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Archive for Agosto, 2009

A volatilidade tende a prevalecer no mercado financeiro internacional.

A volatilidade tende a prevalecer no mercado financeiro internacional, já que os números que vêm sendo gerados pelas economias alternam-se entre otimistas, menos ruins e pessimistas, e ocorrem, por vezes, de forma não alinhada com as projeções dos analistas.

 

A Europa, cujas projeções admitiam maior grau de dificuldades de recuperação no confronto com as possibilidades da economia americana, acaba atropelando com um PIB na eurozona no 2º trimestre recuando somente 0,1% ante projeção de queda de 0,4%, mas apontando as saídas da Alemanha e França da recessão econômica com PIB´s no 2º trimestre com crescimento de 0,3%, enquanto que os dados do seguro desemprego americano voltaram de forma imprevista a subir, bem como as vendas de varejo recuaram 0,1% ante projeção de alta de 0,8%.

 

Estes movimentos afetam o comportamento da relação paritária do dólar ante as moedas fortes e provocam comportamentos mutantes das bolsas americanas e européias, ocasionando volatilidade.

 

No Brasil, a idéia de que a taxa SELIC de 8,75% seria a definitiva para este ano passa por reavaliação dos analistas e o mercado de juro já demonstra sensibilidade a respeito da possibilidade de novos cortes.

 

Espaço há, a inflação tem demonstrado números que sugerem pelo menos um corte de mais 0,50%, em dose única ou parcelada.

 

Esta possibilidade seria positiva no sentido de estimular ainda mais a economia interna, e mais um incentivo para o setor produtivo brasileiro que tem sido menos reagente do que os demais.

 

Não se pode perder de vista que a redução do juro seria positiva também para dar suporte à taxa cambial.

 

No mercado de câmbio ocorre volatilidade no entorno de R$ 1,82 e identificamos resistência neste ponto para a continuidade da apreciação do real.

 

Como temos salientado, no nosso entendimento, a apreciação do real no mercado de câmbio é conseqüência de movimentos que ocorrem no mercado futuro de câmbio induzindo o preço da moeda americana à queda especulativamente com a formação de posições vendidas em cupom cambial e futuro de dólar por investidores estrangeiros e bancos, visando otimização do ganho da variação cambial, num cenário em que a autoridade monetária não tem instrumentos técnico-operacionais para coibir.

 

Contudo, há dois cenários em que este tipo de especulação se desenvolve:

 

·          a partir de movimentos estabelecidos pelos especuladores, sem a presença do BC com instrumentos financeiros no mercado futuro de câmbio; e

·          a partir de movimentos estabelecidos pelos especuladores, com a presença do BC com instrumentos financeiros denominados “swaps cambiais reversos” no mercado futuro de câmbio.

 

No cenário sem a presença do BC, os especuladores ficam expostos ao risco efetivo de conduzir o preço da moeda americana a nível excessivamente baixo e acabar num contexto de mercado com escassa liquidez, pois a taxa cambial deprimida inibe a oferta no mercado futuro de câmbio, e assim torna-se difícil a realização dos lucros acumulados nas posições especulativas. Por isso, a apreciação do real é conduzida até parâmetros em que o especulador entenda que não ocorrerá o “córner” da não liquidez de suas posições vendidas por falta de oferta que possibilite revertê-las.

 

No cenário com a presença do BC, os especuladores assumem a posição vendida de dólar no mercado futuro de câmbio ao participar da operação de colocação dos “swaps cambiais reversos” por parte da autoridade monetária. A estrutura destes instrumentos financeiros deixa o BC com direito a variação cambial positiva e com o ônus do juro a favor dos “players”. Os “players” em desencadeiam movimento especulativo de apreciação do real, gerando, portanto, variação cambial negativa para a autoridade monetária, objetivando o duplo ganho do juro e da variação cambial. Com movimentos especulativos desenvolvidos a partir dos “swaps cambiais reversos”, diferente do movimento espontâneo de especulação sem participação do BC, não há preocupação com a falta de liquidez e, portanto, a apreciação do real pode ser maximizada, como aconteceu na fase antecedente a crise, quando o preço da moeda americana chegou a R$ 1,50, pois a liquidez está garantida pela própria autoridade monetária que terá que reverter o “swap cambial reverso” que colocou no mercado. 

 

Em razão das circunstâncias expostas é que temos salientado que o BC deve atuar com leilões no mercado de câmbio à vista retirando os excedentes do fluxo, porém sem tornar as posições dos bancos em “vendidas”, o que não faz nenhum sentido e também é totalmente ineficaz no objetivo de conter a apreciação do real, pelo contrário pode estimulá-la de forma a que estas posições venham a ser cobertas com moedas a preço mais baixo. E também, entendemos que não deva realizar quaisquer intervenções no mercado futuro de câmbio utilizando os “swaps cambiais reversos”, que é absolutamente errático, e que provoca efeitos diretamente inversos ao objetivo teórico.

 

Assim, o limite da queda sobre o qual o BC não tem poder de contração acaba determinado pelo movimento especulativo no mercado futuro e que ante o risco da não iliquidez não será tão exacerbada quanto seria se houvesse a intervenção.  Na sequência tornar-se-á inviável a sustentação pela especulação da apreciação do real e com a continuidade do fluxo de recursos para o país, os novos investidores procurarão o mercado futuro de câmbio para realizar efetivamente “hedge”, ou seja, comprar no mercado de câmbio futuro o equivalente as divisas convertidas para reais para aplicação na BOVESPA e em títulos de renda fixa, e assim a demanda acabará fortalecendo o preço da moeda americana, neutralizando a apreciação do real.

 

No nosso entender, a formação do preço da moeda americana no nosso mercado de câmbio tem inúmeros vetores, com a grande maioria de natureza interna, sendo um verdadeiro jogo de xadrez, e é preciso atentar para os movimentos das peças, e isto tem um grau de complexidade nem sempre muito transparente, por isso as justificativas caem no comum de atribuir-se, simplistamente, ao fluxo cambial.

 

Na nossa visão, o BC acentuar os volumes de compra de dólares no mercado à vista não é a solução para o quadro atual. O mercado de câmbio no Brasil é flutuante e o próprio mercado conduzirá o preço da moeda americana ao equilíbrio, e, excepcionalmente, o BC deverá continuar esterilizando do mercado à vista somente os excedentes, aumentando as reservas cambiais do país, o que lhe permite assegurar que não tem o objetivo de interferir no preço do mercado cambial.

 

Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, Ecomonista

NGO CORRETORA DE CÂMBIO

www.ngo.com.br

 

O FOMC americano manteve a taxa de juros americana no intervalo entre zero e 0,25% .

O FOMC americano manteve a taxa de juros americana no intervalo entre zero e 0,25% e manifestou-se na nota pós-reunião salientando que a economia americana estabilizou-se no processo de queda com discretos sinais de melhora da economia, o que mereceu traduções mais enfáticas dos analistas levados pela ansiedade de construir otimismo. E decidiu ainda por postergar por mais um mês o programa do FED de compra de ativos, mas diminuirá gradualmente o ritmo das aquisições, encerrando estas operações em outubro.

