mês este segmento apresenta baixíssima liquidez, o que limita a possibilidade das pressões serem nele originadas, como habitual.

 

Como os bancos estão substantivamente “vendidos” no mercado à vista, algo como US$ 4,0 ou US$ 5,0 Bi, articulam movimento de pressão pontual de apreciação do real a partir deste segmento à vista, “arrastando”, ao sobrepor-se momentaneamente, os indicativos do mercado futuro de dólar, que, contudo, deve ter baixíssimo volume de negócios e não tem condições de interferir.

 

Com a articulação da pressão sobre o preço da moeda americana promovendo a apreciação do real a partir do mercado à vista, otimizam seus ganhos sobre as posições “vendidas”, mas também alcançam o mesmo efeito sobre as suas posições “vendidas” no mercado futuro de dólar de US$ 940,0 MM e US$ 1,050 Bi em cupom cambial-DDI.

 

Pode ocorrer volatilidade, mas não se espera algo representativo, visto que os “comprados” no mercado futuro de dólar terão baixa capacidade de interferência, já que os ditames estarão sendo dados pelos bancos a partir do mercado de câmbio à vista.

 

A atipicidade da taxa cambial que pode ser evidenciada hoje evidentemente não deve ter sustentabilidade, pois a formação do preço da moeda é dada, tecnicamente, a partir do mercado futuro e este sem liquidez buscará, minimamente, na sequência o piso baixo em que a liquidez seja restabelecida, e este está acima de R$ 1,80.

 

Hoje teremos a divulgação do fluxo cambial até o dia 25, que se acredita evidenciará a continuidade de fluxo cambial negativo, com déficit no fluxo comercial dada à forte retração na contratação de câmbio de exportações face a baixa taxa cambial, e um provável aumento das posições vendidas dos bancos, fomentadas pela continuidade da dinâmica do BC retirar dólares do mercado além dos excedentes e independente do fato do fluxo cambial estar negativo.

 

Em tese, poder-se-ia admitir que o BC está se antecipando no tempo face à perspectiva de fortes ingressos de recursos externos para o país no curto prazo, o que ainda assim não seria razoável, já que não é atribuição da autoridade “operar” no mercado dito flutuante, porém mesmo que isto esteja ocorrendo, não nos parece que os bancos estejam realizando “hedge” das posições “vendidas” e tenham optado em atuar mantendo a taxa cambial deprimida para que a cobertura ocorra normalmente pelo aumento do fluxo de ingressos, como previsto principalmente para as IPO´s.

 

O dado tardio de queda de 0,7% do PIB americano no 2º trimestre, menor do que a projeção de queda dos analistas de 1,2% e menor também da 1ª leitura divulgada anteriormente de 1,0%, confirma que a economia americana dá sinais de recuperação. Os Estados Unidos continuam em recessão.

 

Hoje, também, o FMI revelou revisão de sua projeção sobre as perdas com a crise internacional, reduzindo-a de US$ 4,0 Tri para US$ 3,4 Tri, e volta a salientar preocupação que é efetiva e real e que parece ser evitada pelas autoridades monetárias globais, que é o fato dos bancos não terem contabilizado ainda metade das prováveis perdas com inadimplência nos créditos concedidos, que pode representar algo como US$ 1,0 Tri, entre Estados Unidos e Europa, o que representa um risco “significativo” de nova desaceleração econômica à frente.

 

Na mesma linha previdente, manifestou-se estrategista da PIMCO, maior gestora de títulos do mundo, salientando que “sinais de reversão inapropriada estão se multiplicando”, questionando não só o salto recente das ações, mas também o atual patamar em que se encontram. Apontou que as perspectivas para ganhos no mercado acionário devem se situar em torno de 5% e que a sociedade americana tende a poupar mais e consumir menos, e este é o ponto que impacta nas ações.

 

A ADP, empresa processadora de folhas de pagamentos, divulgou estimativa de perda de 254 mil empregos em setembro nos Estados Unidos, acima das projeções que estão no entorno de 200 mil, após ter registrado perda de 277 mil em agosto. A ADP tem errado muito em suas últimas estimativas, mas o dado vem sendo considerado.

 

O desemprego é um relevante problema na economia americana, já que afeta o consumo e este é o pilar do PIB americano. A economia americana para se colocar em condições de efetiva recuperação precisa “devolver” os empregos perdidos mais as novas demandas ocorridas no período, e isto só é razoável admitir-se no médio/longo prazo.

 

O desemprego vem repercutindo na queda de confiança do consumidor americano, que ontem afetou o comportamento das bolsas, e hoje, a despeito do resultado menos ruim do PIB, a divulgação de que a atividade de manufaturas em Chicago surpreendeu para pior, recuando o PMI de 50,0 em agosto para 46,1 pontos em setembro, ante projeção de 52,0 pontos pelos especialistas, faz com que as bolsas americanas operem em baixa.

 

Os números mais recentes pós 2º trimestre parecem evidenciar uma não confirmação das perspectivas que o PIB daquele período pode estar indicando.

 

A BOVESPA que repercutiu inicialmente a sinalização do PIB americano, opera com volatilidade, já que há sinais internos positivos e externos nem tanto, o que faz mixar realização com continuidade de investimentos.

 

A FGV divulgou que a confiança industrial melhorou em setembro, atingindo o maior patamar em 1 ano, ao subir 3,6% atingindo 109,5 pontos. A utilização da capacidade instalada na indústria, com ajuste sazonal, subiu de 81,3% em agosto para 81,9% em setembro. A percepção é de que o otimismo prospera no segmento.

 

A Agência de Rating Fitch voltou a manifestar-se a respeito do Brasil, salientando que precisa manter os gastos do governo sobre controle caso queira conquistar outro “up grade” da agência. Não descartou a possibilidade de elevação da classificação, mas pontuou a preocupação, pois “o governo vem aumentando demais os gastos com salários e muito pouco com investimentos de capital”, o que pode comprometer o superávit primário do próximo ano.

 

Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, Economista
NGO CORRETORA DE CÂMBIO
www.ngo.com.br

O mercado de câmbio brasileiro vem apresentando mais do mesmo nas últimas semanas.

O mercado de câmbio brasileiro vem apresentando mais do mesmo nas últimas semanas, assim a taxa fica flutuando no entorno de R$ 1,80 no mercado à vista, sem conseguir rompe-lo de forma sustentável já que há o fator limitante do mercado futuro de dólar dado pela perda de liquidez, pois a oferta se retrai fortemente neste parâmetro de taxa.

