Portal Financeiro
Você não está logado.
Para se logar, registre-se no site da ADVFN e clique no LOGIN

Archive for Junho, 2009

O mercado de câmbio sinaliza estar tendente a recuperar gradualmente o preço do dólar.

O mercado de câmbio sinaliza estar tendente a recuperar gradualmente o preço do dólar, após a pressão de ingressos de recursos externos direcionados a subscrição da IPO da Visanet, que, contudo, ainda pode perdurar hoje e amanhã em volumes residuais.

 

O recuo tático do preço da moeda americana articulado pelos bancos para assimilar o aumento pontual da oferta decorrente do fluxo direcionado aquele IPO, parece ter atendido os objetivos, e agora a recuperação é esperada, com o BC continuando a atuar sobre a liquidez em dólares do mercado através a realização de leilões de compra diários, havendo curiosidade sobre o comportamento do BC ante o fluxo pontual, ou seja, se teria adquirido totalmente o fluxo ou se deixou parcela nas posições compradas dos bancos. Como a autoridade contabiliza suas intervenções em D+2, ou seja, nas datas das liquidações, a próxima divulgação do fluxo cambial não permitirá que se tenha esta informação. 

 

Nosso entendimento é de que o preço da moeda americana não conseguirá se afastar significativamente do piso de R$ 2,00, desde que o BC não interrompa seus leilões diários esterilizantes dos excedentes ou mesmo além destes, ao mesmo tempo, mantendo-se ausente do mercado futuro de dólar com instrumentos financeiros denominados “swaps cambiais reversos”, neutralizando assim a possibilidade de instalação de movimentos especulativos. Mantida esta estratégia por parte da autoridade monetária, não vemos fatores que possam conduzir a pisos baixos, como R$ 1,80, que vem sendo projetado por analistas.

 

A BOVESPA reage bem com os papéis da Visanet e Redecard registrando altas, merecendo destaque também os papéis da Cyrella e Net. A melhora do cenário para os papéis de segunda linha se configura imprescindível para que a BOVESPA consiga retomar a tendência de alta, o que já não é possível com base nas “blue chips” que tiveram os preços excessivamente elevados e passaram a representar investimentos de risco em razão deste fato.

 

A FGV divulgou hoje o IGP-M de junho com deflação de 0,10%, 4º mês seguido, ante projeção de queda de 0,02%, com intensificação de queda do IPA de  menos 0,30% em maio para menos 0,45% em junho e uma alta menor no IPC que subiu 0,17% em junho ante alta de 0,42% em maio.

 

Na medida em que se acentuam os indicadores inflacionários que demonstram inflação cadente, fica evidente o acerto do COPOM ao decidir pelo corte de 1,0% na SELIC em sua última reunião, ao mesmo tempo em que já motiva questionamentos acerca da sustentabilidade da projeção, hoje consensual, de que a SELIC feche o ano em 8,75%, tendo em vista que abre espaço para um corte maior, até porque o dólar demonstra que poderá chegar a R$ 2,00 sem potencial para exacerbar-se distanciando-se deste piso.

 

Bancos e investidores estrangeiros, desde quarta-feira, vem alterando suas posições no mercado futuro de dólar. Os bancos em 22 tinham posição líquida vendida de US$ 7,6 Bi e em 26 a haviam reduzido para US$ 4,908 Bi, enquanto os estrangeiros que em 22 estavam comprados líquidos em US$ 2,457 Bi viraram em 25 para vendidos líquidos de US$ 1,342 Bi. Contudo, acreditamos mais em posicionamentos efetivos dos “players”, já que sem a oferta por parte do BC de “swaps cambiais reversos” não há como eclodir movimento especulativo a partir do posicionamento dos mesmos, por falta de liquidez.

 

Se a tendência da queda da inflação continuar se fortalecendo é possível que o IPCA possa fechar o ano até abaixo de 4,0%, o que demonstra que a projeção mediana contida no Boletim Focus, divulgado hoje, indicando IPCA-2009 em 4,40% está bastante distante do que pode ser considerado razoável, também distante da projeção de 4,1% do BC.

 

O Focus também mantém a projeção do US$ para o final do ano em R$ 2,00 e a da SELIC em 8,75%, porém melhora a perspectiva para o PIB de 2009 reduzindo a projeção anterior de menos 0,57% para menos 0,50%.  Reduz a projeção do déficit em transações correntes de US$ 16,5 Bi para US$ 16,2 Bi, que consideramos um movimento na direção correta, mas ainda tímida, que também assim consideramos quando eleva a projeção para o superávit da balança comercial de US$ 20,8 Bi para US$ 21,5 Bi, já que há perspectivas para projeção até de US$ 24,0 Bi. Altera para melhor a projeção dos IED´s elevando-a de US$ 24,0 Bi para US$ 25,0 Bi, que poderá ser superada se a economia brasileira continuar revelando dados positivos fortalecendo o sentimento de recuperação.

 

Dado pouco otimista é o divulgado da Dívida líquida pública ajustada que atingiu 42,5% do PIB em maio, ao subir para R$ 1,245 Tri, após 41,4% em abril, destacando-se a continuidade da má qualidade dos gastos do governo. Embora haja o fator da valorização do câmbio impactando no dado e também a exclusão da Petrobrás, o superávit primário caiu muito ao registrar tão somente R$ 1,119 Bi, ante projeção de R$ 3,9 Bi, e com um aumento substantivo do déficit nominal.

 

No exterior, acentua-se a percepção de que o dólar, em perspectiva para o final do ano, deva valorizar-se, no mínimo, 4,0% frente ao euro. O fundamento de que o dólar deva se valorizar ante as moedas européias e asiáticas decorre do fato de que o pressuposto é de que somente com a recuperação da economia americana poderá ocorrer a recuperação dos países daqueles continentes.

 

As bolsas européias operam em alta com o aumento do índice de confiança repercutindo no sentimento de que há sinais de recuperação de economia da região, ao subir para 73,3, ante projeção de 71,0 e anterior de 70,2. Nos Estados Unidos os papéis de empresas petrolíferas dão sustentação a alta na DOW e da Intel na NASDAQ.

 

Os “treasuries” de 10 anos apontam rendimento de 3,498% AA. O Petróleo está sendo cotado a US$ 70,22 o barril na Nymex. O Euro vale US$ 1,4066. A Libra US$ 1,6538 e Yens 95,83 compram US$ 1,00.

 

Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, Economista
NGO CORRETORA DE CÂMBIO

www.ngo.com.br

O mercado de câmbio se preparou nos últimos dias para receber o fluxo de ingressos de recursos externos …

O mercado de câmbio se preparou nos últimos dias para receber o fluxo de ingressos de recursos externos direcionados para a IPO da Visanet e com isto o real foi apreciado.

 

Estima-se em R$ 8,4 Bi o montante alcançado pela IPO da Visanet, com sinalização de que 60% estejam sendo subscritos por estrangeiros, que proporcionaria um fluxo de ingresso da ordem de US$ 2,5 Bi, porém há sinais de que a saída dos estrangeiros, neste mês, com mais de R$ 2,0 Bi da BOVESPA não tenha retornado ao exterior e esteja sendo redirecionado para este IPO, o que reduziria a perspectiva do fluxo de ingresso para US$ 1,5 Bi.