 

Certamente o FOMC/FED foi mais comedido no entusiasmo a respeito das perspectivas da economia americana do que o mercado, razão pela qual reiterou que manterá a taxa de juro inalterada ainda por um longo período.

 

O mercado financeiro americano reagiu favoravelmente ao anunciado, porém já não consegue fazer com que o seu entendimento com viés otimista se sobreponha aos dados da economia real americana. Hoje dados divulgados revelam inesperado aumento de pedidos de seguro desemprego na semana até dia 8 registrando 558.000, ante projeção de 545.000, interrompendo a tendência de redução que vinha sendo mantida desde junho. Pior ainda foi o dado também divulgado hoje indicando que as vendas no varejo caíram 0,1% em julho ante projeção de crescimento de 0,8%. Dados concretos da economia americana deixam evidentes que a recessão pode estar sendo contida, mas há um longo caminho até a economia recompor ritmo recuperatório.

 

O PIB da eurozona no 2º trimestre apresentou queda de 0,1%, após queda de 2,5% no 1º trimestre, sendo o quinto trimestre consecutivo de declínio, mas o dado é significativamente menos ruim. Na União Européia a queda foi de 0,3% após queda de 2,4% no 1º trimestre.

 

As bolsas americanas reverteram a alta do início dos negócios repercutindo os dados e operam em baixa, com possibilidade de volatilidade na continuidade dos negócios.

 

No Brasil, o cenário de recuperação da atividade econômica tem dados mais consistentes do que na economia americana. As vendas no varejo cresceram 1,7% em junho e 4,4% no semestre conforme informa o IBGE, e, na comparação com junho de 2008 a alta é de 5,6% e em 12 meses o crescimento é de 6,2%. A FGV divulgou projeção, a partir da carga total consumida de energia elétrica da Eletropaulo, de que a produção industrial de São Paulo deve ter aumentado 2,5% em julho.

 

A BOVESPA opera em alta, porém com um viés sugestivo de realização de lucros.

 

O BC divulgou ontem o fluxo cambial da 1ª semana de agosto com um superávit de US$ 2,255 Bi, dos quais o BC adquiriu através os leilões de compra US$ 779,0 MM, e os restantes US$ 1,476 MM acabaram por cobrir as posições vendidas que os bancos vinham mantendo no montante de US$ 1,518 Bi.

 

Este tema foi objeto de nosso comentário específico ontem, mas é oportuno voltar a ressaltar que o BC corrigiu a dinâmica de sua atuação, que no nosso entendimento era errática, limitando as suas compras ao ponto em que os bancos fiquem zerados em suas posições, evitando continuar estimulando a formação de posições vendidas, primeiramente, por não ter sentido aumentar as reservas cambiais com os bancos repassando para os estoques recursos oriundos de linhas de crédito externas, utilizadas para dar suporte as posições vendidas, e, também porque incentivar posições vendidas pelos bancos estimula a apreciação do real.

 

Como expusemos detalhadamente na matéria específica divulgada ontem, entendemos que há fatores limitantes para queda do preço da moeda abaixo de R$ 1,80, da mesma forma que há também fatores que limitam a alta acima de R$ 1,90. Especular abaixo de R$ 1,80 representa grande risco de perda para o especulador no cenário atual e a alta acaba por atrair os exportadores que estão represando volume considerável de recursos de exportações liquidadas no exterior aguardando melhora do preço e assim quando isto ocorre comparecem com a oferta.

 

O mercado futuro de câmbio não tem alterado substantivamente posições de bancos e estrangeiros, provavelmente devido à baixa liquidez.

 

Com o BC mantendo-se firme no posicionamento de não atuar no mercado futuro de câmbio, já que não existem razões e nem instrumentos eficazes por parte da autoridade para inibir a apreciação do real de cunho especulativo, e, mantendo a dinâmica de retirar do mercado à vista os excedentes sem avançar a ponto de tornar as posições dos bancos vendidas, a taxa cambial, cumpre a intervenção possível.

 

Preocupante a notícia, veiculada pela Folha de São Paulo, de que o BC decidiu intensificar as compras de dólares com o objetivo de suavizar o processo de valorização do real em relação ao dólar.

 

A atuação do BC no mercado à vista deve ter como fator limitante o excedente do fluxo cambial, sem, contudo, tornar as posições dos bancos em vendidas, caso contrário passa ser estimulante exatamente do contrário do objetivo teórico, ou seja, impulsiona a apreciação especulativa do real por parte dos bancos. Quando ficam vendidos, os bancos visam captar recursos em reais com a utilização de linhas externas de baixo custo para direcioná-los para as carteiras de crédito de alto rendimento, e tem como agregado ao custo da captação a variação cambial, que podem neutralizar fazendo “hedge” no mercado futuro de câmbio, porém se decidir otimizar o custo da captação através uma variação cambial a favor, não fazem o “hedge” de imediato e atuam apreciando o real para realizar o “hedge” num patamar mais baixo do que foi construída a posição vendida.

 

O grande problema do país é que a sua equação macroeconômica é de falta de poupança interna, ocorre então o déficit em transações correntes e é necessário o financiamento externo que determina fluxo de recursos do exterior, que faz pressão baixista na formação do preço da moeda americana. Além disto, o nível de juro proporcionado pelo país é incompatível com o nível de risco que o país detém conceitualmente no mercado internacional e isto atrai capitais especulativos, e, no comércio exterior ocorre um saldo muito elevado para os volumes envolvidos.

 

Para este cenário, o BC tem agido para evitar apreciação maior do real, com uma estratégia de acúmulo de reservas cambiais com elevado custo financeiro, já que sem poupança, compra dólares injetando reais no mercado e depois os esteriliza com a emissão de títulos com conseqüente aumento da dívida pública em reais, e assume um custo da diferença do custo de captação em reais e aplicações em dólares.

 

Contudo, o país tem um mercado de derivativos muito sofisticado e que estimula movimentos especulativos no mercado futuro de câmbio, para os quais o BC não tem instrumento técnico operacional adequado para conter, onde os especuladores buscam otimizar ganhos nos investimentos no país, não só nas aplicações em si, mas também sobre a moeda com uma variação cambial favorável e deste movimento surge a pressão maior de apreciação do real, e este fato foge à percepção ou não é enfatizado pelos analistas.

 

Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, Economista
NGO CORRETORA DE CÂMBIO

www.ngo.com.br

 

FLUXO CAMBIAL - PERÍODO DE 3 A 7 DE AGOSTO DE 2009.

COMERCIAL – US$

 

EXPORTAÇÕES

US$

2,180 BI

IMPORTAÇÕES

US$

2,621 BI

(-) NEGATIVO

US$

441 MM

 

 

FINANCEIRO – US$

INGRESSOS

US$

7,688 BI

 SAÍDAS

US$

4,992 BI

(+) POSITIVO

US$

2,696 BI

 

 FLUXO CAMBIAL POSITIVO

US$

2,255 BI

 

 

 (-) COMPRAS DO BC NO PERÍODO

US$

779 MM  

 

FLUXO CAMBIAL “NET” PARA O MERCADO

(-) NEGATIVO

US$

1,476 MM

 

O fluxo cambial no período de 3 a 7 de agosto mês  fechou positivo em US$ 2,255 Bi, contudo, ao considerar-se o total de US$ 779 MM retirado pelo BC através seus leilões diários de compra, o fluxo cambial líquido na 1ª semana de agosto consolida-se positivo em US$ 1,476 Bi.