 

O número de contratos abertos de compra e de venda no mercado futuro de dólar vem se mantendo próximo dos 600.000, o que deixa evidente que a liquidez está bastante baixa, pois é muito restrita à oferta num ambiente de taxa cambial muito deprimida. O que se observa é tão somente movimentos mutantes entre os “players”, sem que haja evolução na quantidade de contratos.

 

Bancos continuam com as posições no mercado à vista “vendidos” e o Banco Central do Brasil persiste com seus leilões de compra diários no mercado à vista mesmo quando o fluxo está negativo, o que corresponde a retirar o que os bancos já não têm propriamente dito, e, como consequência ampliam a utilização de suas linhas externas, o que deixa sem senso fundamental a ação do BC, que contudo, parece interessante aos bancos que assim conseguem estabelecer estratégia interessante de captação de reais a custos baixos.

 

Atitude consequente, os bancos estando “vendidos” no mercado à vista, face à baixa liquidez no mercado futuro de dólar para “hedge” com facilidade, atuam “represando” o preço da moeda americana no piso baixo possível, provavelmente aguardando o bom fluxo de ingressos de recursos externos em perspectiva para o país, para então cobrirem em condições favoráveis o montante das posições a descoberto.

 

Portanto, não se espera mudança imediata deste cenário, sendo necessário aguardar a efetivação dos ingressos de recursos direcionados aos IPO´s na BOVESPA e captações com utilização de colocação de bônus no exterior realizadas por empresas, para avaliar-se a atitude dos bancos em relação às posições que vêm mantendo “vendidas” no mercado de câmbio à vista, e se, também, o BC corrige a sua estratégia de ir além dos excedentes com as suas compras via leilões.

 

A BOVESPA convive com um ambiente positivo construído com as perspectivas de novos IPO´s, porém como há uma grande concentração de seus negócios em papéis atrelados as “commodities”, que estão sendo considerados “caros” e mais, que os preços das “commodities” são sensibilizados rapidamente pelas variações de preços no mercado internacional e repercutem isto nas ações, há sempre alguma volatilidade, mesmo quando todas as indicações ainda projetam continuidade de alta.

 

Final do mês sugere embates entre comprados e vendidos no ambiente do mercado futuro de dólar com reflexos no mercado à vista, que contudo, neste momento, também tem os bancos com posições “vendidas”. No futuro os bancos registram posição líquida vendida de US$ 760,0 MM no cupom cambial-DDI e mais US$ 510,0 MM no futuro de dólar e, provavelmente, mais de US$ 4,0 Bi no à vista.  Os investidores estrangeiros estão liquidamente comprados em US$ 930,0 MM no cupom cambial-DDI e mais US$ 480,0 MM no futuro de dólar. Outras Pessoas Jurídicas Financeiras estão liquidamente comprados no futuro de dólar em US$ 1,770 Bi. Investidores Institucionais Nacionais estão liquidamente vendidos no futuro de dólar em US$ 2,090 Bi e Pessoas Jurídicas não Financeiras estão liquidamente comprados no futuro de dólar em US$ 360,0 MM.

 

Considerando que o mercado futuro de dólar, inclusive cupom cambial, aponta baixa liquidez, não é esperado movimento de disputa já que o ambiente a restringe muito. Assim, sobra como força, o que já vinha prevalecendo, os bancos com suas posições vendidas no mercado à vista, que é a razão, no nosso entender, da taxa estar abaixo de R$ 1,80, mas que encontra resistências pelo limitativo imposto pelo mercado futuro de dólar.

 

Assim, mesmo sendo final do mês, quando se estabelece a PTax, não se espera que algo mude no cenário da taxa cambial, por isso afirmamos que continua o “mais do mesmo”.

 

A FGV divulgou o IGP-M de setembro com alta de 0,42%, após ter sido negativa de 0,36% no mês de agosto. As projeções do mercado estavam no entorno de 0,40% e a segunda prévia deste indicador havia apontado para 0,41%. A pressão relevante veio do IPA, que tem um peso de 60% no índice, que registrou alta de 0,53% após deflação de 0,61% em agosto.

 

O BC anunciou ontem mudanças nas ações de combate à crise, contudo, salientou que não devem interferir na liquidez, tendo como foco o aumento da capacidade de concessão de crédito dos bancos menores. Contudo, o mercado financeiro, que acredita que o COPOM deverá elevar a taxa SELIC no 4º trimestre de 2010 quando estima que haverá sinal de estreitamento do hiato do produto, tem em perspectiva que o BC, antes de elevar a SELIC, promoverá os ajustes nas medidas de estímulo concedidas no ambiente de crise.

 

Hoje está sendo divulgada a Nota de Política Monetária pelo Banco Central do Brasil, contendo informações importantes sobre a base monetária nacional. E, também outro conjunto de informações relevantes, teremos o Índice de Nível de Atividade – INA. O Presidente do BC, Henrique Meirelles, também estará em SP falando a empresários.

 

Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, Economista
NGO CORRETORA DE CÂMBIO
www.ngo.com.br

Os posicionamentos no mercado futuro de dólar na última sexta-feira, dia 25, não sugerem existência de posições de natureza especulativa.

Os posicionamentos no mercado futuro de dólar na última sexta-feira, dia 25, não sugerem existência de posições de natureza especulativa, o que é evidência clara de que não há convicção de que o preço do dólar venha a sofrer uma derrocada, mesmo ante a perspectiva de ingressos crescentes em volumes substantivos de recursos externos direcionados para IPO´s na BOVESPA e, também, oriundos de colocações de bônus no mercado internacional por parte de empresas e bancos estabelecidos no Brasil.

 

Contudo, os bancos que estão “vendidos” em suas posições no mercado à vista, naturalmente, observam esta perspectiva de forte volume de ingressos como uma excelente possibilidade de “zeragem” destas posições e, assim, quanto mais baixa a taxa cambial melhor os resultados. Com a predominância deste ambiente de expectativa, naturalmente atuam de forma a manter a taxa da moeda americana depreciada ao piso máximo que o mercado suporta, ou seja, no entorno de R$ 1,80, já que o segmento à vista tem sua limitação de queda ditada pelo mercado futuro de dólar, que demonstrou perda de liquidez quando a taxa fica no entorno de R$ 1,82.