 

Os bancos, que tiveram suas posições compradas reduzidas a US$ 121,0 MM com os leilões de compra do BC, atuaram preventivamente no sentido de apreciar o real para poder encaixar o montante do fluxo a preço baixo e também pela incerteza se, no caso pontual, o BC continuará comprando todo o excedente existente no mercado e nas posições dos bancos, como tem feito.

 

As perspectivas continuam sendo de preço do dólar no entorno de R$ 2,00, e a estratégia do BC de comprar continuadamente os excedentes ou mais do que o fluxo diário demonstra-se eficaz para atingir este objetivo, ao mesmo tempo em que aumenta as reservas cambiais do país.

 

No nosso entendimento, o preço da moeda americana retomará a tendência de retorno ao preço de R$ 2,00, sempre ressaltando desde que o BC não oferte “swaps cambiais reversos” ao mercado para não fomentar e alavancar movimento especulativo de apreciação do real, tão logo ultrapassado esta etapa da IPO da Visanet.

 

Enquanto isto, como o preço da moeda foi bem deprimido é razoável admitirmos volatilidade, com um viés já de recuperação de preço.

 

O BC já realizou hoje leilão de compra às 11hs com a taxa de corte de R$ 1,9390.

 

Mesmo a rolagem do saldo da posição de “swaps” que oferta hoje ao mercado, envolvendo 5.640 contratos algo como US$ 280,0 MM, seria totalmente dispensável neste momento que sugere é que retire gradualmente estes instrumentos financeiros do mercado, visto que só devem ser utilizados em situações estratégicas de forte demanda de “hedge” que o próprio mercado não consiga atender. Diferentemente do que eventualmente se comenta, estas operações colocadas fora do tempo mais provocam volatilidade e podem, dada as circunstâncias, estimular movimentos atípicos decorrentes de especulação.

 

O BC no seu Relatório Trimestral de Inflação revê sua projeção para o IPCA 2009 de 4,0% para 4,1% e para 2010 de 4,0% para 3,9%, e, para o PIB reduz a projeção anterior de crescimento de 1,2% para 0,8%, posição oposta da prevalecente por parte dos analistas do mercado.

 

A visão positiva de crescimento do PIB, embora reduzida, sugere que o corte de 0,5% na SELIC ocorrerá na próxima reunião, já que certamente almejará conquistar algum resultado da medida mesmo que ao final deste ano.

 

Sinaliza ainda que o crédito está indicando recuperação e que a inadimplência tende a estabilizar-se a partir da normalização gradual do crédito.

 

A somatória de todos os fatores recentíssimos, como a autoridade acreditando num PIB positivo neste ano; conforto com a inflação neste ano e reduzindo a projeção para 2010; sinais positivos de recuperação do crédito e não agravamento da inadimplência; fluxo de IED´s para o país superior a US$ 3,0 Bi em maio e algo como US$ 1,5 Bi neste mês que impacta na atividade econômica e retração na tendência de crescimento da taxa de desemprego, são indicadores relevantes de que é consistente a percepção de que o país está trilhando a saída da crise.

 

Temos ressaltado que a saída do Brasil da crise dar-se-á pelo refortalecimento do mercado interno, envolvendo recuperação do emprego, da renda, do consumo e da produção. Esta é a grande vantagem do Brasil ante a maioria dos países.

 

Continua sendo a preocupação maior a queda da arrecadação que levou ao negativo o superávit primário, sendo conseqüência direta da não atitude do governo no sentido de redução de seus gastos, que foram e ainda repercutirão elevação de despesas permanentes num ambiente que compromete receitas variáveis.

 

Este cenário poderia ensejar forte direcionamento de recursos para a BOVESPA, porém os papéis mais focados tiveram seus preços extremamente exacerbados e sofreram quedas de ajustes este mês e, no momento, representam risco. É necessário que ocorra melhora nas perspectivas para empresas de segunda linha para que estas se tornem atrativas e, ainda, que ocorram novos IPO´s, porém somente daquelas empresas que tem condições de rentabilidade mesmo em ambiente de crise, pois os investidores deverão estar muito seletivos.

 

A BOVESPA após alta ontem puxada pela alta das “commodities”, principalmente as que envolvem Petrobrás e Vale, e dos papéis das instituições financeiras que foram favorecidas pelos sinais de melhora do crédito, hoje está resistindo com discreta alta, mas deve ter comportamento volátil, pois não há ambiente para que a esperada recuperação ocorra ainda com sustentabilidade.

 

Nos Estados Unidos o Departamento do Comércio divulgou que em maio os gastos do consumidor cresceram 0,3%, dentro das projeções, porém o crescimento da renda subiu inesperado 1,4%, ante projeção de 0,3%.

 

Estes indicadores confirmam a tendência de comportamento atual dos americanos que estão mais tendentes a poupar do que consumir, e este é um diagnóstico preocupante visto que a economia americana é 70% dependente do seu consumo interno, já comprometido pelo desemprego e pela crise de inadimplência.

 

A despeito deste quadro defensivo dos consumidores americanos, o índice de confiança dos mesmos apurado pela Universidade de Michigan subiu em junho para 70,8 ante 68,7 em maio.

 

As bolsas americanas operam em baixa repercutindo o entendimento de que não será tão fácil a recuperação econômica.

 

Este sentimento repercute valorizando os “treasuries” que em conseqüência fecham suas curvas de juros “yeld”, com os papeis de 10 anos recuando a rentabilidade para 3,498%. O petróleo está sendo cotado a US$ 69,84 o barril na Nymex. O Euro vale US$ 1,4042. A Libra US$ 1,6479  e Yens 95,21 valem US$ 1,00.

 

Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, Economista
NGO CORRETORA DE CÂMBIO
www.ngo.com.br

 

O mercado financeiro internacional, surpreendentemente, demonstra-se “surpreso” e reage de forma negativa …

O mercado financeiro internacional, surpreendentemente, demonstra-se “surpreso” e reage de forma negativa sempre que a realidade das economias mundiais é destacada por organismos de credibilidade, como se não tivesse sido possível esta percepção sem ganhar destaque a partir de manifestação de maior repercussão pública.

 

Após as projeções mais severas do Banco Mundial divulgadas esta semana, um pouco amenizadas, mas também no campo negativo, com as divulgadas pela OCDE, ontem foi a vez de desapontamento com a nota do FED, que após o FOMC manter a taxa de juro básica americana entre “zero” e 0,25%, apontando que a permanência neste ponto será duradoura e destacado que a economia ainda permanece fraca, com discretos sinais de recuperação, restabeleceu, de imediato, o humor negativo.

 

Os dados da economia americana sinalizam inflação absolutamente contida, o que não sanciona a “especulada” possibilidade por parte dos agentes do mercado de que o FED pudesse vir a elevar a taxa de juro básica, o que esvazia o movimento que se fortalecia com base nesta falsa perspectiva, e deixa claro que o foco da autoridade deverá continuar sendo a atividade econômica que continua muito fragilizada.