Os bancos encerraram o mês de julho com posições vendidas de US$ 1,518 MM, que assim, consequentemente foram reduzidas para vendidas em US$ 42 MM.

Relevante mudança de diretriz adotada pelo BC ficou evidente, e, saliente-se para melhor, ao retirar do mercado o excedente do fluxo, sem, contudo, tornar as posições dos bancos vendidas, como vínhamos apontando como procedimento incorreto, pois, não havia coerência em aumentar as reservas cambiais brasileiras com base em captação de linhas externas por parte dos bancos, que é o que ocorre quando ficam com as posições vendidas, e, ainda, estimulando a formação de posições vendidas pelos bancos, acabava por criar foco especulativo, pois os bancos agiam no sentido de apreciar o real, para cobrí-las com lucro.

Neutralizando o impacto do fluxo cambial positivo no mercado à vista e assim evitando que deste fato decorra a apreciação do real e não atuando no mercado futuro de câmbio  injetando liquidez através os “swaps” cambiais reversos, inibe a continua apreciação do real, pois com a taxa muito baixa torna-se escassa a oferta por outros “players” neste segmento e assim os “especuladores” acabam por ficar num “córner”, pois se continuarem pressionando especulativamente a apreciação do real não conseguirão realizar os lucros acumulados nas posições vendidas.

Este ponto limite foi sinalizado como pouco acima do preço de R$ 1,80, onde ocorre a resistência à continuidade da apreciação do real e surge a tendência de reversão da apreciação do real para valorização da moeda americana.

Neste nível de taxa, aumenta o risco com variação cambial e isto inibe a estratégia que vinha sendo praticada pelos investidores estrangeiros direcionados a BOVESPA e papéis de renda fixa que consistia em não realizar o “hedge” comprando os dólares convertidos a reais no mercado à vista no mercado futuro e, sim, optando por criar posição vendida e induzir a apreciação do real para obter ganho adicional da variação cambial. Com o preço neste nível, o risco cresce muito, e não é conveniente arriscar, assim passam a procurar o “hedge” efetivo e isto tem um impacto de apreciação do preço da moeda americana.

Em razão disto é que se viu uma melhora no preço do dólar ao início desta semana, que recrudesceu por influência do aumento da oferta no mercado à vista, estimulada exatamente pela melhora da taxa cambial.

Assim, é possível projetar que o preço da moeda americana no curtíssimo prazo oscile entre R$ 1,80 e R$ 1,85, esporadicamente, até R$ 1,90, já que haverão forças que contêm a queda e a alta fora destes parâmetros.

Os números deixam evidente que não é o fluxo cambial em si a causa da apreciação do real, mas sim os movimentos no mercado futuro de câmbio conseqüentes dos ingressos de investidores no país, o que nem sempre é observado pela grande maioria que expressa opiniões acerca desta queda relevante no preço da moeda americana.

Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, Economista
NGO CORRETORA DE CÂMBIO
www.ngo.com.br

O Banco Central do Brasil que havia tornado público que estava “zerado” no mercado futuro de câmbio ao início de julho.

O Banco Central do Brasil que havia tornado público que estava “zerado” no mercado futuro de câmbio ao início de julho, tendo posições ativas e passivas equivalentes, agora em entrevista do seu Diretor de Política Monetária, divulga que, segundo texto da reportagem, desmontou completamente suas posições no mercado futuro de câmbio, não ficando claro se ainda existem posições equivalentes ou se não existem mais posições, contudo, o fato não agrega impacto novo ao já divulgado ao início de julho em termos de influência nos negócios naquele segmento, simplesmente confirma a ausência operacional da autoridade monetária, o que é positivo.

 

Não há problemas de confiança no país que justifiquem a utilização dos “swaps cambiais” que é um instrumento para tempos de crise e visam atender pressão decorrente de insegurança por “hedge”, e, a utilização dos ‘swaps cambiais reversos” se revelou um instrumento fomentador de especulação apreciando o real, efeito contrário a sua finalidade teórica, não sendo um instrumento recomendável para conter queda acentuada do preço da moeda americana.

 

Temos ressaltado que o BC não tem instrumento técnico operacional para conter movimentos pontuais no mercado futuro de câmbio objetivando artificializada apreciação do real, e a notícia não altera este cenário, que só pioraria se a autoridade utilizasse os “swaps cambiais reversos”, sendo muito positiva a manifestação do posicionamento de não utilização deste instrumento.

 

A atuação do BC com leilões de compra no mercado de câmbio à vista é pontual e correta, porém deve limitar-se a esterilizar do mercado os excedentes do fluxo cambial e não mais do que isto, para não acabar provocando posições vendidas por parte dos bancos, que acabam também alavancando as apreciações do real.

 

No nosso entender o mercado de câmbio à vista tende a apresentar volatilidade, como conseqüência do fato dos agentes, que vem mantendo posições vendidas no mercado futuro de câmbio, deixarem transparecer que com o preço abaixo de R$ 1,80 não terão liquidez para reversão destas posições e realização dos lucros. Contudo, os bancos também estão vendidos no mercado à vista de câmbio e também desejam cobri-las com lucro.

 

A volatilidade surge a partir do interesse destes agentes em realizar estes lucros acumulados e agindo neste sentido pressionam a taxa cambial que começa a elevar-se no mercado futuro com repercussões no mercado à vista, e em contrapartida os exportadores ganham motivação para aumentar a oferta de divisas no mercado à vista oriundas de suas exportações já liquidadas e com as contratações de câmbio contidas, e, mais com a melhora do fluxo cambial, e assim a taxa cambial consequentemente volta a cair então a partir do mercado à vista, porém causando redução de liquidez no mercado futuro.

 

Esta alternância entre a cobertura das posições vendidas no mercado à vista e no mercado futuro, com a oferta mais acentuada no mercado à vista, acaba provocando a volatilidade.

 

Entretanto, continuamos com a percepção de que o preço da moeda, apesar da volatilidade, tenha um viés mais tendente a recuperar preço do que acentuar a queda.

 

O mercado internacional continua construindo um ambiente de otimismo, valorizando os dados positivos e sobrepondo-os aos dados negativos, mas, vez ou outra se deixa afetar pelo retorno pontual dos “fantasmas” que ainda perduram sem solução, como a situação dos ativos podres em poder dos bancos e que, ocasionalmente, como ontem, são apontados por consultorias acreditadas de que podem impor prejuízos muito mais significativos do que os assumidos até então pelo sistema financeiro.

 

A convivência com este cenário com predominância de dados contraditórios acaba por determinar a volatilidade nos mercados acionários, muitos dos quais precificaram muito forte os sinais iniciais de melhoria de algumas economias.

 

Hoje é dia de otimismo, os resultados corporativos animam os negócios mesmo quando são menos ruins do que os previstos e dados econômicos menos ruins e não rigorosamente melhores acabam sobrepondo-se aos dados negativos.