 

No nosso entender, não há possibilidades de que a taxa cambial venha a buscar pisos mais baixos, desde que o BC se mantenha ausente do mercado futuro de dólar e continue ativo e presente com os leilões de compra no mercado à vista. Mais uma vez, reiteramos nosso entendimento de que o BC deveria limitar suas compras nos leilões aos excedentes, e, assim não fomentar a formação de posições vendidas pelos bancos a partir de suas compras, e desta forma estimular a atuação dos mesmos buscando manter a taxa cambial no piso baixo de preço.

 

A manutenção da política de aumento das reservas cambiais brasileiras é de alto custo para o Brasil, que não tem poupança interna para dar suporte como riqueza, assim há um custo diferencial entre a remuneração paga em reais e recebida sobre dólares, ainda mais por isto deveria a intervenção do BC no mercado de câmbio à vista focar tão somente os excedentes dos ingressos no país.

 

Indo além, fomentando a criação de posições vendidas pelos bancos, acaba por promover movimentos contrários à recuperação do preço da moeda americana a parâmetros mais ajustados com a realidade presente, talvez R$ 1,85, e isto acaba por levar os exportadores a reter no exterior os recursos oriundos de suas exportações já recebidas e também a não contratar o câmbio destes valores, bem como das exportações novas, provocando um descompasso entre os volumes exportados evidenciados pela balança comercial e os câmbios contratados do fluxo cambial. Este detalhe tem provocado a evidência de saldo negativo comercial no fluxo cambial, levando à distorção o saldo efetivo e real do comércio exterior brasileiro, que, contudo, se revela positivo na balança comercial.

 

O Boletim FOCUS divulgado hoje, com data de 25 de setembro, apresentando as medianas das projeções de 100 instituições financeiras, revê a projeção do IPCA para os próximos 12 meses de 4,20% para 4,21%, ao mesmo tempo em que reduz a projeção para 2009 de 4,31% para 4,30% e aumenta para 2010 de 4,30% para 4,40%. Mantém inalterados o US$ final do ano em R$ 1,80; a SELIC em 8,75%; o PIB em zero, discordando neste item das projeções do BC e do próprio governo que prevê crescimento em torno de 0,8/0,9%; conta corrente em déficit de US$ 15,0 Bi e IED´s em US$ 25,0 Bi. Eleva a projeção para balança comercial positiva de US$ 25,0 Bi para US$ 25,30 Bi. Importantes mudanças estão sinalizadas para 2010, com elevação da projeção da SELIC de 9,25% para 9,50%, sancionando perspectivas de pressões inflacionárias para o 4º trimestre de 2010 e 2011, visão em linha com o BC, advindas do crescimento econômico, para o qual revê da projeção de 4,20% para 4,50% e provável fechamento do hiato do produto no 4º trimestre de 2010.

 

A BOVESPA opera em alta retomando clima favorável, porém os preços dos papéis de 1ª linha continuam considerados elevados e com os investidores procurando focar papéis de segmentos mais atrelados ao consumo interno brasileiro, onde esta a força da recuperação do país.É inquestionável que a retomada das IPO´s anima o ambiente.

 

A tendência é a Bovespa descolar-se das bolsas do exterior, em especial as americanas.

 

Hoje ainda teremos dados da indústria brasileira que serão divulgados.

 

Nos Estados Unidos, as bolsas operam em alta animadas pela ebulição em torno das fusões e aquisições envolvendo grandes empresas como ABBOTT/SOLVAY, J&J/Crucell, XEROX/Affiliated e perspectivas de oferta hostil da Kraft pelo Cadbury, etc. Contudo, a economia real americana continua claudicante nos seus indicadores. Hoje foram divulgados indicativos de que a atividade econômica teve novo recuo em agosto, segundo dados de pesquisa realizado pelo FED Chicago, que revelou índice   de -0,90% depois de -0,56%, revisto, em julho, que já atingiu -4,12 pontos em janeiro.

 

O petróleo está sendo cotado a US$ 66,02 o barril na Nymex. O Euro vale US$ 1,4657; Libra US$ 1,5904 e Yens 89,33 valem US$ 1,00. Os “treasuries” de 10 anos apontam rentabilidade de US$ 3,315%.

Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, Economista
NGO CORRETORA DE CÂMBIO
www.ngo.com.br

O fluxo cambial até o dia 18 deste mês, divulgado ontem pelo Banco Central do Brasil…

O fluxo cambial até o dia 18 deste mês, divulgado ontem pelo Banco Central do Brasil, evidenciando a continuidade do saldo do fluxo negativo, e, ainda assim, com o BC dando continuidade a sua atuação com leilões de compra mesmo neste ambiente contrário, acentuando-o ainda mais, ou seja, comprando “posições” dos bancos estabelecidas a partir do uso de linhas externas, fazendo-as, cada vez mais “vendidas”, mostra um forte descompasso com as manifestações de preocupações que o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, acerca da apreciação contínua do real.

 

Evidência? Está muito clara simplesmente no contraditório do preço da moeda americana estar sendo fortemente depreciada num ambiente de fluxo cambial negativo. O câmbio no Brasil é flutuante, então o que explica este comportamento errático da formação do preço da moeda americana?

 

Afinal, que sentido faz o país aumentar as suas reservas cambiais, ativo, com o incremento de uso de linhas externas pelos bancos, passivo, para dar suporte às vendas a descoberto de suas posições de divisas ao BC? Endivida os bancos numa ponta e cria haveres do país noutra!

 

Entender isto como movimento para pressionar a demanda e com isto buscar conter a queda da moeda não se sustenta face à ausência de fundamento técnico. Em realidade, ao estimular o aumento das posições vendidas cria foco de contingenciamento pelos bancos do preço da moeda americana em baixa.

 

Os bancos, naturalmente, utilizam este cenário para utilizar as linhas externas que estão sendo restabelecidas pelos bancos estrangeiros, e tecnicamente montam captação de reais a custos bastante atraentes, direcionando-os para aplicações excepcionalmente rentáveis no mercado interno. Nada contra, isto faz parte da dinâmica operacional de cada instituição, sendo que o que está fora do contexto é o BC ser a ponta que retira dólares para que fiquem vendidos. Não faz senso.

 

O Banco Central do Brasil deveria limitar suas compras aos excedentes do fluxo, quando ocorram, e só permitir que participem dos leilões os bancos com posições compradas.

 

Como temos salientado, os movimentos tentativos de conduzir o preço da moeda americana abaixo de R$ 1,80, não nos parecem fadados ao sucesso, visto que o mercado futuro de dólar, desde que o BC não oferte “swaps cambiais reversos”, marca qual é o piso de baixa, e o mercado à vista não pode distanciar-se deste fator limitador. O mercado futuro de dólar já sinalizou que a liquidez fica muito estreita abaixo de R$ 1,82.