 

Para não ficarmos repetindo dados econômicos díspares, que a economia americana continua revelando, que por vezes são superdimensionados pelos agentes de mercado para dar dinamismo ao giro dos negócios, bastaria nos atermos a pontos que têm maior relevância para que se constate que a economia dos Estados Unidos ainda deverá percorrer um longo período até que comece efetivamente o cenário de recuperação.

 

Do lado do FED, que propagou com ênfase um PPP, ou seja, um programa público privado para criar fundo destinado a retirar das carteiras dos bancos os papéis “tóxicos”, há um esforço no sentido de “esquecê-lo”, pois isto Implicaria em dar preço a estes papéis que hoje estão registrados nos ativos das instituições financeiras com valor primitivo e que, se fossem submetidos a preço de mercado, imporia substantivo prejuízo às instituições e as faria carentes de expressivas cifras de suporte, que muitos não conseguiriam suportar e que o governo americano já não tem mais condições de dar suporte. Portanto, é ilusória a visão de que o sistema financeiro americano esta quase em ordem. Assim, a capacidade de retomada efetiva da concessão de crédito pelas instituições financeiras continua bastante reduzida.

 

Do lado da economia, constata-se que a curva de desemprego tem tendência de alta e é oportuno lembrar que o PIB americano é dependente em 70% do consumo interno, contra o qual o desemprego conspira, e, além disto, os cartões de crédito são os instrumentos principais de fomentação do consumo, que revela elevado nível de inadimplência. A realidade é que a população americana sofreu forte perda de recursos e empobreceu diminuindo sua capacidade de consumo.

 

O setor imobiliário, epicentro da crise, tem enorme disponibilidade de imóveis penhorados por inadimplência, e assim sinais discretos de que o volume de novas hipotecas aumentou não entusiasmam.

 

Ou, eventualmente, casas novas e licenças novas para construção subindo são indicativos com baixa sustentabilidade, que não trazem conforto de que esteja havendo uma efetiva reativação da atividade econômica.

 

Aumento ou reduções de demanda de bens duráveis, etc. por vezes representam mais movimentos de ajustes nos estoques do que movimentos firmes e de tendência.

 

Enfim, se olharmos com severidade para a economia americana, que representa quase 1/3 da economia mundial, teremos que ser otimistas para considerar que uma recuperação efetiva se inicie ao final de 2010.

 

E não podemos perder de vista, quando analisamos a economia americana, que há expressivas economias mundiais que têm substantiva dependência do comércio exterior com o Estados Unidos, tendo em vista que não detêm fortes mercados internos.

 

Hoje foi divulgado dado final revisado do PIB americano do 1º trimestre com queda de 5,5% ante projeção de 5,7%.

 

Hoje foi divulgado também que o número de pedidos de auxiliodesemprego nos Estados Unidos ficou acima do esperado ao atingir 627.000 ante projeção de 600.000, anterior 612.000, o que é um sinal de que o desemprego continua crescendo.

 

Os “treasuries” se valorizam repercutindo maior demanda ante às incertezas e com isto fecham as curvas de juros “yeld”, indicando para os papéis de 10 anos rentabilidade de 3,674%.

 

No Brasil os dados divulgados pelo BC relativos ao setor externo de maio evidenciaram um déficit em transações correntes acima das projeções atingindo US$ 1,738 Bi, tendo havido um volume maior de remessas de juros e dividendos da ordem de US$ 2,558 Bi, ao qual pode-se atribuir aumento pontual dada oportunidade proporcionada pela expressiva queda do preço do dólar, que não se espera repetir com a mesma intensidade, porém não chega a ser um dado negativo visto que está alinhado com a perspectiva de um saldo negativo ao final do ano entre US$ 15/16 Bi.

 

Expressivo foi o número do IED de US$ 3,939 Bi, um recorde e um sinal promissor para a nossa economia, já que são recursos direcionados para o setor produtivo. E ainda, o volume para investimentos em carteira que atingiu US$ 3,330 Bi. Bom lembrar que o BC retirou do mercado de câmbio em maio praticamente a totalidade do fluxo cambial positivo através seus leilões diários.

 

Neste mês de junho o cenário modifica-se com os ingressos direcionados para renda fixa até o dia 24 atingindo US$ 1,311 Bi, acima do mês passado que atingiu US$ 968,0 MM, que podemos atribuir a preocupação com eventual taxação de IOF ao qual se anteciparam, porém para a BOVESPA sofreram forte retração, pois após atingirem US$ 2,527 Bi em maio, até o dia 24 totalizam somente US$ 116,0 MM, tendo ocorrido forte realização de lucros dada à percepção de que as valorizações estavam incompatíveis com a realidade das perspectivas. Há em perspectiva o IPO da Visanet que pode adicionar a este montante pífio algo como US$ 2,5 Bi.

 

O saldo de investimentos estrangeiros na BOVESPA no mês está negativo um pouco mais de R$ 2,0 Bi

 

No mês de junho até o dia 19 o fluxo cambial permanece positivo em US$ 380,0 MM, com o BC tendo retirado através de seus leilões diários US$ 1,597 Bi, enxugando a liquidez ao reduzir também as posições compradas dos bancos de US$ 1,338 Bi em maio para US$ 121,0 MM.

 

Merece destacar que na semana de 15 a 19, o fluxo cambial já foi negativo e mesmo assim o BC continuou realizando leilões de compra e com esta estratégia vem conseguindo gradualmente recuperar o preço da moeda americana que chegou a superar os R$ 2,00 e aumentar as reservas cambiais brasileiras.

 

Entendemos que o comentário realizado por John Lipsky, vice-diretor-gerente do FMI, de que as reservas internacionais não são escudo contra a crise, distancia-se da realidade quando envolve países emergentes, visto que os defendem, como é o caso brasileiro, de desorganização do seu sistema cambial e não os deixa vulneráveis perante as fontes de crédito externas.

 

Hoje foi divulgado pelo IBGE dado importante sobre o desemprego no Brasil, com recuo de 8,9% em abril para 8,8% em maio, contrariando as expectativas. Também foi divulgado pela FGV que o índice de confiança do consumidor brasileiro é o maior desde setembro ao atingir 106,4 pontos.

 

O Brasil continua fortalecendo suas perspectivas para os investidores estrangeiros, contudo as oportunidades de ganho ficaram menores com a excessiva valorização das ações principais e mais focadas e com a queda do juro interno. Por isso, é possível que os fluxos não demonstrem sustentabilidade não por aversão ao risco, mas por redução brusca de oportunidades.

 

O mercado de câmbio, que ontem, face aos problemas com as instituições suspensas no processo de IPO da Visanet, criou expectativa de que o fluxo externo previsto pudesse ser afetado, interrompeu a tendência de queda do preço do dólar, retoma hoje, após prorrogado até hoje a subscrição da Visanet, a apreciação do real num movimento preventivo claro e pontual dos bancos ante a perspectiva de ingresso substantivo de recursos externos, sem a certeza de que o BC os esterilizará totalmente, via leilão.

Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, Economista
NGO CORRETORA DE CÂMBIO
www.ngo.com.br

FLUXO CAMBIAL – PERÍODO 1º A 19 DE JUNHO DE 2009.

