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A decisão do BC de reofertar hoje o saldo remanescente do leilão para rolagem de “swaps” realizado ontem e não absorvido pelo mercado….

A decisão do BC de reofertar hoje o saldo remanescente do leilão para rolagem de “swaps” realizado ontem e não absorvido pelo mercado, impõe que a curva do preço da moeda americana repita o comportamento de quarta e quinta-feira passadas, ou seja, cede apreciando o real para posteriormente, após os resultados efetivos do leilão serem conhecidos para registro na BM&F, retomar a trajetória de valorização do dólar, que é a tendência presente neste momento.

 

A oferta de hoje envolve 12.930 contratos, algo em torno de US$ 640,0 MM.

 

O interesse dos investidores em “swaps” ofertados pelo BC é que a base seja uma taxa de dólar mais depreciada, pois são beneficiários da variação cambial positiva enquanto a autoridade fica credora de juro.

 

Continuamos entendendo que, tecnicamente, esta rolagem poderia ter deixado de ser realizada pela autoridade, que, sim, deveria pura e simplesmente liquidá-la, causando o impacto “compra” no mercado futuro de dólar, com repercussões no mercado à vista, dando consistência à atual tendência de apreciação do preço da moeda americana, estimulada por estratégia correta do BC com leilões de compra no mercado de câmbio à vista adquirindo volumes maiores do que o excedente do fluxo cambial.

 

Mesmo a remota hipótese de que o BC, fazendo com que os investidores fiquem “comprados” em dólares num piso baixo, iniba movimentos especulativos de apreciação do real, não é um bom fundamento para justificar esta rolagem, pois a especulação focando a apreciação do real somente se torna possível quando a autoridade monetária oferta “swaps cambiais reversos” que é o elemento fundamental para alavancar o movimento e, não o fazendo, não cria ambiente para que aconteça a especulação.

 

No nosso entendimento, a apreciação do real que ocorre hoje tem fator pontual no nosso próprio mercado repercutindo a ação do BC com a rolagem de instrumentos financeiros no mercado futuro de dólar, ou seja, no caso “swaps”, e não indica sustentável reversão da tendência real e efetiva de valorização do dólar.

 

A BOVESPA busca fôlego na melhora dos preços das “commodities” e no cenário externo mais animado com operações de risco face nova rodada de sinais “menos ruins” da economia mundial e abre em alta, porém não há como se considerar sustentável este movimento no mercado acionário brasileiro, que convive com suas ações principais já extremamente valorizados e sujeitas à realização de lucros. Contudo, devemos considerar que, ao se confirmar autorização para os fundos de pensão flexibilizarem suas aplicações em renda fixa para renda variável, poderá trazer novo “fôlego” a BOVESPA. Por enquanto, acreditamos em movimentos voláteis.

 

No exterior é perceptível uma nova rodada de bom humor fundamentada em sinais e expectativas consideradas favoráveis, que estimulam o sentimento de que a situação está ficando menos ruim no ambiente da crise internacional. As bolsas asiáticas, européias e americanas operam em alta. Com este sentimento as “commodities” refletem com alta e o apetite por risco aumenta, o que leva os “treasuries” americanos à queda com a abertura das curvas de juro “yeld”, com o 10 anos apontando rentabilidade de 3,870% AA., o que reflete também, conseqüentemente, no conceito de risco Brasil, que assim cai.

 

A taxa de desemprego nos Estados Unidos subiu em 48 estados e na Capital e só decresceu no estado de Nebraska em maio. Michigan lidera com 14,1%. O desemprego atingiu, na média, 9,4% em maio. Este é um sinal que confirma a perspectiva que atinja 10,0% ao final do ano.

 

Os líderes europeus avançaram estabelecendo bases para reformar o setor financeiro, enquanto nos Estados Unidos há sinais de que o plano de regulação sobre o mercado financeiro apresentado ontem pelo Secretário do Tesouro, Timothy Geithner, não convenceu os congressistas norte-americanos.

 

Há notícias também indicando que o SEC (Securities Exchange Commission) americano, similar a nossa CVM, poderá requisitar maior transparência nas transações eletrônicas dos mercados.

 

O petróleo está sendo cotado a US$ 71,37 o barril na Nymex. O Euro vale US$. 1,3905. A Libra US$ 1,6432 e Yens 96,81 valem US$ 1,00.      

Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, Economista
NGO CORRETORA DE CÂMBIO
www.ngo.com.br

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