 

Se observarmos o comportamento do mercado futuro de dólar, especificamente visto que o de cupom cambial-DDI vem com posições inalteradas já há bastante tempo, podemos verificar que o número de contratos não aumenta e as mutações se dão entre os “players” que se alternam em comprados ou vendidos. O número de contratos tem ficado em torno de 600 mil, o que evidencia carente liquidez. Os saldos líquidos das posições tem tido o seguinte comportamento:

 

 

DIA

 

 

 

 

DIA

 

 

 

 

DIA

 

 

 

 

BANCOS

21

US$

580,0

MM

C

22

US$

1,550

BI

C

23

US$

280,0

MM

C

INV.EST

21

US$

100,0

MM

C

22

US$

1,150

BI

V

23

US$

110,0

MM

V

INV.INST NACION

21

US4

2,250

BI

V

22

US$

2,100

BI

V

23

US$

1,850

BI

V

 

 

Os movimentos transparecem falta de convicção sobre a tendência do preço da moeda, os bancos reduziram suas posições compradas, supostamente por não acreditarem em alta até porque estão atuando contingenciando a alta por estarem vendidos no mercado à vista, e os investidores estrangeiros que saíram de comprados em 21, mudaram para vendidos em 22 e em 23 reduziram bruscamente a posição vendida. As mudanças de posições confirmam mutações sem elevar o número de contratos, o que deixa clara baixa liquidez.

 

Desta forma, mesmo com a perspectiva de volumosos ingressos de divisas no país destinadas a IPO do Santander, resultantes de colocações de bônus por empresas brasileiras no exterior, operações sindicalizadas, etc, continuamos entendendo que não há sustentabilidade para o preço da moeda americana abaixo de R$ 1,80 e se o BC ajustar a sua dinâmica nos leilões, como salientamos acima, este preço poderá buscar um patamar mais próximo de R$ 1,85.

 

A BOVESPA evidencia certa saturação dos papéis de Petro e Vale, os investidores estão propensos a investir em papéis mais focados no mercado interno e retrair-se nos papéis de “commodities” que estão sujeitos à volatilidade. Há um movimento de realização, confirmando a percepção de que o “investment grade” já estava precificado, provocando o famoso “sobe no boato e cai no fato”.

 

O IPC-FIPE da 3ª prévia divulgado hoje registrou inflação de 0,28%, após ter registrado 0,42% na leitura anterior.

 

O IPCA-15, prévia do IPCA do mês, divulgado pelo IBGE apontou inflação neste mês de 0,19%, ante 0,23% apurado no mês de agosto. As projeções variavam entre 0,15% e 0,19% e a mediana estava em 0,16%.

 

O IBGE divulgou a taxa de desemprego brasileira no mês de agosto, que permaneceu estável de 8,1%.

 

O BC informou que o balanço de pagamentos em agosto foi superavitário em US$ 8,1 Bi, enquanto as transações em contas correntes apresentaram déficit de US$ 821,0 MM e o ingresso de investimentos estrangeiros atingiu US$ 1,9 Bi.

 

A decisão anunciada ontem pelo FED ao término de sua reunião trouxe indicadores de percepção de melhora relativa da economia americana, e isto chegou a animar os mercados, da mesma forma do anúncio de extensão por mais um trimestre a meta de aquisição de US$ 1,450 Bi de ativos lastreados em crédito imobiliário, contudo, o fato de ter confirmado para o mês que vem, como previsto anteriormente, o encerramento das compras de US$ 300,0 Bi em títulos públicos de longo prazo e ter mencionado a utilização de “uma gama de ferramentas” e não “todas as ferramentas disponíveis”, como anteriormente assumido, que deixa aberta a redução dos instrumentos que vinha disponibilizando até agora.

 

Em realidade, o sinal de que a “fartura” de recursos governamentais tende à redução “quebrou” o otimismo, pois afinal o grande questionamento tem sido se as altas estavam sendo infladas pelas perspectivas favoráveis da economia ou pelo excesso de liquidez injetada pelo governo americano, dúvida que também é valida para outros países.

 

Hoje o FED já anunciou a redução de US$ 75,0 Bi para US$ 50,0 Bi oferecidos dentro do programa de operações de refinanciamento através do TAF nos leilões com prazo de pagamento de 84 dias em outubro. Em novembro e dezembro este valor cairá para US$ 25,0 Bi.Também anunciou que diminuirá progressivamente até janeiro de 2010 o valor mensal realizado no marco do Plano de Empréstimos de Títulos a Termo, que é uma ajuda ao financiamento bancário com leilões de obrigações do Tesouro por 28 dias.

 

O FED pode ter mostrado tão somente a “ponta da faca” ao mercado financeiro americano, pode ser que a reunião do G-20 resolva discutir propositivamente amarras mais fortes de controle sobre o sistema financeiro mundial, além também de planejamento de retirada gradual dos estímulos, e isto só fará agravar o mau humor.

 

A reação coloca em questionamento os tão propagados sinais de reaquecimento das economias, a ponto de se prever recuperação antes das projeções, pois aos primeiros sinais de retração da “farra dos recursos governamentais”, os mercados demonstram insegurança.

 

As bolsas mundiais operam em baixa hoje, exceto a Nikkei do Japão, refletindo o mau humor e preocupações predominantes. Os “treasuries” americanos se valorizam e fecham suas curvas de juros “yeld”, com os de 10 anos apontando rentabilidade de 3,391% aa.

 

Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, Economista
NGO CORRETORA DE CÂMBIO
www.ngo.com.br

FLUXO CAMBIAL - 1º A 18 DE SETEMBRO DE 2009.

COMERCIAL – US$

  

EXPORTAÇÕES

US$

5,702 BI

IMPORTAÇÕES

US$

7,684 BI

(-) NEGATIVO

US$

  1,982 BI 

 

 

FINANCEIRO – US$

 

INGRESSOS

US$

16,693 BI

SAÍDAS

US$

15,689 BI

(+) POSITIVO

US$

1,003 BI 

 

 

 FLUXO CAMBIAL NEGATIVO

US$

978 MM

 

 

 (-) COMPRAS DO BC NO PERÍODO

US$

2,274 BI     

 

FLUXO CAMBIAL “NET” PARA O MERCADO

(-) NEGATIVO

US$

3,252 BI

O fluxo cambial no período de 1º a 18 de setembro  fechou negativo em US$ 978 MM, contudo, ao considerar-se o total de US$ 2,274 Bi  retirado pelo BC através de seus leilões diários de compra, o fluxo cambial líquido neste período consolidou-se negativo em US$  3,252 Bi.