COMERCIAL

EXPORTAÇÕES…….. US$  7,590 Bi
IMPORTAÇÕES…….. US$  6,582 Bi

Positivo……………………………………………… US$   1.007,0 Bi

FINANCEIRO
INGRESSOS……………..US$  20,001 Bi
SAÍDAS…………………..US$  20,628 Bi

(-)Negativo……………………………………………US$   627,0 MM 

FLUXO CAMBIAL – SALDO POSITIVO……………..US$   380,0 MM

(-)COMPRAS DO BC NO PERIODO… .. ……………US$ 1,597   MM

FLUXO CAMBIAL “NET” PARA O MERCADO

NEGATIVO ……………………………………………US$  1,217 MM

Observa-se que o Banco Central do Brasil, na nossa visão, continua atuando corretamente COMPRANDO DO  MERCADO VOLUME DIÁRIO FOCANDO REDUZIR A LIQUIDEZ MAIOR DO QUE A TOTALIDADE DO FLUXO  POSITIVO COM DESTAQUE PARA O FATO DE QUE NESTA ÚLTIMA SEMANA O FLUXO CAMBIAL FOI NEGATIVO E MESMO ASSIM A AUTORIDADE MANTEVE A SUA ESTRATÉGIA SEM INTERROMPER OS LEILÕES, retirando liquidez do mercado à vista reduzindo as posições compradas dos bancos de US$ 1,338 Bi ao final de maio para US$. 121,0 MM em 19 de junho, ao mesmo tempo  em que se mantém absolutamente ausente do mercado futuro de   dólar com operações financeiras do tipo “swaps cambiais reversos”, não dando liquidez a este mercado,  já que estes instrumentos possibilitariam a apreciação do real, contrariamente aos seus objetivos, por viabilizarem movimentos especulativos fortes com os investidores, beneficiários do juro, atuando na apreciação do real para obter adicionalmente o ganho de variação cambial negativa para a autoridade monetária. Por outro lado, o BC rolou, parcialmente, posição vincenda em 1º de julho de “swaps” e isto provocou uma interrupção momentânea na apreciação do dólar que, após ter se tornado efetiva e registrada na BM&F, foi retomada. Sabidamente, o BC não dispõe de instrumentos e/ou estratégias eficazes para conter a apreciação do real, e, está utilizando a melhor que dispõe,  aumentando a pressão sobre a liquidez do mercado à vista, elevando as compras. Na semana de 15 a 19 deste mês o fluxo cambial foi negativo em US$ 281,0 MM e mesmo assim a autoridade monetária retirou do mercado,via leilões diários, US$ 242,0 MM, o que repercutiu e elevou a taxa cambial a R$ 2,00 e até um pouco acima ao início da semana posterior.

 Esta é uma estratégia correta e que promove resultados duplos ao acentuar uma tendência gradual de recuperação da taxa cambial e o aumento das reservas cambiais do país, que repercute favoravelmente no mercado internacional, muito embora seja reconhecidamente uma estratégia de elevado custo financeiro, neste momento de crise internacional os pontos positivos existentes superam os pontos negativos.

Neste momento, o real volta a retomar a apreciação frente ao dolar, porém isto ocorre pontualmente face a perspectiva de forte ingresso de recursos externos, estimados entre US$ 2,5 Bi a US$ 3,0 Bi, direcionados ao IPO da Visanet, na BOVESPA.

Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, economista

NGO CORRETORA DE CÂMBIO

www.ngo.com.br

 

O mercado de câmbio opera desde ontem impondo uma apreciada ao real.

O mercado de câmbio opera desde ontem impondo uma apreciada ao real, num ambiente em que não se identificam movimentos especulativos e nem o BC deixou de ser efetivo na sua estratégia de comprar além dos excedentes do fluxo diário, o que conduz ao entendimento que o comportamento decorre da perspectiva do aumento relevante e pontual do fluxo direcionado para a BOVESPA em razão do IPO da VISANET, que poderá representar montante entre US$ 2,5 Bi a US$ 3,0 Bi, sem a convicção de que o BC atuará esterilizando este valor no seu todo do mercado através leilão ou se deixará parte nas posições dos bancos.

 

Preventivamente, os bancos agem no sentido de deprimir o preço do dólar preparando-se para receber aquele expressivo montante como oferta, evitando assim o risco de absorvê-lo num piso mais alto que os exporia a risco de perda na sequência.

 

Neste cenário, não cabe a autoridade monetária nenhuma ação diferente da que vem adotando, pois há transparência sobre a razão causal do fato, ficando somente a dúvida presente se comprará todo o fluxo positivo decorrente do ingresso previsto ou deixará parte em poder dos bancos, esterilizando-a gradualmente.

 

Este fato alterará o fluxo de recursos externos para a BOVESPA no mês que está negativo, e contribui para melhorar o humor no mercado acionário, muito embora, a correção forte para baixo dos preços das ações que haviam registrado expressivas valorizações nos últimos meses ainda não tenha reanimado os investidores estrangeiros a dar sequência da demanda no mercado acionário. Conceitualmente, o Brasil é uma ótima opção de investimentos para os estrangeiros, porém como as ações precificaram com intensidade maior do que os dados concretos de recuperação da economia, ocorre o hiato e assim o ambiente fica mais propício para novos IPO´s, mas requer que sejam de empresas com perspectivas favoráveis perceptíveis mesmo dentro deste ambiente de crise internacional.

 

A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) em seu relatório divulgado hoje projeta que o Brasil terá uma contração de 0,8% no PIB em 2009, mas uma vigorosa recuperação da ordem de crescimento de 4,0% no PIB em 2010, projeções melhores do que as divulgadas pelo Banco Mundial.

 

Ontem a Diretoria do BC reuniu-se em São Paulo com economistas de instituições do mercado e a percepção dos que participaram é de que o clima foi mais otimista do que nas reuniões anteriores, com destaque para o fato de que neste momento o otimismo é muito mais intenso em relação ao Brasil do que ao mercado mundial. Nada ocorreu que pudesse sugerir alteração na perspectiva de que teremos mais um corte de 0,5% na SELIC, já que o foco da autoridade parece ser predominantemente a atividade econômica e menos na inflação, e depois ocorrerá um tempo para aferição dos resultados.

 

Hoje o IBGE divulgou o IPCA-15, prévia do IPCA do mês, com 0,38% de alta, um pouco acima das previsões entre 0,32/0,33%, ante alta de 0,59% em abril, repercutindo desaceleração dos impactos do preço dos cigarros, produtos farmacêuticos, vestuário, etc.

 

A FIPE também divulgou o IPC da 3ª quadrissemana do mês com alta de 0,16%, abaixo dos 0,19% da leitura anterior, ficando abaixo das projeções.

 

O Banco Central do Brasil divulgou hoje dados do Setor Externo em maio passado:

 

Conta (US$ milhões)

Maio/09

Maio/08

Variação

Conta capital

132

88

+50%

Conta financeira

5.351

3.979

-34,4%

- Invto Direto Líquido

3.939

-127

-

- Invto Carteira

3.330

2.548

+30,6%

Outros Invtos

1.915

1.602

+19,5%

Conta capital e financeira

5.483

4.067

+34,8%

.