 

A BOVESPA que teve fluxo positivo de R$ 1,269 Bi na 1ª semana de agosto, recupera-se hoje e opera em alta, e hoje ocorre vencimento de índice onde deve prevalecer os “comprados”, mas não se pode descartar volatilidade.

 

As bolsas asiáticas puxadas pela Bolsa de Shangai operaram em baixa, mas as européias e as americanas operam com otimismo no campo positivo, com dados de déficit comercial americano de US$ 27,0 Bi, abaixo da projeção de US$ 28,7 Bi,com as exportações crescendo 2,0% e importações crescendo 2,4% , neutralizando o anúncio de queda da produção industrial na eurozona ter caído 0,6% em junho na comparação com maio, ante projeção de alta de 0,3%.

 

Há forte expectativa em relação à reunião do FOMC que será encerrada hoje, principalmente em relação à nota pós-reunião e as diretrizes que poderão ser anunciadas, havendo preocupação, hoje menor do que ontem, de que o FED possa iniciar a retração das medidas de ampliação de liquidez dos mercados, que poderia ser, em tese, um sinal inicial de tendência à elevação da taxa de juro proximamente.

 

Os “treasuries” de 10 anos apontam rentabilidade de 3,692%. O petróleo está sendo cotado a US$ 69,90 na Nymex.

 

Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, Economista
NGO CORRETORA DE CÂMBIO LTDA.

www.ngo.com.br

O mercado de câmbio sinaliza que o movimento, fundamentalmente especulativo, que vinha impondo a contínua apreciação do real…

O mercado de câmbio sinaliza que o movimento, fundamentalmente especulativo, que vinha impondo a contínua apreciação do real, pode ter atingido o ponto crítico de suporte ao aproximar o preço da moeda americana de R$ 1,80, levando os agentes que vinham articulando o movimento a partir de posições no mercado futuro de dólar na BM&F, e, também, a partir das posições vendidas no mercado de câmbio à vista,  que acabaram sendo erraticamente fomentadas pelo próprio BC ao comprar volumes de dólares acima do fluxo cambial excedente do mercado, ao desmonte gradual.

 

Como enfaticamente destacamos ao longo de semanas, ante a ausência de instrumento técnico operacional utilizável pelo BC como antídoto ao movimento, somente os próprios gestores do movimento especulativo é que poderiam determinar a reversão do mesmo, conduzindo assim o preço da moeda americana à recuperação no nosso mercado de câmbio.

 

Certamente houve a percepção de que além daquele preço ocorreria a inviabilização de reversão e realização do lucro contido nas posições, pois não ocorreram movimentos correlatos buscando o mesmo objetivo como as “arbitragens” que tem forte impacto de apreciação do real e nem o BC cometeu o equívoco de tentar conter o movimento com a colocação de “swaps cambiais reversos”, que contrariamente ao objetivo teórico levaria a apreciação do real à intensificação.

 

O cenário da economia americana ainda é muito contraditório, apesar das projeções otimistas que estão sendo geradas pelos analistas, porém os dados do “payroll’ apontando reação do emprego, com cortes menores de postos de trabalho e recuo do desemprego, fortalece a perspectiva de que o dólar pode recuperar-se frente às demais moedas fortes, e, hoje, o dado da produtividade dos trabalhadores americanos no setor não-agrícola crescendo a uma taxa anualizada de 6,4% no 2º trimestre deste ano e os custos do trabalho por unidade recuando 5,8% no mesmo período, sendo o mais expressivo desde o 3º trimestre de 2003, são sinais relevantes da atividade econômica. A economia americana é dependente do comportamento do emprego, renda e consumo, pois 70% do PIB é originado do mercado interno.

 

Um cenário que pode estar sugerindo um dólar não tão fragilizado no mercado internacional e a desmistificação da tese de que é o fluxo cambial incessante e relevante que aprecia o real no nosso mercado de câmbio à vista, combinado com a percepção de que o BC retira os excedentes do fluxo com os leilões e o movimento ocorre artificializado a partir do mercado futuro de dólar, e que há limites para a apreciação do real, caso contrário os especuladores ficam na posição de lucro, porém sem condições de realização por ausência de oferta e liquidez, pode estar fortalecendo o desmanche do movimento especulativo, inicialmente a partir da redução das posições vendidas dos bancos no mercado de câmbio à vista.

 

No mercado futuro de dólar, envolvendo cupom e futuro de dólar, as posições não estão se alterando o que pode estar evidenciando já a falta de liquidez, que certamente retornará a partir da elevação do preço da moeda americana.

 

Inegavelmente, um corte a mais na SELIC seria muito importante para fechar espaços que ainda estimulam especulações.

 

O IGP-M divulgado hoje pela FGV em sua 1ª prévia apontou deflação de 0,68%, o triplo da deflação da 1ª prévia de julho que apontou 0,23%, com quedas no atacado, varejo e construção.

  

A China anunciou que suas exportações caíram 23% em julho em relação a um ano atrás, porém tiveram alta de 10,4% em relação a junho deste ano, enquanto as importações caíram 14,9% em ritmo anual. A produção industrial chinesa teve alta de 10,8% em julho e as vendas no varejo aumentaram 15,2%. No segundo trimestre a economia chinesa registrou um crescimento de 7,9% em ritmo anual.

 

A Rússia anunciou queda de 10,9% no seu PIB no 2º trimestre comparado com idêntico período do ano passado, abaixo do esperado que estava entre 8,7% a 10,0%. Contudo, o PIB do 2º trimestre cresceu 75% em relação ao 1º trimestre.

 

O Banco Central do Japão manteve a taxa de juros em 0,1%, salientando que a economia deixará de piorar com base no aumento das exportações e da produção.

 

As bolsas americanas operam em baixa com realização de lucros, havendo novas preocupações com os bancos, em especial de pequeno porte, e a surpresa negativa com os números dos estoques do atacado que recuaram 1,7% em junho ante projeção de recuo de 0,9% e dado de maio revisado de negativo 0,8% para 1,4%.

 

Há também expectativa em relação à reunião do FOMC que será encerrada amanhã, não se esperando mudança na taxa de juro, mas concentrando o foco na nota pós-reunião.

 

A BOVESPA ante o clima negativo no exterior e como é fortemente dependente dos investidores estrangeiros, também opera realizando lucros, já que tecnicamente os preços das principais ações estão sendo considerados elevados.

 

Os “treasuries” de 10 anos em valorização fecham as curvas de juros “yeld” indicando rentabilidade de 3,705%. O petróleo em queda está sendo cotado a US$ 69,02 o barril na NYmex.

 

 

Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, Economista
NGO CORRETORA DE CÂMBIO

www.ngo.com.br

 

O mercado de câmbio vem revelando ponto de resistência à manutenção da apreciação do real .

O mercado de câmbio vem revelando ponto de resistência à manutenção da apreciação do real na medida em que se aproximou do preço de R$ 1,80, permitindo que se possa considerar como presumível patamar entendido pelos especuladores como limite de baixa em que consideram  possível a reversão de suas posições no mercado futuro com lucro.