Os bancos encerraram o mês de agosto com posições vendidas de US$ 1,139 Bi que assim, consequentemente, devem ter sido elevadas, com base nos dados do BC, para vendidas em US$ 4,391 BI, com forte contribuição do BC que retirou do mercado de câmbio volume expressivo de US$ 2,274 Bi, num ambiente já de fluxo cambial negativo.

O fluxo comercial na semana acentuou o seu resultado negativo em US$ 490 MM, denotando uma retração acentuada das exportações na contratação de câmbio, certamente motivada pela taxa cambial fortemente depreciada. O fluxo comercial está negativo até o dia 18 em US$. 1,982 Bi e mantida a tendência poderá atingir US$ 3,0 Bi ao final do mês.

O fluxo financeiro na semana revelou melhora e o resultado foi positivo em US$ 1,281 Bi, muito discreto face a toda “ebulição de otimismo” em relação aos ingressos direcionados para a BOVESPA. Até o dia 18 o fluxo financeiro está positivo em US$ 1,003 BI.

Dólar com preço severamente apreciado induz contração das exportações, inclusive contratações do câmbio; aumento das importações concorrentes com a indústria nacional, essenciais e não essenciais; aumento das remessas de lucros e dividendos; aumento de investimentos brasileiros no exterior e, também, pode determinar alguma contração nos níveis de investimentos diretos no país e em renda variável, até porque o mercado futuro de dólar, também pela baixa taxa do câmbio, tende a ter liquidez apertada dificultando as operações de “hedge” por parte dos investidores para minimizar os riscos com a variação cambial.

O fluxo cambial continua negativo ao longo do mês e o mercado continua apreciando o real ante a moeda americana. Como temos salientado, este é um paradoxo.

No nosso entendimento este fato decorre diretamente do fato do BC vir comprando em seus leilões montantes acima dos excedentes do fluxo cambial positivo, e mais,  intensamente mesmo quando o fluxo cambial é negativo.

Esta estratégia constitui-se em forte estímulo e persistente a manutenção de posições vendidas no mercado de câmbio à vista pelos bancos, que assim, dada à baixa liquidez no mercado futuro de dólar para efetuar o “hedge”, atuam contingenciando a recuperação do preço da moeda americana, mantendo-a no entorno de R$ 1,80. Posições vendidas são excelentes para a estratégia dos bancos utilizarem linhas externas de curto prazo, hoje restabelecidas, a custos atraentes e em contrapartida realizarem captação de reais no mercado de câmbio e aplicarem em linhas de crédito demandadas nos bancos com remunerações muito atraentes.

Isto faz resultar que os bancos, hábil e oportunisticamente, repassem dólares oriundos de linhas de crédito externas para o BC, via leilões e, naturalmente, para as reservas cambiais brasileiras, o que não faz nenhum sentido, já que as reservas devem ser incrementadas com os excedentes do fluxo cambial normal. Por isso, temos defendido a idéia do BC normatizar a participação nos leilões somente dos bancos detentores de posições compradas.

O relevante na atuação do BC é a estratégia e não o volume que retira do mercado, pois quando vai além do excedente do fluxo, como vem ocorrendo, pode estar estimulando movimento de apreciação do real, o que é bom para conter inflação, mas é ruim para o setor exportador e tem também efeitos colaterais negativos para a economia.

A taxa cambial só não aprecia mais o real pelo fato do mercado futuro de dólar, sem a interferência do BC com seus “swaps cambiais reversos”, perder liquidez quando fica no entorno de R$ 1,82, e este é um fator limitante para a taxa cambial no mercado de câmbio à vista, que não pode afastar-se muito deste piso sinalizado pelo mercado futuro.

Movimentos tentativos de romper esta resistência deverão continuar, porém, certamente perderiam força se o BC alterar a dinâmica dos seus leilões de compra, como comentamos.

No nosso entendimento, o comportamento da taxa cambial no país decorre muito mais de fatores internos  do que supostos fatores externos, e a causa não está centrada no fluxo cambial, ATÉ POR QUE, QUAL SERIA A EXPLICAÇÃO PARA TERMOS O REAL EM VALORIZAÇÃO NUM AMBIENTE DE FLUXO CAMBIAL NEGATIVO?

Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, Economista
NGO CORRETORA DE CÂMBIO
www.ngo.com.br

Os preços do mercado financeiro já estavam dados, ontem, quando se tornou de conhecimento geral a divulgação da agência de ratings Moody´s de elevação do “rating” soberano do Brasil para o nível de “grau de investimento”.

Os preços do mercado financeiro já estavam dados, ontem, quando se tornou de conhecimento geral a divulgação da agência de ratings Moody´s de elevação do “rating” soberano do Brasil para o nível de “grau de investimento”, tornando-se a 3ª grande avaliadora a promover o país à condição de “bom pagador” perante o mercado internacional, por isso não nos parece razoável atribuir ao fato a alta ocorrida na BOVESPA, que já vinha se delineado desde a manhã, nem a derrocada, no nosso entender pontual, do preço da moeda americana para discretamente abaixo do piso de R$ 1,80.

 

No nosso entender o reconhecimento pela MOODY´S é tardio e consolida um erro temporal cometido por não ter sancionado este fato concreto no momento correto, e, que agora se configura como oportunista por ser o primeiro após a crise, se assim podemos definir, após o país ter posto a prova os fundamentos que tanto a S&P quanto a FITCH já haviam validado. Para não ser rigorosamente igual, colocou a “nota de risco” do país em perspectiva “positiva”.

 

Portanto, não se deve esperar a mesma reação havida no ano passado quando ocorreram os outros dois reconhecimentos, S&P e Fitch. Acreditamos mesmo que este evento já estava precificado.

 

Por isso, não se pode descartar que venha a ocorrer alguma realização na BOVESPA, que já teria alavancado esta expectativa que pode ter sido o fator determinamente da postergação da realização, contrariando as análises dos especialistas, e a manutenção da alta. Os primeiros sinais podem vir com a volatilidade.