Conta (US$ milhões)

Maio/09

Maio/08

Variação

Balança comercial

2.651

4.075

-34,9%

Exportações

11.985

19.303

-37,9%

Importações

9.334

15.228

-38,7%

Serviços e rendas

- 4.596

- 5.126

-10,3%

Transferências Unilaterais

208

265

-21,5%

Transações correntes

- 1.738

- 786

121,1%

Resultado Balanço de Pagamentos

3.745

4.030

- 7,0 %

 

Fonte: Banco Central e Infomoney

 

O déficit em transações correntes de US$ 1,738 Bi ficou acima das projeções em torno de US$ 1,35 Bi, após ter sido positivo em US$ 146,0 MM no mês de abril e negativo em US$ 786,0 MM em maio de 2008.

 

Os IED´s (Investimentos Estrangeiros Diretos) atingiram US$ 2,483 Bi, sendo US$ 1,8 Bi relativos à participação no capital de empresas no país, incluídas as conversões em investimentos, e US$ 651,0 MM a desembolsos líquidos de empréstimos intercompanhias. A projeção era de US$ 2,750 BI.

 

O saldo da balança comercial reduziu-se confrontado maio de 2009 com US$ 2,651 Bi ante US$ 4,075 Bi em maio de 2008.

 

O resultado do balanço de pagamentos em maio foi superavitário em US$ 3,745 Bi menor do que maio de 2008 quando foi superavitário em US$ 4,030 Bi.

 

A reunião do FOMC americano concentra boa parte das atenções dos mercados, nem tanto pela decisão quanto aos juros, que tendem a ser mantidos, mas principalmente pelo conteúdo da nota pós-reunião que deve expressar o “sentimento” das autoridades a respeito da economia americana.

 

O Departamento de Comércio americano anunciou que as vendas de casas novas caíram 0,6% em maio e em relação a maio do ano passado a queda é de 33%. Contudo, o número de pedidos de hipotecas cresceu 6,6% na última semana, após quatro semanas de queda.

 

Também divulgou dados sobre os pedidos de bens duráveis que, contrariando as expectativas, avançaram positivamente em 1,8% em maio, ante projeção de queda de 0,9%.

 

As bolsas de forma generalizada operam em alta, com a BOVESPA apresentando recuperação, porém ainda com possibilidade de volatilidade.

 

Os “treasuries” de 10 anos apontam rentabilidade de 3,660%. O petróleo está sendo cotado a US$ 69,24 o barril na Nymex. O Euro vale US$1,4031. A Libra US$ 1,6498 e Yens 95,38 valem US$ 1,00.

 

 

AGENDA

 

 

Quarta-Feira 24/06

BACEN

Fluxo Cambial (semanal)

BACEN

Nota à Imprensa – Setor Externo – CC (mai)

BACEN

Nota à Imprensa – Setor Externo – IED (mai)

FIPE

IPC-Fipe (3a quadri – jun) (MoM)

IBGE

IPCA-15 (jun) (MoM)

SEADE

Emprego e Desemprego – RMSP (mai)

TESOURO

Resgate Antecipado – LTN

EUA

Dados do Setor Hipotecário (semanal)

EUA

Encomendas de Bens duráveis (mai) (MoM)

EUA

Estoques de Petróleo (semanal)

EUA

FOMC – Decisão de Juros e nota

EUA

Vendas de Novas casas (mai)

 
Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, Economista
NGO CORRETORA DE CÂMBIO
www.ngo.com.br

A manifestação tardia do Banco Mundial anunciando a percepção de que a economia mundial não tem as perspectivas tão favoráveis …

A manifestação tardia do Banco Mundial anunciando a percepção de que a economia mundial não tem as perspectivas tão favoráveis quanto as suas previsões antecedentes, muito embora não revelasse nada que não pudesse ter sido percebido pelos mercados, serviu de “pano de fundo” para mais uma rodada de realizações nas bolsas mundiais, incluindo a nossa Bovespa.

 

Os movimentos nas bolsas dos países emergentes, em especial o Brasil, consubstanciados em perspectivas ainda precariamente sinalizadas em dados frágeis de recuperação da economia, estão sendo passados por uma revisão de avaliação, tendo em vista que provocaram altas exacerbadas que estão sendo corrigidas. Após o “boom” de maio na Bovespa com forte fluxo de investidores estrangeiros, neste junho ocorre o refluxo com a saída, já ocorrida, de montante em torno de R$ 1,0 Bi de recursos destes investidores, que só não determinaram queda maior na BOVESPA em razão da entrada de investidores pessoas físicas com aproximadamente R$ 1,3 Bi.

 

Os papéis principais ficaram com preços muito elevados e a grande maioria está vinculada ao segmento de commodities, o que os torna muito voláteis pois, embora induzida fortemente pelos analistas, ainda não houve descolamento dos fundos para aplicações em commodities, pois esta também é uma decisão que precisa de sinais mais consistentes de melhoras da economia mundial.

 

O juro baixo mundial induz o direcionamento dos investidores para aplicações de risco, mas a sustentabilidade das altas fragiliza-se quando se torna perceptível que a valorização foi muito além da recuperação das economias, que por vezes nem dados positivos estão gerando, mas tão somente “menos negativos”.

 

A autorização para que os fundos de pensões desloquem parte das suas aplicações para o mercado acionário é um bom sinal para a BOVESPA, mas naturalmente este fato somente se tornará efetivo desde que existam oportunidades reais nesse mercado. A IPO da Visanet será uma boa oportunidade e deve ser a maior abertura de capital da história da BOVESPA podendo atingir R$ 10,0 Bi, porém acreditamos que os novos lançamentos só ganharão força quando o cenário econômico de recuperação for mais evidente.

 

O dólar no mercado de câmbio brasileiro repercute prioritariamente fatores internos e em proporções menores os externos, pois embora declarado flutuante sofre a interferência sistêmica do Banco Central do Brasil sobre a liquidez no mercado a vista e, pior, por vezes no mercado futuro de dólar quando o ambiente não sugere intervenções neste segmento.

 

Tecnicamente, do ponto de vista operacional, a autoridade monetária não dispõe de instrumentos eficazes para conter a queda do preço da moeda americana quando decorrente de fluxo, sendo o único a comprar os excedentes ou além dos excedentes, agindo pontualmente sobre a liquidez e assim promove a busca do balizamento do preço dentro de padrões adequados, como faz corretamente no momento e, concomitantemente, eleva as reservas cambiais do país.

 

Sabidamente o país tem baixo nível de poupança, algo entre 15 a 18% do PIB e, portanto, não há recursos do efeito “riqueza” para que constitua estas reservas cambiais substantivas, que acabam impondo elevado custo financeiro de carregamento, mas neste quadro de crise se justifica para fortalecer o posicionamento do pais ante a comunidade financeira internacional e tem papel defensivo expressivo evitando que as repercussões da crise sejam intensos via câmbio.