 

Como temos salientado, a ação do BC comprando os excedentes no mercado de câmbio à vista equilibra ou predominantemente, até equivocadamente, torna o fluxo cambial líquido negativo, o que, em tese, seria bastante para estabilizar e proteger a formação de preço da moeda americana mais equilibrada e compatível, porém, como o fator que vem determinando a apreciação do real decorre predominantemente do mercado futuro de dólar, onde ocorre movimento especulativo para o qual o BC não tem estratégias técnicas eficazes, a interrupção da queda na cotação do dólar está à mercê da atitude dos próprios especuladores.

 

Bancos e investidores estrangeiros vêm mantendo praticamente inalteradas suas posições no mercado futuro de cupom cambial de US$ 3,3 V e US$ 2,6 C, respectivamente. As mutações das posições líquidas vem ocorrendo no mercado futuro de dólar propriamente dito, com os bancos registrando na sexta-feira (dia 7) US$ 1,0 V e os estrangeiros US$ 1,6 V. Importante salientar que os bancos estão vendidos também no mercado de câmbio à vista.

 

Identificamos um viés de redução destas posições, o que sugere que possamos estar num momento em que o preço da moeda americana esteja mais propenso a buscar R$ 1,90 do que cair abaixo de R$ 1,80.

 

A balança comercial brasileira apresentou superávit de US$ 935,0 MM na 1ª semana de agosto. No ano o superávit acumula US$ 17,848 Bi, 22,4% superior aos US$ 14,587 Bi apurados no mesmo período do ano passado.

 

A inflação que vem repetindo índices apontando-a em queda, como o IPCA de julho que ficou em 0,24% após 0,36% em junho, acumulando nos últimos 12 meses 4,5% e nos 7 meses deste ano 2,8%, teve revelado hoje o IPC-S da FGV com alta de 0,36%, após 0,34% no fechamento de julho.

 

O Boletim FOCUS divulgado com data de 7 (sexta-feira) contendo as projeções medianas de 100 instituições financeiras, apontou um revisão para melhor do IPCA para os próximos 12 meses reduzindo-o de 4,08% para 4,07% e da mesma forma alterou o IPCA-2009 de 4,50% para 4,40% e 2010 de 4,35% para 4,32%. Melhorou também a projeção do PIB 2009 de negativo 0,38% para negativo 0,35%. O dólar final do ano continuou projetado a R$  1,90 e a SELIC em 8,75%. Contudo, acentuou negativamente a projeção para a queda da produção industrial em 2009 de 6,0% para 7,31%.

 

A indústria automobilística após a forte performance impulsionada pela redução tributária concedida pelo governo federal, apresentou em julho contração de 11,5% na produção comparada com o mesmo mês de 2008 e em relação a junho a contração foi de 0,9%  e as exportações revelaram queda de 50%.

 

As bolsas americanas e européias operam em baixa com realização de lucros depois da alta da última sexta-feira puxada pelos dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos, com as perdas de vagas registrando 247 mil ante projeção de 328 mil e com o índice de desemprego caindo de 9,5% para 9,4% ante projeção de 9,6%.

 

Há muitos dados da economia americana, que serão divulgados nesta semana, relacionados com o comércio varejista, mercado de trabalho, comércio exterior, etc., além da reunião do FOMC que poderá permitir uma visão mais efetiva da percepção das autoridades americanas acerca da política monetária e economia americana.

 

Ocorrem muitas manifestações dos mais diferentes setores buscando “reanimar” as perspectivas em relação à economia americana, porém nem mesmo dado como o do desemprego divulgado na sexta-feira, conseguem prolongar os seus efeitos sem que ocorra movimento de realização de lucros nas bolsas.

 

A BOVESPA está sustentando movimento de alta, suportada por movimento pontuais nos papéis ligados às “commodities”, em especial COSAN e Petro, porém os preços atuais ainda mantém a visão de que os papéis estão caros, o que deixa em perspectiva ainda um movimento de realização antes que retome de forma suportada tendência de alta.

 

Nos Estados Unidos os “treasuries” de 10 anos apontam rentabilidade de 3,836%. O petróleo está cotado a US$ 71,05 o barril na Nymex. O euro vale US$ 1,4169. Libra US$ 1,6576 e Yens 97,28 valem US$ 1,00.  

 

Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, Economista
NGO CORRETORA DE CÂMBIO
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O Banco Central do Brasil divulgou, ontem, o fluxo cambial do mês de julho com resultado positivo de US$ 1,270 Bi.

O Banco Central do Brasil divulgou, ontem, o fluxo cambial do mês de julho com resultado positivo de US$ 1,270 Bi, porém ao longo do mês retirou do mercado US$ 2,164 Bi, o que tornou o fluxo cambial líquido para o mercado negativo em US$ 894,0 MM, e este é o que efetivamente impacta na formação do preço da moeda americana.

 

Com este resultado teve continuidade o contraditório de ocorrência da apreciação do real em ambiente que evidencia o fluxo cambial líquido negativo, e isto, além de confirmar que a queda excessiva do preço da moeda americana não é determinada pelo impacto do fluxo, indica que este movimento vem sendo determinado a partir do mercado futuro de dólar, onde os investidores estrangeiros que ingressam com recursos direcionados para a BOVESPA e títulos de renda fixa, fomentam através a formação de posições vendidas especulativas a apreciação do real, visando obter ganho de variação cambial além dos ganhos diretos nas aplicações.

 

Este é um cenário perverso, pois conduz o preço da moeda americana a um processo de depreciação forte, sem que o BC tenha instrumentos de contenção, e não há como se projetar qual um piso possível de baixa, que fica totalmente à mercê da racionalidade dos especuladores, evitando que caminhem para um “córner” em que não consigam prover suas posições com liquidez para reversão e realização dos ganhos.

 

Merece, também, observação o fato do BC persistir com os seus leilões comprando além dos excedentes, o que não faz senso, pois promove que os bancos fiquem com as suas posições vendidas no mercado de câmbio à vista, o que tem em contrapartida a utilização pelos mesmos de linhas externas. Assim, o BC acaba elevando as reservas cambiais do país com divisas que têm origem em linhas externas de crédito obtidas pelos bancos, e isto parece fora do contexto do objetivo da autoridade, pois gera um aumento de ativo com aumento de passivo.

 

Ademais, ao promover o aumento das posições vendidas dos bancos no mercado de câmbio à vista, no mês de julho elevadas de US$ 524,4 MM para US$ 1.518,7 Bi, a autoridade acaba por fortalecer outro “front” de pressão pró-apreciação do real.

 

As posições vendidas dos bancos são excelente estratégia para os bancos captarem reais, que é a contraponta das suas vendas, a um custo que envolve o ônus de linhas externas, sujeitas a IR, e mais variação cambial, sendo estes recursos em reais costumeiramente direcionados para “funding” das carteiras mais rentáveis. Assim, se os bancos não fazem o “hedge” imediato desta posição vendida, tendem a atuar pró-apreciação do real, de forma que quando o fizerem tenham um ganho de variação cambial, que por vezes até anula o custo da linha externa envolvida na montagem ou vai além maximizando o ganho nas aplicações dos reais nas carteiras locais.