 

É preciso observar com acuidade o momento, não se perdendo de vista, também, a menção divulgada discretamente pela mídia da manifestação da Fitch em relação a se a capacidade de financiamento do governo não será afetada, face o “gap” entre gastos maiores e receitas tributárias menores, ainda mais considerando que o ano que vem é eleitoral, salientando que a agência que concede, também retira.

 

O Ministro Mantega, um otimista nato, continua assegurando que não haverá este tipo de problema, esperamos que esteja certo, mas o fato é que o mercado convive com esta incerteza e isto provoca elevação das taxas de juros longas, ao mesmo tempo em que, em termos de BOVESPA, a grande dúvida é se a economia vai confirmar tudo que vem projetando com certa euforia.

 

A BOVESPA precisa de novos “players” para atender a demanda dos investidores nacionais e externos que estão mudando de perfil, desejam buscar menos papéis atrelados a “commodities” e mais papéis de empresas focadas em consumo interno, infraestrutura, etc.

 

As empresas brasileiras precisam direcionar mais a BOVESPA suas demandas por capital para investimentos, promovendo sua captação na forma de capital de risco com IPO´s, e assim diversificando a BOVESPA e fazendo-a, gradualmente, ter mais afinidade de identificação com a economia brasileira, o que ainda não representa bem na atualidade.

  

No mercado de câmbio não imaginamos que a taxa cambial tenha se retraído discretamente quebrando o piso de R$ 1,80, como algo decorrente do novo grau de investimento e nem mesmo que este movimento ocorrido seja sustentável.

 

Como frequentemente salientamos, entendemos que a formação do preço da moeda americana no nosso mercado de câmbio tenha mais influências predominantes de natureza interna do que externa, embora, constantemente, a grande maioria, até em estudos acadêmicos, resuma tudo ao fato do mercado brasileiro ser “flutuante” e focar-se só o fluxo cambial “intenso”. Porém, as análises se calam quando o fluxo cambial é negativo e o preço da moeda americana continua caindo.

 

O mérito da moeda real ganhar resistências a movimentos especulativos, valorizar-se, está no fato da crise ter encontrado um país melhor posicionado nos seus fundamentos, e isto é mérito interno, pois se o quadro fosse diferente, as fragilidades, como outrora, já estariam repassadas no preço da moeda americana, e o BC estaria inundando o mercado futuro de dólar, por necessidade e então cabível, de “swaps futuros” e o mercado financeiro com papéis atrelados a correção cambial.

 

Ainda assim, a “especulação” pró-real não se instala neste momento como ocorreu anteriormente devido o BC ter interrompido a sua ação tentativa de conter a apreciação com a utilização dos instrumentos financeiros denominados “swaps cambiais reversos”, que por sua perversa estrutura de remuneração entre as partes, enseja e alavanca movimentos especulativos adversos ao propósito primário da operação e deixam a taxa cambial sem limite de queda, já que a autoridade será, no vencimento, geradora da liquidez.

 

Com a ausência destes papéis, o mercado futuro de dólar “ditou” a taxa de câmbio futura, no piso baixo, onde a liquidez se estreita inviabilizando negócios, que foi R$ 1,82, ou seja, abaixo desta taxa o risco para os vendidos se acentua fortemente pois ocorre o recuo das ofertas. Este fato é limitante à queda do preço da moeda americana no mercado à vista, que fica ligeiramente abaixo, mas não se distancia. Eventos pontuais, como o de ontem, são ocorrências eventuais e não sugerem sustentabilidade.

 

O BC vem atuando no mercado à vista, retirando volumes consideráveis do fluxo, e isto é correto, no nosso entendimento, até a sua atuação sobre os excedentes do fluxo, por isso somos críticos quando os excede, por não ser este o papel da autoridade ao intervir no mercado, e, segundo, por levar os bancos a constituírem “posições vendidas”, que acabam por fomentar resistência a recuperação de preço da moeda americana a níveis mais justos.

 

Entendemos que o preço do dólar no mercado de câmbio brasileiro está dado entre R$ 1,80 até um pico de R$ 1,90, pouco provável de ser atingido, não vislumbrando, mesmo que o fluxo cambial positivo se acentue, que se deteriore como ocorreu num passado recente, desde que o BC mantenha firme a sua estratégia atual não intervindo no mercado futuro de dólar e mantendo-se ativo com os leilões de compra no mercado à vista, sendo conveniente que corrija os excessos que pontuamos nesta atuação.

 

O governo após ter contribuído firmemente para que o consumo interno, base do nosso PIB, sofresse danos menores, no momento seguinte precisará focar as exportações procurando desonerá-las da “exportação de tributos” e os exportadores, tendo em vista a realidade do preço da moeda americana no nosso mercado que nos parece equilibrada no intervalo entre R$ 1,80 a R$ 1,90, deverão discutir com o governo não a taxa cambial que, neutralizados os fatores de interferência, tem pouco a ser feito, mas sim o CUSTO BRASIL, que ficou um pouco esquecido.

Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, Economista
NGO CORRETORA DE CÂMBIO
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O mercado de câmbio demonstra fidelidade ao piso mínimo de baixa estabelecido a partir deste segmento do mercado que se mostra consistente em R$ 1,82.

O mercado de câmbio, na ausência de pressões mais fortes oriundas do mercado de dólar futuro, demonstra fidelidade ao piso mínimo de baixa estabelecido a partir deste segmento do mercado que se mostra consistente em R$ 1,82, evidenciando baixa probabilidade de eventualmente rompê-lo, mesmo sem sustentabilidade como ocorreu recentemente, enquanto mantém a taxa no mercado de câmbio à vista no entorno desta mínima, entre R$ 1,80 e R$ 1,82, contida neste patamar pela ação direta dos bancos que, detendo posições vendidas, não têm interesse que o real se deprecie antes de as cobrir a preços convenientes.

 

Com o BC atuando no mercado à vista com seus leilões de compra, os excedentes do fluxo continuam sendo retirados, e, provavelmente o fato de estar indo além dos excedentes acabe por retardar uma melhora no preço da moeda americana que vem sendo praticado, por não provocar a redução substantiva das posições vendidas dos bancos, que em consequência articulam a manutenção do preço no piso baixo.

 

Certamente este quadro provoca a redução de contratação de câmbio por parte dos exportadores e estimula a contratação de importações e remessas de lucros e dividendos, e, pode estar causando algum efeito de difícil aferição que pode retardar investimentos no país.

 

Há em perspectiva consideráveis montantes de ingressos de divisas no país, sejam decorrentes do IPO do Santander, captações de recursos por bancos e demais empresas oriundos de lançamentos de bônus e empréstimos sindicalizados.