 

Assim, a recuperação do preço do dólar no nosso mercado ao ponto que consideramos de equilíbrio em R$ 2,00, no nosso entender decorre da atuação do BC reduzindo a liquidez do mercado, e inegavelmente da percepção de que o fluxo de ingressos direcionados para a BOVESPA e renda fixa perderam força neste mês de junho e o superávit do fluxo cambial está sendo mantido unicamente pelo superávit, que surpreende, da balança comercial. Portanto, um fator concreto e um fator relativamente psicológico que direcionam as decisões dos agentes.

 

Como o BC, corretamente, não utilizou instrumentos financeiros, no caso “swaps cambiais reversos”, neutralizou movimentos especulativos que pudessem apreciar o real e para os quais são instrumentos fundamentais e fomentadores imprescindíveis.

 

Ontem, a alta foi muito forte, esperava-se a ocorrência de forma mais gradual, por isso é natural a queda de hoje, porém com comportamento volátil.

 

A FGV divulgou hoje a 3ª prévia do IPC-S em junho com alta de 0,20%, menor desde outubro passado, após prévia antecedente de 0,29%. Divulgou também o IGP-M em sua 2ª aferição no mês, apontou alta de 0,07%, após ter registrado no mesmo período de maio queda de 0,14%, porém dentro das projeções.

 

As bolsas mundiais sinalizam discreta melhora hoje após o movimento generalizado de realização de lucros ontem, mas ainda muito sujeitas a volatilidade e a BOVESPA abriu aguardando o comportamento externo.

 

Os “treasuries” de 10 anos apontam rentabilidade de 3,693%. O petróleo está sendo cotado a US$ 67,50 o barril na Nymex. O Euro vale US$ 1,3975. A Libra US$ 1,6302 e Yens 95,57 valem US$ 1,00.

 

Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, Economista
NGO CORRETORA DE CÂMBIO

www.ngo.com.br

O mercado de câmbio iniciou os negócios praticando a taxa cambial de R$ 2,00 por dólar.

O mercado de câmbio iniciou os negócios praticando a taxa cambial de R$ 2,00 por dólar, preço que já teria atingido na semana passada e, cuja trajetória sofreu a interferência direta da rolagem parcial da posição de “swaps” vincenda em 1º de julho, realizada nos dias 18 e 19 em montantes de US$1,15 Bi e US$ 360,0 MM respectivamente, que provocou volatilidade, já que um preço mais baixo era interesse dos investidores.

 

Ultrapassado aquele fato pontual na sexta, o preço de R$ 2,00 é retomado repercutindo de forma absolutamente direta a ação do Banco Central do Brasil na estratégia dos seus leilões de câmbio diários em que vem absorvendo montantes superiores ao fluxo positivo do mercado, que consideramos tecnicamente a única alternativa operacional possível a autoridade monetária, que assim aumenta as reservas cambiais do país e provoca a recuperação de preço do dólar ao tirar gradativamente a liquidez do mercado.

 

Com o BC mantendo esta dinâmica operacional e não interferindo no mercado futuro de dólar, em especial com “swaps cambiais reversos”, a recuperação do preço do dólar no nosso mercado deverá ser sustentável e bem defendido de especulações e o preço poderá testar gradualmente o preço de R$ 2,05, o que seria bom para a economia brasileira, suficiente para estimular as exportações e inibir as importações não essenciais.

 

Não entendemos razoável atribuir-se o fato a nova visão do Banco Mundial sobre o comportamento da economia mundial, pois ela é só uma observação tardia igual a outras que vem buscando corrigir as projeções declaradas que se distanciaram do cenário real que vem sendo observado, a partir dos indicadores que vem sendo prospectados e divulgados.

 

O Banco Mundial prevê que a economia brasileira deverá encolher 1,1% em 2009, revisando a projeção anterior de alta 0,5%. Em termos de economia mundial revê sua projeção para queda de 2,9% ante a anterior de queda de 1,7%. Projeta queda de 2,2% nas economias da América Latina e do Caribe, enquanto que os países desenvolvidos devem ter uma queda mais acentuada, com queda de 4,5% na zona do euro, 3% nos Estados Unidos e 6,8% no Japão.

 

As bolsas reagem de forma imediata quando ocorrem manifestações como a do Banco Mundial, pois, como bem expressa artigo de Fernando Canzian na Folha de São Paulo na semana passada, “quando o juro público é baixo, há, invariavelmente, a busca por aplicações mais rentáveis, como ações de empresas e commodities. O risco é a atividade econômica não se sustentar com o tempo e tudo isso desabar mais uma vez diante da realidade de vendas fracas, desemprego e continuidade da recessão ou de um cenário de atividade econômica anêmica”.

 

E ainda salienta: “o essencial, porém, continua intocado. O mercado de crédito permanece entupido e os chamados “ativos tóxicos” continuam sentados nas carteiras dos bancos. Estima-se que quase US$ 2 tri continuam lá só nos Estados Unidos”, para concluir: “ao vender os ativos, os bancos têm de dar baixa neles pelo valor de mercado (hoje, eles são contabilizados pelo valor cheio, mesmo não valendo quase nada), ao dar baixa, os rombos dos bancos explodiriam”.

 

Face a este comportamento das bolsas sancionando na Europa, Estados Unidos e também na BOVESPA a correção dos excessos, não sem motivo, hoje são divulgadas manifestações de especialistas que “lembram” que as commodities também devem fazer parte do portfólio, já que é preciso estimular novos direcionamentos que podem se revelar novas bolhas, enquanto a renda fixa mantém a baixa atratividade.

 

O Boletim FOCUS da última sexta feira, dia 19, divulgado hoje pelo BC, contendo as medianas das projeções de 100 instituições financeiras, eleva a projeção do IPCA para os próximos 12 meses de 4,08% para 4,09%, mantendo o IPCA de junho em 0,25% e elevando o IPCA para 2009 de 4,39% para 4,40%, mantendo inalterada em 4,30% para 2010. Mantém também a projeção do dólar para final do ano em R$ 2,00, o que nos parece um pouco baixa sendo a nossa projeção entre R$ 2,05 a R$ 2,10. Revê reduzindo a projeção da SELIC para 2009 de 9,0% para 8,75%, ficando agora no consenso predominante e nossa projeção é que esta taxa possa ocorrer já na próxima reunião com corte de 0,5% ou na pior nas 2 seqüentes em cortes de 0,25% cada, pois o objetivo do COPOM seria o de obter ainda alguma repercussão na economia neste ano. Revê para pior o desempenho do PIB elevando a projeção de menos 0,55% para menos 0,57%, porém na nossa visão acreditamos que o PIB possa ficar em torno de “zero”, com o 4º trimestre com um ritmo de 3,0%. Ajustou a projeção para menor do déficit em transações correntes de US$ 17,0 Bi para US$ 16,5 Bi, em linha com a tendência e revê para cima o saldo de balança comercial de US$ 20,0 Bi para US$ 20,80 Bi, que consideramos ainda modesta, já havendo projeções de analistas de superávit em torno de US$ 24,0 Bi.

 

As bolsas européias e americanas operam em baixas substantivas, o mesmo ocorrendo com a Bovespa.

 

Os “treasuries” de 10 anos apontam rentabilidade 3,728% e o petróleo está sendo cotado a US$ 69,55 o barril na Nymex. O Euro vale US$ 1,3871. A Libra US$ 1,6393 e Yens 95,79 compram US$ 1,00.

Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, Economista
NGO CORRETORA DE CÂMBIO
www.ngo.com.br

A decisão do BC de reofertar hoje o saldo remanescente do leilão para rolagem de “swaps” realizado ontem e não absorvido pelo mercado….

A decisão do BC de reofertar hoje o saldo remanescente do leilão para rolagem de “swaps” realizado ontem e não absorvido pelo mercado, impõe que a curva do preço da moeda americana repita o comportamento de quarta e quinta-feira passadas, ou seja, cede apreciando o real para posteriormente, após os resultados efetivos do leilão serem conhecidos para registro na BM&F, retomar a trajetória de valorização do dólar, que é a tendência presente neste momento.

 

A oferta de hoje envolve 12.930 contratos, algo em torno de US$ 640,0 MM.

 

O interesse dos investidores em “swaps” ofertados pelo BC é que a base seja uma taxa de dólar mais depreciada, pois são beneficiários da variação cambial positiva enquanto a autoridade fica credora de juro.

 

Continuamos entendendo que, tecnicamente, esta rolagem poderia ter deixado de ser realizada pela autoridade, que, sim, deveria pura e simplesmente liquidá-la, causando o impacto “compra” no mercado futuro de dólar, com repercussões no mercado à vista, dando consistência à atual tendência de apreciação do preço da moeda americana, estimulada por estratégia correta do BC com leilões de compra no mercado de câmbio à vista adquirindo volumes maiores do que o excedente do fluxo cambial.

 

Mesmo a remota hipótese de que o BC, fazendo com que os investidores fiquem “comprados” em dólares num piso baixo, iniba movimentos especulativos de apreciação do real, não é um bom fundamento para justificar esta rolagem, pois a especulação focando a apreciação do real somente se torna possível quando a autoridade monetária oferta “swaps cambiais reversos” que é o elemento fundamental para alavancar o movimento e, não o fazendo, não cria ambiente para que aconteça a especulação.

 

No nosso entendimento, a apreciação do real que ocorre hoje tem fator pontual no nosso próprio mercado repercutindo a ação do BC com a rolagem de instrumentos financeiros no mercado futuro de dólar, ou seja, no caso “swaps”, e não indica sustentável reversão da tendência real e efetiva de valorização do dólar.

 

A BOVESPA busca fôlego na melhora dos preços das “commodities” e no cenário externo mais animado com operações de risco face nova rodada de sinais “menos ruins” da economia mundial e abre em alta, porém não há como se considerar sustentável este movimento no mercado acionário brasileiro, que convive com suas ações principais já extremamente valorizados e sujeitas à realização de lucros. Contudo, devemos considerar que, ao se confirmar autorização para os fundos de pensão flexibilizarem suas aplicações em renda fixa para renda variável, poderá trazer novo “fôlego” a BOVESPA. Por enquanto, acreditamos em movimentos voláteis.

 

No exterior é perceptível uma nova rodada de bom humor fundamentada em sinais e expectativas consideradas favoráveis, que estimulam o sentimento de que a situação está ficando menos ruim no ambiente da crise internacional. As bolsas asiáticas, européias e americanas operam em alta. Com este sentimento as “commodities” refletem com alta e o apetite por risco aumenta, o que leva os “treasuries” americanos à queda com a abertura das curvas de juro “yeld”, com o 10 anos apontando rentabilidade de 3,870% AA., o que reflete também, conseqüentemente, no conceito de risco Brasil, que assim cai.

 

A taxa de desemprego nos Estados Unidos subiu em 48 estados e na Capital e só decresceu no estado de Nebraska em maio. Michigan lidera com 14,1%. O desemprego atingiu, na média, 9,4% em maio. Este é um sinal que confirma a perspectiva que atinja 10,0% ao final do ano.

 

Os líderes europeus avançaram estabelecendo bases para reformar o setor financeiro, enquanto nos Estados Unidos há sinais de que o plano de regulação sobre o mercado financeiro apresentado ontem pelo Secretário do Tesouro, Timothy Geithner, não convenceu os congressistas norte-americanos.

 

Há notícias também indicando que o SEC (Securities Exchange Commission) americano, similar a nossa CVM, poderá requisitar maior transparência nas transações eletrônicas dos mercados.

 

O petróleo está sendo cotado a US$ 71,37 o barril na Nymex. O Euro vale US$. 1,3905. A Libra US$ 1,6432 e Yens 96,81 valem US$ 1,00.      

Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, Economista
NGO CORRETORA DE CÂMBIO
www.ngo.com.br

A estratégia que vem sendo praticada pelo BC no mercado de câmbio à vista confirmou-se pelos números divulgados do fluxo cambial …

A estratégia que vem sendo praticada pelo BC no mercado de câmbio à vista confirmou-se pelos números divulgados do fluxo cambial até o último dia 12 e deixou evidente que está sendo intensificada ao revelar que com um fluxo positivo de US$ 661,0 MM a autoridade monetária retirou da liquidez do mercado através seus leilões de compra diários o montante de US$ 1,355 Bi, transformando-o em fluxo líquido negativo de US$ 694,0 MM, que provocou a redução da posição comprada dos bancos de US$ 1,338 Bi ao final de maio para US$ 644,0 MM.

 

Atuando desta forma sob a justificativa de propósito de aumento das reservas cambiais do país, que repercute favoravelmente no cenário internacional, atinge o objetivo de provocar a recuperação do preço da moeda americana e aproximá-lo aos R$ 2,00, podendo até provocar gradativamente que fique ligeiramente acima deste piso.

 

Ontem, atingiu praticamente os US$ 2,00 acabou retrocedendo face ao anúncio do BC de pesquisa junto ao mercado sobre o interesse na rolagem da posição de “swaps” de US$ 2,12 Bi vincenda em 1º de julho próximo, que provocou repercussão imediata sobre a tendência prevalecente no momento ocasionando a apreciação do real.

 

Hoje anunciou então que realizará o leilão de “swaps” com o objetivo direto de rolagem parcial da posição vincenda em 1º de julho no valor de US$ 1,75 Bi, no horário entre 12.30 hs e 13hs.

 

Tecnicamente consideramos que o BC não deveria rolar esta posição vincenda e simplesmente liquidá-la agindo no sentido de eliminar gradativamente a continuidade destes instrumentos financeiros no mercado futuro de dólar fora do tempo e sem uma necessidade efetiva. Ademais, a liquidação desta posição provocaria um efeito “compra” no mercado futuro de dólar, com repercussões no mercado à vista, acentuando a consistência da tendência de recuperação do preço do dólar a parâmetros mais identificados com o ponto de equilíbrio, ou seja, o preço que estimula as exportações e não dinamiza as importações não essenciais.

 

A despeito deste fato, certamente o preço da moeda americana deverá sustentar, posteriormente ao leilão e seus registros na BM&F que provocará recuo na taxa cambial, a tendência de recuperação gradual atingindo os R$ 2,00 e, provavelmente até superando-o sem grande exacerbação.