 

Ontem, no mercado futuro no segmento de cupom cambial, bancos e estrangeiros mantiveram suas posições líquidas praticamente inalteradas vendidas em US$ 3,3 Bi e compradas em US$ 2,6 Bi, respectivamente. No mercado futuro de dólar, especificamente, os bancos elevaram suas posições líquidas vendidas de US$ 160,0 MM para US$ 450,0 MM e os estrangeiros reduziram suas posições líquidas vendidas de US$ 2,2 Bi para US$ 2,0 Bi, mantendo a tendência de redução.

 

A FGV divulgou hoje o IGP-DI de julho com deflação de 0,64% exatamente o dobro da deflação apurada em junho que foi de 0,32%. No ano o IGP-DI acumula deflação de 1,68% e nos últimos 12 meses a deflação é de 1%. As projeções se situavam em torno de deflação de 0,25%. Os preços do atacado apresentaram deflação de 1,64% após terem cedido 0,64% em junho. Os preços no varejo subiram 0,34% após alta de 0,12% em junho. É bastante provável que o recuo nos preços do atacado já estejam sendo afetados pelo câmbio depreciado.

 

A inflação continua evidenciando que a curva de juros longa na BM&F está fora do ponto e que não há fundamentos sustentáveis que possam sugerir elevação da SELIC no 1º semestre  e provavelmente nem mesmo no 2º semestre de 2010, ainda que a economia efetivamente acentue os sinais de  recuperação no 2º semestre deste ano.

 

No exterior, o Banco da Inglaterra manteve a taxa de juro em 0,5% aa. e surpreendeu o mercado ao estender seu programa de compra de títulos de Libras 125,0 Bi para Libras 175,0 Bi, dando continuidade ao mesmo, num momento em que se questionava se não seria interrompido. O fato tem um impacto negativo, pois evidencia que a recuperação da economia britânica está abaixo das previsões do governo, e isto fragiliza a Libra versus o dólar, porém a bolsa britânica reage positivamente visto que haverá maior volume de recursos na economia.

 

O Banco Central Europeu manteve a taxa de juro em 1%, valendo lembrar que vem sendo reduzida desde outubro passado quando estava em 4,25%.

 

Nos Estados Unidos, os pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos caíram 38 mil na semana finda em 1º atingindo 550 mil, e o total de beneficiários até o dia 25 atingia 6,310 MM. O dado é melhor do que as projeções, porém as atenções estão voltadas para os dados sobre o emprego que serão divulgados amanhã e que as projeções estão apontando para um corte de 328 mil vagas e desemprego de 9,6%.

 

As bolsas asiáticas estão se aproximando do maior nível em 11 meses, porém em Shangai a bolsa recuou com receio de que as autoridades adotem medidas visando conter a forte oferta de crédito.

 

As bolsas americanas sinalizam volatilidade com viés de queda, pois embora os dados do seguro desemprego tenham sido melhores do que as projeções, o fato é que há a prevalência de indicadores econômicos assimétricos, e, em especial aqueles que focam diretamente o mercado interno americano e o consumo não são sustentáveis a ponto de determinar otimismos, sugerindo que a recuperação da economia americana dar-se-á de forma mais gradual.

 

No nosso ponto de vista os movimentos e indicadores que surgem dentro do ambiente de crise ainda não são consistentes para euforias, pois são aferidos sobre bases deprimidas e podem sinalizar reposições de estoques, como no caso das “commodities”, que podem não se sustentar posteriormente. O sinal emitido hoje pelo Banco da Inglaterra é bem típico da realidade que evidencia que o quadro real pode não ter correspondência com o sentimento obtido a partir de indicadores esparsos.

 

A BOVESPA apresenta volatilidade hoje, provavelmente ocorra um movimento de realização de lucros. O cenário em perspectiva para o Brasil é favorável, porém precisa emitir sinais mais fortes no mercado interno, pois a BOVESPA é muito influenciada pelas “commodities” e estas pelos posicionamentos da China, que, todavia, pode estar repondo estoques que ficaram baixos ao longo da crise e endurecer posteriormente no estabelecimento de preços com base em sua posição de quase único e potencial comprador.

 

O mercado de câmbio iniciou os negócios cotando operação de remessa ao exterior em torno de US$ 95,0MM, o que pressiona a taxa no mercado à vista, porém este é só um fato pontual e a alta da abertura não assegura ainda reversão de tendência.

 

Nos Estados Unidos os “treasuries” de 10 anos estão apontando rentabilidade de 3,768% aa. O petróleo está sendo cotado a US$ 71,40 o barril na Nymex. O Euro vale US$ 1,4361. Libra US$ 1,6818 e Yens 95,52 valem US$ 1,00.

Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, Economista
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FLUXO CAMBIAL - PERÍODO 1º A 31 DE JULHO DE 2009.

PERÍODO 1º A 31 DE JULHO DE 2009.

COMERCIAL

 

EXPORTAÇÕES

US$   9,886 Bi

IMPORTAÇÕES

US$ 12,719 Bi

(-) NEGATIVO

US$   2,833 Bi

 

 

FINANCEIRO

INGRESSOS

US$  33,881 Bi

 SAÍDAS

US$  29,778 Bi

(+) POSITIVO

US$    4,103 Bi

 

 FLUXO CAMBIAL POSITIVO

US$  1,270 Bi  

 

 

 (-) COMPRAS DO BC NO PERÍODO

US$    2,164  Bi

 

FLUXO CAMBIAL “NET” PARA O MERCADO

(-) NEGATIVO

US$  894,0 MM

 

O fluxo cambial do mês de julho fechou positivo em US$ 1,270 Bi, contudo, ao considerar-se o total de US$ 2,164 Bi retirado pelo BC através seus leilões diários de compra, o fluxo cambial líquido do mês consolida-se negativo em US$. 894,0 MM.

Mais uma vez, o contraditório se faz presente, fluxo cambial líquido negativo e o preço da moeda americana com desvalorização em torno de 5,0% no mês.

As exportações continuam transparecendo retração nos volumes contratados quando se comparam os números com os da balança comercial, e, por outro lado chama a atenção o expressivo volume das importações que tiveram o câmbio contratado no mês, repetindo o que já havia ocorrido no mês de junho. É possível que estejam sendo liquidadas importações antigas, mas certamente já há sinais de incremento de volume em decorrência da atratividade da taxa cambial excessivamente deprimida. Dados da indústria brasileira revelaram uma queda na produção de bens de consumo e, este fato, pode ser uma sinalização de que o produto importado esteja ocupando o lugar do produto nacional. O fluxo cambial comercial ficou negativo em US$ 2,833 Bi, com as exportações registrando US$ 9,886 Bi e as importações US$ 12,719 Bi.

O fluxo financeiro foi expressivo tanto nos ingressos quanto nas saídas, respectivamente US$ 33,881 Bi e US$ 29,778 Bi e o saldo do mês foi positivo de US$ 4,103 Bi.

O BC com seus leilões de compra diários atingiu volume de retirada de dólares do mercado acima do saldo do fluxo cambial de US$ 1,270 Bi, a ponto de torná-lo liquidamente negativo em US$ 894,0, o que acabou por ampliar as posições vendidas dos bancos no mercado de câmbio à vista para US$ 1,518 Bi.