 

No Brasil, a FGV divulgou o IGP-M em sua 2ª prévia de setembro com alta de 0,41%, bem acima da 2ª leitura de agosto que registrou deflação de 0,46%. As projeções já sinalizavam a alta, porém em torno de 0,38%. O atacado determinou a pressão maior ao registrar avanço de 0,55% ante deflação de 0,78% na mesma leitura do mês anterior.

 

Esta pressão dos preços no atacado que vem sendo sinalizada pelos vários indicadores já é objeto de maior observação, e, acaba por provocar pressão no mercado de juro longo, embora ainda se mantenha uma projeção de IPCA dentro da curva.

 

A BOVESPA continua sustentando a alta, embora haja receios de saturação e que os preços estejam muito elevados, o que coloca sempre em perspectiva movimentos de realização de lucros. Como o fluxo de investimentos externos e internos continua acentuado as ações acabam tendo seus preços pressionados e podem estar subindo além do razoável. A grande dúvida é se a economia real vai “entregar” efetivamente todas as projeções que alavancam e estimulam a valorização da BOVESPA. Um provável movimento de realização de lucros está sempre no foco dos investidores.

 

No mercado de câmbio futuro de dólar, bancos mantêm saldo líquido de posições compradas, ontem em US$ 580,0 MM, que não tem conotação especulativa, o mesmo acontecendo com os investidores estrangeiros, ontem em US$ 100,0 MM, enquanto os investidores institucionais nacionais é que mantêm saldo líquido vendido mais expressivo, ontem em US$ 2,25 Bi. Não há percepção de movimentos que venham afetando a formação do preço da moeda americana no mercado à vista.

 

No mercado de câmbio à vista a taxa vem se situando no entorno do piso de baixa sinalizado pelo mercado de câmbio futuro, ou seja, R$ 1,82, um pouco abaixo, com os “players” principais deixando evidente descrença em queda abaixo de R$ 1,80, desde que o BC mantenha suas intervenções diárias com leilões de compra, e como os bancos estão ainda vendidos, é natural que atuem visando manter a taxa deprimida para que cubram suas posições a preços atrativos.

 

Dados divulgados pelo BC revelam que em base trimestral (jul/ago/1ª quinzena set), 6 bancos responderam por 75% do total de transações por volume no mercado de câmbio. Por outro lado, no período setembro de 2008 a junho de 2009, os 5 maiores bancos passaram a deter 77,4% dos ativos no país.

 

No exterior, as bolsas da Ásia e européias operaram em alta, e as bolsas americanas, após uma abertura volátil, apresentam alta, puxadas pela alta das “commodities”, inclusive petróleo.

 

Nos Estados Unidos foi divulgado o House Price Index com avanço de 0,3% em julho. O índice ficou abaixo das expectativas que projetavam avanço de 0,5%, idêntico ao de junho, após revisado.

 

Hoje tem início a reunião do FOMC do FED americano que se encerrará amanhã, havendo forte expectativa em relação à nota pós-reunião que deverá expressar um “diagnóstico” do órgão gestor da política monetária americana acerca de atividade econômica americana.

 

Também há muita expectativa em relação à reunião do G-20 que se realizará na próxima 5ª feira em Pittsburgh, onde o cenário econômico, crise, planos de apoio governamental, etc. serão abordados.

Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, Economista
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O mercado global terá dois eventos que merecerão muita atenção esta semana.

O mercado global terá dois eventos que merecerão muita atenção esta semana, visto que poderão dar um melhor sentimento/diagnóstico do momento da economia americana e das 20 mais importantes no cenário mundial.

 

Na quarta-feira, o FOMC do FED americano encerrará sua reunião e expressará, como habitual, por sua nota pós-reunião a percepção do organismo gestor da política monetária americana a respeito do momento da economia americana e perspectivas; na quinta-feira, em Pittsburgh, USA, ocorrerá a reunião do G-20 que discutirá a economia mundial desde o início do processo recessivo até o atual.

 

Os mercados acionários asiáticos, europeu, seguidos pelo americano exceto a Nasdaq, operam em baixa, mesclando movimento de realização de lucros e cautela já que é crescente a percepção de que pode ter havido exagerada precificação nos preços das perspectivas de melhora das economias, e parte ser decorrente tão somente da excessiva liquidez promovida pelos planos governamentais focando a crise internacional.

 

No Brasil, a BOVESPA opera em ligeira baixa, mas consegue se sustentar acima dos 60.000 pontos.

 

Em regra os papéis relacionados com “commodities” são os que mais repercutem o movimento, pois os preços das mesmas são muito sensíveis as perspectivas de retomada da atividade econômica mundial.

 

Nos Estados Unidos foi divulgado o Leading Indicators do Conference Board de agosto que repercute os índices antecedentes com alta de 0,6%, abaixo da projeção de 0,7% e abaixo do resultado de julho, revisado, de 0,9%.

 

O Boletim FOCUS do BC, que divulga as projeções medianas das instituições financeiras, neutraliza nesta edição a perspectiva de queda do PIB brasileiro em 2009, como vinha mantendo ao longo do ano, e a estabelece como estável, zero, mas acreditamos que provavelmente em suas próximas edições poderá vir a colocar esta projeção como positiva.

 

Revê a projeção do IPCA para os próximos 12 meses de 4,12% para 4,20%, repercutindo os mais recentes indicadores que evidenciaram pressões altistas no atacado. Na projeção para 2009 eleva-o discretamente de 4,30% para 4,31% e para 2010 reduz de 4,35% para 4,30%.

 

Revê a projeção do dólar para final do ano de R$ 1,81 para R$ 1,80.

 

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 556,0 MM na 3ª semana deste mês, acumulando no mês US$ 1,363 Bi e no ano totaliza superávit de US$ 21,331 Bi, acima dos US$ 19,319 Bi do mesmo período no ano passado.

 

A cotação muito baixa do preço da moeda americana sinaliza que pode estar estimulando as importações, que tiveram alta nesta 3ª semana de setembro no confronto com o mesmo período de agosto. É preciso analisar mais detidamente a qualidade das importações crescentes, que podem decorrer do aumento da atividade, o que seria normal, ou de produtos não essenciais que pela oportunidade do preço estejam ingressando para concorrer com a industria nacional, o que seria ruim.