 

Notoriamente há perda de intensidade de fluxos direcionados para a BOVESPA e títulos de renda fixa. Acreditamos que haverá um hiato nestes fluxos para observar melhor o desempenho da economia brasileira, já que as altas ocorridas no mercado acionário foram muito expressivas e há uma forte concentração das “blue chips” no segmento das “commodities”, enquanto que, por outro lado, o ganho financeiro líquido das aplicações em títulos brasileiros de renda fixa perdeu relativa atratividade.

 

A ATA da última reunião do COPOM assegura que vê uma “margem residual” para flexibilização monetária, o que não desautoriza que se projete uma queda ainda de 0,5%, que poderá ser única ou seccionada em julho e setembro. Deixa evidente que a decisão de corte de 1% focou o “status quo” da economia brasileira prioritariamente ao salientar que o desaquecimento da demanda interna gerou importante margem de ociosidade que não deve ser eliminada rapidamente e que tal movimento reduziu as pressões inflacionárias. Contudo, destaca que as previsões de inflação para 2009 e 2010 aumentaram desde abril, apesar de continuarem abaixo do centro da meta de 4,5%. E ainda, avalia que a probabilidade de que pressões inflacionárias inicialmente localizadas venham a apresentar riscos para a trajetória da inflação diminuiu.

 

Destaca ainda o COPOM que a preservação de perspectivas inflacionárias benignas irá requerer que o comportamento do sistema financeiro e da economia sob um novo patamar de taxa de juros seja cuidadosamente monitorado ao longo do tempo. Este destaque faz presente a observação anterior feita pelo Presidente do BC, Henrique Meirelles, de que a mudança de patamar do juro no Brasil não era somente conjuntural e também estrutural, e assim será necessário que haja esta percepção, o que invalida precipitadas colocações de que os “juros podem voltar a subir em 2010”, visto que tudo dependerá da adaptação do país a este novo cenário.

 

O IGP-10 da FGV de junho ao registrar deflação de 0,03% é um dado tranqüilizador quanto à tendência inflacionária, mas mais do que isto deixa evidente como os analistas estão errando nas suas projeções a respeito da economia brasileira já que projetavam alta de 0,25%. O IGP-10 acumula no ano até junho queda de 1,19%.

 

No mercado de juro da BM&F a cotação para janeiro de 2010 repercutiu e chegou a 8,83%.

 

A BOVESPA no momento atual indica que a volatilidade deverá ser a constante, pois já realizou um movimento de realização de lucros que determinou baixa recente e mantém expectativa sobre o comportamento dos investidores estrangeiros, que chegaram forte em maio, mas sinalizam cautela neste momento.

 

Nos Estados Unidos os comentários a respeito do plano de regulação financeira começam a receber análises críticas mais fundamentadas, apontando para a percepção de um rigor menor do que esperado no controle em alguns aspectos e outros bens pontuais como um melhor esclarecimento aos tomadores de crédito, etc.,o que poderá afetar os lucros dos bancos e varejistas,  mas certamente o plano que sairá do Congresso americano poderá ser bem diferente do apresentado pelo governo. É preciso aguardar.

 

O número de pedidos de seguro-desemprego subiu para 608.000 após 605.000 na semana antecedente, porém o número de pessoas recebendo o seguro-desemprego nos Estados Unidos caiu para 6,76 MM após ter atingido 6,90 MM.

 

As bolsas americanas reagem positivamente com surpresas positivas na agenda econômica. O Philadelphia Fed Index que avalia o nível de atividade industrial na região da Filadélfia registrou -2,2 após ter registrado -22,6 em abril e a projeção dos analistas ser de -17,0. E o Leading Indicator que compila vários índices já divulgados registrou positivos 1,2%.

 

Os “treasuries” de 10 anos apontam rentabilidade de 3,767%. O petróleo está sendo cotado a US$ 71,35 o barril na Nymex. O Euro vale US$ 1,3966. A Libra US$ 1,6325 e Yens 96,22 compram US$ 1,00.

Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, Economista
NGO CORRETORA DE CÂMBIO
www.ngo.com.br

FLUXO CAMBIAL – PERIODO 1º A 12 DE JUNHO DE 2009.

COMERCIAL

 

EXPORTAÇÕES…….. US$  4,730 Bi
IMPORTAÇÕES…….. US$  3,864 Bi
Positivo……………………………………………………..US$     866,0 MM

 

FINANCEIRO
INGRESSOS……………..US$  12,067 Bi
SAÍDAS…………………….US$ 12,272 Bi
(-)Negativo…………………………………………………US$   205,0 MM
 

 

FLUXO CAMBIAL – SALDO POSITIVO…………………..US$   661,0 MM

 

(-)COMPRAS DO BC NO PERÍODO… .. ………………..US$1,355   MM

 

FLUXO CAMBIAL “NET” PARA O MERCADO
NEGATIVO …………………………………………………US$   694,0 MM

 

Observa-se que o Banco Central do Brasil, na nossa visão, continua atuando corretamente COMPRANDO DO  MERCADO VOLUME MAIOR DO QUE A TOTALIDADE DO FLUXO    POSITIVO, retirando liquidez do mercado à vista reduzindo as posições compradas dos bancos de US$ 1,338 Bi ao final de maio para US$. 644,0 MM, ao mesmo tempo  em que se mantém absolutamente ausente do mercado futuro de   dólar, não dando liquidez a este mercado,  já que os instrumentos   financeiros que dispõe para neutralizar a queda do preço da moeda americana, no caso os “swaps cambiais reversos”, não são indicados para o ambiente presente no mercado de câmbio, pois certamente estimulariam movimento especulativo que acentuaria a apreciação do real, efeito inverso ao objetivado pela autoridade monetária. Sabidamente, o BC não dispõe de instrumentos e/ou estratégias eficazes para conter a apreciação do real, e, está utilizando a melhor que dispõe, podendo aumentar a pressão sobre a liquidez do mercado à vista, elevando as compras.

 

Assim, conseguiu recompor o preço da moeda americana conduzindo-a a muito próxima de R$ 2,00.

 

Contudo, hoje, pontualmente o BC anunciou pesquisa de demanda com o objetivo de aferir condições de mercado para a realização de leilão de “swap cambial”, não confundir com “swap cambial reverso”, para rolagem da posição destes instrumentos financeiros vincenda em 1º/07/2009. Este fato afetou a formação de taxa no mercado futuro e à vista, tendo em vista que não rolando a posição vincenda o mercado futuro teria um impacto de efeito “compra” pela autoridade monetária o que pressionaria mais a taxa cambial , enquanto que o fazendo tira esta pressão imediata.

 

O mercado de câmbio estava sinalizando para a não rolagem desta posição vincenda o que teria efeito positivo para também apreciar o preço do dólar, além da estratégia dos leilões com compras maiores do que os excedentes, porém o simples anuncio da pesquisa abriu a possibilidade de que a realize e isto repercutiu provocando a reversão da tendência de alta, que pode ser momentânea e ser desfeita se amanhã não confirmar a realização do leilão, no todo ou em parte, para rolagem.

 

Sidnei Moura Nehme
Diretor Executivo, Economista
NGO CORRETORA DE CÂMBIO
www.ngo.com.br

Próxima Página »