No nosso entender o BC não deveria realizar leilões de compra quando os bancos estão com posições vendidas, pois não faz senso aumentar as reservas cambiais com dólares oriundos de linhas externas que estão sendo utilizadas pelos bancos, em razão de estarem vendidos.

Manter os bancos com posições vendidas acaba por fortalecer a tendência de apreciação do real.

Então como justificar uma queda no preço da moeda americana em torno de 5% num ambiente de fluxo cambial líquido negativo?

Os números deixam evidente que não é o fluxo em si a causa da apreciação do real, afinal, estão ai disponibilizados pela autoridade monetária.

O nosso entendimento persiste indicando que a apreciação do real decorre da influência dos posicionamentos no mercado futuro de dólar, que nem sempre é observado pela grande maioria que expressa opiniões acerca desta queda re levante no preço da moeda americana.

Não é o fluxo evidentemente, porém, parte dos investidores estrangeiros ao transformarem seus dólares para reais direcionando-os para a BOVESPA ou títulos de renda fixa, contrariamente a expectativa que sugere que fizessem “hedge” comprando o mesmo valor de dólar no mercado futuro para neutralizar o risco da variação cambial anular seus ganhos nas aplicações, formam posições vendidas no mercado futuro com finalidade direta de especular forçando a apreciação do real. Com esta estratégia, visam conquistar ganho adicional da variação cambial aos ganhos na BOVESPA e renda fixa.

Por isso, a BOVESPA tem normalmente salientado que seu ganho em reais é “x” e em dólares “x+”.

E para esta estratégia especulativa, o BC não tem instrumento eficaz de contenção, e, o preço da moeda americana fica sem piso de queda e pouco vale a atuação do BC no mercado à vista exaurindo totalmente os saldos do fluxo cambial a ponto de torná-lo negativo.

Até onde pode ir? O que pode interromper este movimento é a racionalidade do especulador que o levará a entender que se deprimir o preço da moeda americana muito fortemente pode ficar numa posição de ganho sem condições de realização, pois o mercado futuro perde liquidez e não haverá interessados em vender futuro a preços tão baixos.

Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, Economista
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O mercado futuro de dólar, especificamente, continuou evidenciando os estrangeiros reduzindo sua posição líquida vendida.

O mercado futuro de dólar, especificamente, continuou evidenciando os estrangeiros reduzindo sua posição líquida vendida. Depois de a reduzirem de US$ 4,1 Bi em 31 para US$. 2,6 Bi em 3, ontem recuaram para US$ 2,2 Bi, enquanto os bancos inverteram sua posição líquida comprada de US$ 0,7 Bi em 3 para líquida vendida de US$ 0,16 Bi ontem. As posições em cupom cambial foram mantidas inalteradas com os estrangeiros liquidamente comprados em US$ 2,6 Bi e os bancos liquidamente vendidos em US$ 3,3 Bi.

 

Tecnicamente, o preço do dólar continua sem piso e o BC não tem instrumentos para conter o movimento de apreciação do real. Contudo, entendemos que a sustentabilidade deste movimento vem do mercado futuro de dólar, especificamente, sem envolver as posições em cupom cambial de forma mais acentuada, por isso é relevante observar-se detidamente as mutações das posições.

 

Como temos salientado, não sancionamos o entendimento de que a apreciação do real decorra diretamente do fluxo cambial como tem sido simplesmente atribuído e fundamentamos este posicionamento com base nos números divulgados pelo BC que evidenciam fluxo cambial líquido negativo, já que devemos considerar os ingressos, as saídas e as compras do BC, via leilões.

 

A nossa análise do comportamento da taxa cambial indica que a pressão de apreciação do real emana do mercado futuro de dólar.

 

Se buscarmos uma co-relação com o fluxo cambial direcionado para a BOVESPA e títulos de renda fixa, concluímos que não existe uma relação direta como vem sendo colocada de forma generalizada, mas, existe uma relação indireta, visto que, à medida que os investidores estrangeiros ingressam com recursos no mercado à vista objetivando os tipos de aplicações mencionadas, ao invés de realizarem “hedge” para neutralizar a variação cambial, ou seja, comprando no mercado futuro o montante convertido no mercado a vista, fazem exatamente o inverso, não fazem o “hedge” e vendem no mercado futuro criando posições vendidas, com as quais passam a especular visando apreciar o real.

 

A estratégia torna-se viável, pois sabem que o BC não tem instrumento técnico para conter este movimento e, assim, visam ganhar adicionalmente nas suas aplicações também a variação cambial ao apreciar o dólar. Com isto, maximizam a rentabilidade dos recursos investidos no Brasil, agregando aos ganhos na BOVESPA e nos títulos da renda fixa o ganho da variação cambial favorável.

 

Em razão disto, é que a BOVESPA indica sempre um ganho em real e outro maior em dólar.

 

Como salientamos ontem, o único fator que pode inibir este movimento de apreciação do real é a racionalidade do especulador, pois se for além do razoável pode conduzir o preço da moeda americana a um patamar em que não encontre liquidez para consolidar o seu ganho, e acabe ficando num “córner” do tipo “ganhou, mas não consegue levar”.

 

Há sinais de que este patamar teórico possa ter sido alcançado, visto que ontem o preço da moeda americana já demonstrou numa boa parte do dia resistência a queda, e hoje, está evidenciando recuperação.

 

No nosso entender, o que ocorre com o preço da moeda americana no Brasil está substantivamente ligado a fatores pontuais do nosso mercado de câmbio e suas fragilidades e atratividade a movimentos especulativos para os quais o BC não tem instrumentos de contenção e menos de fatores que possam ser atribuídos como externos.

 

Em julho o saldo líquido das operações realizadas por investidores estrangeiros na BOVESPA ficou positivo em R$ 2,2 Bi e no ano atinge R$ 12,3 Bi e em julho a participação representou mais de 38% do total dos negócios.

 

A grande maioria dos analistas da Bolsa espera mais altas em agosto, mas fazem alerta, pois a crise ainda sugere postura cautelosa e poderá haver ainda muita volatilidade.

 

A FEBRABAN divulgou ontem pesquisa de Projeções e Expectativas de Mercado, apontando previsão para o PIB 2009 de negativo 0,1% e positivo em 3,7% em 2010. Queda da produção industrial de 5,9% em 1009 e alta de 5,1% em 2010. IPCA em 2009 e 2010 de 4,4%. Taxa do US$ de R$ 1,92 em 2009 e R$ 1,95 em 2010.

 

No cenário americano, com as taxas de hipotecas recuando a demanda por refinanciamentos subiu 7,2% na semana passada e os pedidos de empréstimos subiram 4,4%, enquanto os empréstimos para compra de imóveis tiveram uma alta de 0,9%.