 

Aparentemente, em termos Brasil, as captações externas por bancos e empresas, na forma de lançamento de bônus ou operações sindicalizadas envolvendo exportações, estão voltando à normalidade e para isto contribui as condições do país neste ambiente de crise internacional, que vem sendo amplamente reconhecidas como muito positivas pelos analistas internacionais.

 

Isto garante um fluxo financeiro adicional ao país, além daqueles investimentos diretos para o setor produtivo e os direcionados para aplicações em renda variável e renda fixa.

 

Ainda é perceptível que os exportadores estão represando dólares recebidos oriundos das exportações realizadas e em grande parte até já recebidas no exterior, e este fato retrai a contratação do câmbio, que acaba por repercutir nas estatísticas de fluxo cambial.

 

O mercado de câmbio brasileiro continua evidenciando que há um ponto de resistência de queda para o preço em torno de R$ 1,80, com tendência de buscar o piso de queda evidenciado pelo mercado futuro de dólar que é de R$ 1,82.

 

No mercado futuro de dólar os investidores estrangeiros praticamente “zeraram” o saldo de suas posições líquidas, enquanto os bancos elevaram o saldo líquido de suas posições compradas de US$ 430,0 MM para US$ 750,0 MM. Somente os investidores institucionais nacionais continuam elevando os saldos líquidos de suas posições vendidas que passaram de US$ 1,6 Bi para US$ 2,4 Bi. As posições no mercado de cupom cambial-DDI têm praticamente sido mantidas inalteradas.

 

Os bancos devem continuar com posições vendidas no mercado de câmbio à vista, por isso ainda há uma certa pressão sobre o preço da moeda americana no sentido de conter uma recuperação, porém há em perspectiva ingresso no país de enorme volume de recursos externos. Se o BC atuasse com seus leilões de compras somente sobre os excedentes e restringisse a participação somente aos bancos com posições compradas, certamente o preço da moeda americana retomaria parâmetros mais equilibrados e justos, no ambiente presente.

 

Sidnei Moura Nehme

Diretor Executivo, Economista

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O dia não tem indicadores econômicos importantes e o clima externo perdura de otimismo pelo fortalecimento do sentimento de que a recessão foi estancada.

O dia não tem indicadores econômicos importantes e o clima externo perdura de otimismo pelo fortalecimento do sentimento de que a recessão foi estancada, embora carregue na margem incertezas com as quais vem convivendo e sabe que só encontrarão solução no médio/longo prazo, o que certamente, com raras exceções, provocará que a recuperação efetiva da atividade econômica global já lenta e gradual.

 

Na próxima semana ocorrerá reunião do FED americano e aguarda-se novo posicionamento sobre o efetivo sentimento sobre a recessão, se já acabou ou se continua “provavelmente” tenha acabado. A economia americana tem gerado indicadores favoráveis ao entendimento de que a recessão possa ter acabado, porém há problemas conhecidos nas instituições financeiras que não vêm sendo mantidos em destaque na mídia e que ainda afetam o fluxo do crédito, que é um fator determinante para a retomada da atividade econômica. No consumo há sinais favoráveis, mas o instrumento principal utilizado no consumo pelos americanos, os cartões de crédito, batem recorde de inadimplência. No setor imobiliário há sinais de retomada da atividade, mas há também um grande estoque de imóveis usados que foram retomados pelas instituições financiadoras e isto continua acontecendo. O desemprego continua sendo um problema relevante, tendo atingido na média 9,7%, porém Michigan chegou a 15,2%, Nevada 13,2%, Rhode Island 12,8%, Califórnia e Oregon 12,2%, e este cenário afeta a capacidade de consumo do americano.

 

Os Estados Unidos são carentes de financiamento externo constante de seu endividamento e o resultado do fluxo de capitais estrangeiros para o país em julho sinalizou um alerta, ao ter registrado tão somente US$ 15,3 Bi ante projeção de US$ 60,0 Bi, tendo como causa principal a redução das compras por estrangeiros de obrigações do Tesouro americano, algo como 64,3% quase US$ 44,1 Bi.

 

Os resultados da recessão ainda induzem as populações americanas e européias a uma visão negativa sobre a economia, apesar da aparente melhora da confiança.

 

Contudo, as bolsas americanas continuam operando em alta, baseadas em resultados corporativos.

 

No Brasil, que vive momento de muito otimismo com perspectivas que possa até conseguir neutralizar a queda do PIB este ano, a arrecadação federal caiu pelo 10º mês seguido em agosto.

 

Em São Paulo, a confiança dos consumidores atingiu neste mês o maior nível desde abril de 2008, subindo 4,5%, ficando em 146,1 pontos.

 

A FGV divulgou o IGP-10 que evidencia a recuperação dos preços industriais e agropecuários no atacado interrompendo neste mês uma sequência de 3 meses de deflação. O IGP-10 subiu 0,35% após queda de 0,60% em agosto. O IPA subiu 0,46% após queda de 1,04% em agosto e o IPC subiu 0,24% abaixo do 0,26% de agosto.

 

No mercado de câmbio à taxa cambial continua evidenciando o movimento tentativo de romper o piso baixo de R$ 1,80, mas percebe-se que encontra resistência neste ponto.

 

No mercado futuro de câmbio especificamente não se percebe nem por parte dos bancos, que estão vendidos em suas posições no mercado de câmbio à vista, e, nem por parte dos investidores estrangeiros movimentos que possam insinuar atitudes especulativas. Os bancos reduziram ontem neste segmento suas posições líquidas compradas de US$ 680,0 MM para US$ 430,0 MM e os investidores estrangeiros reduziram suas posições líquidas vendidas de US$ 800,0 MM para US$ 300,0 MM, merecendo destaque o fato dos investidores institucionais nacionais persistirem aumentando suas posições líquidas vendidas, que passaram de US$ 1,05 Bi para US$ 1,6 Bi.

 

Os bancos, por estarem vendidos no mercado de câmbio à vista e, aparentemente, sem “hedge” no mercado futuro para protegê-las, tendem a continuar atuando contingenciando a alta do preço da moeda americana, quem sabe, com o objetivo de cobri-las com as ofertas previstas de captações no exterior por empresas brasileiras e com a melhora do fluxo para a BOVESPA.

Entendemos ser difícil e sustentável que a moeda americana tenha preço abaixo de R$ 1,80, desde que o BC continue retirando os excedentes do fluxo positivo cambial com seus leilões de compra, mas, idealmente, deveria limitar-se somente aos excedentes efetivos, não indo além disto.

Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, Economista
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