 

A “ADP Employer Services” divulgou sua pesquisa no mercado de trabalho americano e projeta o fechamento de 371 mil postos de trabalho em julho, depois de ter demitido 463 mil em junho. Na sexta-feira, dia 7, o Departamento do Trabalho divulga os dados efetivos do mercado de trabalho americano e a expectativa é de uma perda de 275 mil com a taxa de desemprego chegando a 9,7%. O porta-voz da Casa Branca antecipou hoje que houve centenas de milhares de demissões em julho, ressalvando, contudo, que o país se afastou da beira de cair em outra depressão econômica.

 

O ISM (Institute for Supply Management) divulgou que o setor de serviços nos Estados Unidos teve desempenho pior que o esperado pelo mercado em julho. O índice registrou 46,4 pontos ante projeção de 48,0 pontos, ficando inclusive abaixo do resultado de junho que foi 47,0 pontos.

 

As bolsas de forma generalizadas operam em baixa, inclusive a BOVESPA. Os “treasuries” de 10 anos estão indicando rendimento de 3,659% após ter aberto a 3,734%. O petróleo está sendo cotado a US$ 71,42 o barril na Nymex. O Euro vale US$ 1,4393. A Libra US$ 1,6978 e Yens 94,92 valem US$ 1,00.

Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, Economista
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No mercado de câmbio, a queda do preço da moeda americana está praticamente sem piso .

No mercado de câmbio, a queda do preço da moeda americana está praticamente sem piso e a autoridade monetária sem instrumentos técnicos de interferência para reverter este quadro.

 

A apreciação do real, erraticamente, vem sendo atribuída como conseqüência do fluxo cambial para o país, visto que este fator vem sendo considerado a partir somente dos ingressos de recursos externos para o país, sem a rigorosa e necessária observância dos volumes de saídas de recursos para o exterior e a ação do BC esterilizando os excedentes através leilões de compra, que tornam o fluxo líquido predominantemente negativo, que é o que impacta na formação do preço da moeda pelo mercado.

 

Mesmo com este cenário do mercado de câmbio, com prevalência de fluxo cambial líquido negativo, a apreciação do real tem persistido como conseqüência dos movimentos realizados por bancos e investidores estrangeiros no mercado futuro de dólar, compreendendo o segmento de cupom cambial e futuro de dólar propriamente, sendo que este fator determinante quase sempre não é observado nas opiniões expressadas sobre o comportamento do preço da moeda americana.

 

Os estrangeiros, em especial, vêm atuando no mercado futuro de dólar promovendo a apreciação do real, focando com isto obter ganho adicional de variação cambial que se agrega à rentabilidade das aplicações na BOVESPA e em títulos de renda fixa, maximizando o lucro quando os recursos externos retornam as suas origens.

 

Para este contexto, a autoridade monetária não tem antídotos operacionais, e, se utilizar o instrumento financeiro que sugere que interfira no mercado futuro comprando dólar, acaba por estimular ainda mais este movimento de apreciação do real, efeito inverso ao pretendido teoricamente.

 

Contudo, há um fator que pode contingenciar este movimento, ou seja, a racionalidade dos detentores das posições com as quais promovem o movimento de apreciar o real. Há um limite técnico para a apreciação do real que se ultrapassado pode deixá-los em posição de lucro sem liquidez de realização, pois com a taxa cambial muito baixa não conseguirão ofertantes para que revertam estas posições e assim podem ser conduzidos a um “córner”, ficando em posição lucrativa, porém sem condições de realizá-los.

 

Ontem, ocorreram movimentos no mercado futuro de dólar que podem ser sinais de que este entendimento esteja presente. As posições ficaram assim:

 

                                   

 

CUPOM CAMBIAL

FUTURO DE DÓLAR

 

 

DIA

VALOR

C/V

DIA

VALOR

C/V

DIA

VALOR

C/V

DIA

VALOR

C/V

 

BANCOS

31

4,4 Bi

V

3

3,3 Bi

V

31

1,3 Bi

C

3

0,7 Bi

C

 

ESTRANGEIROS

31

3,2 Bi

C

3

2,6 Bi

C

31

4,1 Bi

V

3

2,6 Bi

V

 

 

 

Os bancos reduziram suas posições líquidas vendidas de US$ 3,1 Bi para US$ 2,6 Bi. Os estrangeiros reduziram suas posições líquidas vendidas de US$ 0,9 Bi para zero.

 

Importante observar, em especial, o movimento de redução da posição vendida dos estrangeiros no segmento “futuro de dólar” que foi reduzida do dia 31 para o dia 3 de US$ 4,1 Bi para US$ 2,6 Bi.

 

Se os estrangeiros derem sequência a este movimento de redução das posições vendidas, o preço da moeda americana encontrará nos parâmetros atuais ponto de resistência e pode reverter a tendência atual, podendo recuperar preço da moeda americana.

 

Há indícios que precisarão ser melhor observados pois a nossa balança comercial já começa a ser afetada pela apreciação excessiva do real, pois o desempenho de julho, ainda que não tenha sido decepcionante, ficou abaixo das projeções, evidenciando aumento das importações e os dados da indústria brasileira revelaram queda na produção dos bens de consumo, que podem eventualmente estar sendo substituídos pelos importados.

 

Por outro lado, as exportações de manufaturados que já encontravam dificuldades face à retração da demanda internacional e acirramento da concorrência, com a apreciação excessiva do real praticamente ficam sem qualquer condição de reação.

 

A BOVESPA que “embarcou” na onda de otimismo global ainda demonstra resistência e opera em alta não acompanhando o movimento de realização de lucros que sucede ao movimento de alta das bolsas globais ontem, mesmo com as “commodities” em queda hoje. Papéis ligados ao mercado interno determinam a alta. 

A FIPE divulgou o IPC de julho com alta de 0,33% acelerando-se em relação a junho quando registrou alta de 0,13%, ante uma projeção mediana que se situava em 0,31%. O índice foi pressionado pelo item alimentação.

 

A SERASA divulgou dados evidenciando que a atividade do comércio varejista cresceu 0,6% em julho, porém desacelerando em relação a junho e maio quando registrou crescimento de 1,8% e 1,4% respectivamente. A queda não foi maior, pois as vendas foram incentivadas pelo Dia dos Pais e de itens incentivados com os estímulos fiscais.

 

No exterior, as bolsas promovem realização de lucros, natural quando os indícios de recuperação ainda não são consistentes a ponto de construir tendências sustentáveis e ainda mesclam realidades, “sentimentos” e anseios. As bolsas americanas abriram em baixa e operam com volatilidade, mantendo o viés de baixa.

 

Nos Estados Unidos, dados econômicos assimétricos continuam não permitindo uma visão tão otimista quanto se tem buscado construir. Dados divulgados hoje do “payroll’ de junho indicam que os gastos dos consumidores cresceram 0,4%, ajustado pela inflação queda de 0,1%, e a renda caiu 1,3%, após alta revisada de 1,3% em maio, com o PCE apontando inflação de 0,2%, sexta alta seguida. A despeito desta queda de renda, as vendas pendentes de casas, no mesmo mês, cresceram 3,6%.

 

Os “treasuries” de 10 apontam rentabilidade de 3,696% após abrirem os negócios com 3,590%. O Euro vale US$ 1,4410. A Libra US$ 1,6942 e Yens 95,30 valem US$ 1,00.

 

Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, Economista
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